sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A parábola do semeador. Qual o tipo de solo tu és?

Após, aproximadamente, quatrocentos anos sem comunicar-se com o seu povo, Deus ao seu tempo fez cumprir sua promessa de reconciliação com os homens, agora não mais com um povo exclusivo, mas com toda a humanidade. Os israelitas não entenderam a aliança do Senhor com Abraão, acharam-se exclusivos das bênçãos de Deus, não transmitindo às outras Nações as verdades salvadoras do Senhor. Gen. 12: 1-3
Deus revela-se em Cristo tomando a forma de homem, o Deus homem. Foi inicialmente prometido pelo próprio Deus. Gen.3: 15 Depois por Moisés. Dt. 18: 15-22 e por todos os profetas. Deus faz, no tempo devido, o cumprimento de suas promessas. E o advento do Messias foi realizado de forma milagrosa. Ele escolheu uma família piedosa, tanto Maria, versada na Palavra de Deus, vide o seu cântico, Lucas 1: 46-55, quanto seu esposo José que ao saber de sua gravidez não desejou ultrajá-la, pois a amava, pensava deixá-la em secreto, o costume dos judeus era separar um casal, dando-o como casados, porém não viviam juntos, até a época da cerimônia de casamento. Ele foi avisado pelo Senhor que a gravidez de Maria era um ato milagroso do Espírito de Deus e ele, José, não a conheceu até o nascimento de Jesus. Mateus 1: 18-20
Aos doze anos, o Mestre em Jerusalém encontra-se assentado entre os doutores da lei, ouvindo-os e interrogando-os e eles admiram-se de seus conhecimentos. Lucas 2: 42-47
Provavelmente aos vinte e sete anos Jesus inicia seu Ministério. Antes cumpre o ritual da iniciação, sendo batizado por João Batista e recebendo de Deus, o Pai, o poder através do Espírito Santo para empreender o seu Ministério. “Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra”. O Deus todo-poderoso. Mateus 28: 18  Foi tentado por satanás, mas vence-o e inicia sua missão apregoando a chegada do reino de Deus aos homens, “veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do reino de Deus, E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Marcos 1: 14-15
Porém o povo israelita vendo que a missão de Jesus não era reformadora da política vigente, mas de conteúdo espiritual, quiçá revolucionária da situação religiosa em que viviam, não o aceitaram, nem os seus milagres, prodígios e mensagens. Muitos nos dias de hoje não o aceitam como Deus, porém ele possui todos os atributos de Deus, é onisciente, conhece todas as coisas, onipresente, está em todos os lugares e é eterno. “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Hb. 13: 8
O Mestre passa a falar-lhes por parábolas. Comparado situações comuns deles a semelhança com o reino de Deus. O semeador que semeia sua semente e elas ao caírem no solo, caiem em diferentes lugares, umas no meio do caminho e as aves as comem, não germinando, outras sobre pedras, germinam, mas não possuem terras profundas, logo enfraquecem e morrem, outras entre os espinhos germinam, porém são sufocadas e aquelas que caem sobre boas terras, germinam e dão frutos. O próprio Mestre, aos seus discípulos, traduz a parábola: A semente que cai no caminho e as aves a comem, é a mensagem de Deus proferida aos homens, porém eles fazem ouvidos moucos e satanás a tira deles. A que cai em solo pedregoso, é a mensagem aceita com alegria, mas não possui um solo fértil, leitura da palavra, meditação, oração, sem um crescimento doutrinário, logo esfria e esquece-se de Deus. A outra entre os espinhos são os que aceitam, porém a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida a sufocam. I João 2: 16  A que cai em boa terra, é aquela mensagem que é aceita de bom grado pelos homens, germina e dá frutos em abundância. Mateus 13: 1-23

Qual o solo que tu és? O da beira do caminho que as aves comeram a semente? Ou de pouca terra, em que a doutrina dos homens, a falta de meditação, leitura das Escrituras Sagradas e a oração a murcharam e a mataram? Ou o dos espinhos que a luxuria do mundo a sufocou? Ou a que caiu em boa terra e deu frutos em abundância?

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Parábola! Uma realidade comum, com significado espiritual

Vendo a multidão e o interesse dos homens que o seguia, Jesus, passou a ensiná-los por parábolas, pois não aceitavam suas mensagens, endureceram os corações, faziam severa oposição, desacreditava-o diante daqueles que desejavam conhecê-lo e acusava-o de fazer os milagres, os prodígios e a expulsão dos demônios por intermédio de belzebu, príncipe dos demônios. Seguiam-no, apenas, com o interesse de serem curados, não deram ouvidos ao sermão do monte, as bem-aventuranças, fecharam os olhos para a missão espiritual de Jesus, resgatá-los da escravidão do pecado, dando-lhes uma nova vida de esperança e salvação. A incredulidade não permite ao homem ver os mistérios de Deus e isso só está reservado aos desejosos em ouvi-lo.   A parábola transforma-se em enigma, uma realidade comum a todos, com um significado espiritual. Somente aos fiéis é dado o direito de conhecer os mistérios de Deus. Aquele que possui esse direito, é-lhe dado a receber  em abundância, mas o quem não o possui, até aquilo que tem lhe será tirado.  Mateus 13: 11-17
Os profetas e os fiéis do passado aspiravam esse momento, ter o privilégio de ouvir, ver e estar junto ao Messias prometido. Caim não ouviu a advertência do Senhor, seguiu os propósitos de seu coração e pecou contra Deus. O povo não ouviu o Senhor através de Noé e todos morreram no dilúvio, menos Noé e sua família. Sodoma e Gomorra foram destruídas pela incredulidade de seus moradores e a mulher de Ló tornou-se estatua de sal por não ouvir o mandamento de Deus. Faraó e todo o seu exército pereceu por não ouvir e ver os sinais, prodígios e maravilhas do Senhor, ao livrar o povo judeu do cativeiro egípcio. Os povos de Canaã foram expulsos da terra por sua incredulidade e idolatria. Em toda a história a idolatria e a incredulidade foram à causadoras da destruição dos homens infiéis. E o Messias veio para resgatar o homem perdido de todas as épocas futuras, para isso é necessário ouvi-lo. “Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”. Mateus 13: 16-17

A parábola se faz necessária, porquanto somente aos desejosos em conhecer os mistérios de Deus, é dado o privilégio de decifrá-la. Muitos há que possui ojeriza ao ouvir o nome de Deus e outros deturpam suas palavras para o que lhes convém, mas aos que ouvem e segue-o são adotados por Deus como seus filhos, tornando-se herdeiros do reino. João 1: 11-13 e Rm. 8: 17 “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. Efésios 5: 14-16

domingo, 3 de novembro de 2013

A família de Jesus

A multidão seguia Jesus por toda parte, chegava de vários lugares para ouvi-lo, ser curada das enfermidades e liberta dos demônios. Trouxe, Portanto, para o Mestre a inveja dos escribas e fariseus, o medo de perderem os privilégios obtidos dos romanos e virem à autoridade religiosa que possuíam ser inferiorizada. O temor de ele ser realmente o Messias esperado e haver uma sedição por parte da multidão, sendo destituídos da posição que ocupavam. A oposição recrudescia e os seus familiares passaram a fazer parte dela. “Porque nem mesmo seus irmãos criam nele”. João 7: 5  Eles não o acompanhavam, não aceitavam o seu Ministério, achavam estar “fora de si”. Marcos 3: 21
Após o entrevero com os escribas e fariseus, Jesus foi procurado por sua mãe e seus irmãos, estava numa casa e eles não podiam chegar ao Mestre por causa da multidão, alguém lhe diz que os seus familiares desejavam falar-lhe. Mateus 12: 47 Há várias versões para essa relação de família, mãe e irmãos, para alguns, Jesus não tinha irmãos, pois acreditam que sua mãe continuou virgem. Porém de acordo com os Evangelhos, Jesus possuía quatro irmãos e duas irmãs, provenientes do casamento de José e Maria, eles eram mais novos que o Mestre. Mas quando o Mestre em sua cidade natal fez esses mesmos prodígios, eles, os escribas e fariseus, o repelirem citando a família de Jesus, para desacreditá-lo junto ao povo. “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. Mateus 13: 55-57  
A resposta de Jesus sobre os seus familiares que o buscavam, não foi desonrosa, mas de profundo significado para a eclesiologia. Mostrando a real essência da relação da sua Igreja para com ele. A Igreja de Cristo, Assembleia de pessoas convertidas a Jesus, são os membros de sua família, mãe, irmão e irmã. Mateus 12: 48-50
O Mestre ao citar, quando foi expulso de sua cidade natal, que “não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. Ele frisa a descrença dos conhecidos de infância e dos familiares para com o seu Ministério. Tiago, seu irmão, veio aceitá-lo mais tarde e o Apostolo Paulo cita-o, quando de sua visita a Jerusalém. “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor”, diferenciando-o de Tiago filho de Zebedeu. Gal. 1: 18-19 No ano 62, ele, nessa época, Bispo de Jerusalém, foi morto por ordem do Sumo Sacerdote e do concílio oficial, o sinédrio. Pedro, seu antecessor, tinha fugido de Jerusalém, mas acabou preso e condenado à morte em Roma. (Uma breve história do cristianismo-Geoffrey Blainey-Editora Fundamento-2012)
Vê-se que a maior oposição advém dos familiares. Quantos ao desejarem aceitar o Mestre no coração, veem surgir de vários familiares à imposição contra esse desejo sincero. Há por parte de alguns, fazerem alusão aos familiares já mortos, criando superstições, dizendo que aparecerão fantasmas para atormentar os ascendentes, avós e pais. Outros apelam para a violência física ou psicológica. Jesus tem ciência disso, pois sofreu antes de todos, por isso possui a autoridade para dizer a todos para segui-lo. “E assim os inimigos do homem serão os seus familiares”. Mateus 10: 36 e continua: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. Mateus 19: 29



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A invasão de uma casa vazia e adornada

Diante do poder e autoridade de Jesus, os fariseus e escribas mantinham-se incrédulos, tentava-o de todas as formas, para desacreditá-lo junto ao povo, pediam-lhe um sinal, quantos sinais já tinham visto! Mas os seus corações estavam fechados. O retorno do cativeiro da Babilônia endureceu o entendimento deles de tal forma que não aceitavam evidências Messiânicas de Jesus, recusaram até o grande sinal do Mestre, a ressurreição. Conhecendo o coração deles, Jesus responde que nenhum sinal lhes seria dado, somente o de Jonas e o da Rainha de Sabá, pois eram maus e adúlteros, infiéis.
O de Jonas em que esteve três dias e três noites no ventre da baleia, monstro marinho, ele, o Mestre, estará três dias e três noite no ventre da terra. Jonas, a baleia o vomitou para que obedecesse a Deus e pregasse aos ninivitas, tendo eles se convertidos. E o Filho do Homem ao terceiro dia ressuscitaria vencendo a morte e dando vida aos homens, porém eles, os fariseus e escribas, não iriam crer e os ninivitas no fim dos tempos irão condená-los pela incredulidade deles. “Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mateus 12: 38-41
O da Rainha de Sabá, no  evangelho de Mateus é citada como rainha do meio dia, no de Lucas rainha do sul, que veio conhecer Salomão, para saber de sua sabedoria. Acreditou no que ouviu, saiu de uma cidade longínqua e veio até Israel encher-se de conhecimento, Sabá estava situado a sudoeste da Arábia. Eles, os fariseus e escribas, possuíam o privilégio de conhecer Jesus, sua essência divina, seu poder, sabedoria, autoridade e conhecimento de Deus, não lhe deram ouvidos. Antes nos seus próprios conceitos, rejeitaram o Mestre condenando-o. A rainha de Sabá no dia do juízo irá condená-los. “A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão”. Mateus 12: 42
Em seu obscurantismo religioso, os escribas e fariseus, só aceitavam o que eles interpretavam das escrituras, eram rígidos com o cerimonialismo da lei, não viam o discernimento espiritual delas. O culto que praticavam era uma cerimônia vazia, com o tradicionalismo frio, sem vida. Jesus ao dizer-lhes por metáfora de um homem liberto de um espírito imundo, esse espírito vaga sem rumo e retornando àquela casa, encontra-a vazia, adornada e varrida, volta e traz consigo outros sete espíritos piores e o estado daquele homem torna-se pior que anteriormente, mostra-lhes que uma religião vazia, sem sentido espiritual e sem a visão contemporânea do cumprimento Messiânico, assemelha-se a casa vazia tomada pelos sete espíritos imundos. Mateus 12: 43-45

A incredulidade dos homens dos dias atuais é idêntica a dos escribas e fariseus, não aceitando Jesus. Tem o coração vazio, andam a procura de algo para enchê-lo, enganam-se a busca de todos os meios possíveis. Os ateus apegam-se ao deus da ciência, a matéria, negam a existência de Deus. Outros há que num labirinto de ideias procuram uma forma lógica, provar a existência etérea de um deus ou vários deuses. Outros em amuletos, cerimonialismo, sacrifícios e ídolos adoram um deus falso. São corações vazios, precisam preenchê-los. Jesus estava presente junto deles naquela época, realizava prodígios a vista de todos, mas não creram. Atualmente o Mestre está presente através de seu Espírito Santo, realiza prodígios a vista de todos. Deseja apenas um pequeno gesto do homem para que nele creia e tenha o seu coração cheio do Espírito de Deus. “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. Efésios 5: 14-16    

domingo, 20 de outubro de 2013

A incredulidade, o pecado sem perdão

Os milagres de Jesus revelavam seu caráter e sua essência divina, semelhante a Moisés, ante o Faraó do Egito, ao mostrar-lhe os sinais e prodígios de Deus, que exigia a liberdade dos israelitas da escravidão, Jesus mostra ao povo os sinais e prodígios oriundos de Deus, dando-lhe autoridade e autenticidade para a sua missão Messiânica. Trouxeram-lhe um endemoninhado surdo e mudo para ele o curar. O Mestre cura-o, trazendo ao povo admiração, dizendo ser Jesus o filho de Davi, o Messias esperado.  Mateus 12: 22-23
Os fariseus, uma seita criada para interpretar e manter o cumprimento da lei pelo povo  eram orgulhosos, severos, vaidosos, cruéis e de dura cerviz, com inveja e os olhos fechados para as evidências divinas do Mestre, acusam-no de expulsar os demônios pelo príncipe dos demônios, belzebu. A palavra belzebu provavelmente deriva de “baal-zebube, deus de Ecron”  (senhor do lugar alto), II Reis 1: 2  Os judeus considerava-o satanás. Mateus 12: 24
O Mestre refuta-os, dizendo-lhes que se ele expulsava os demônios pelo príncipe deles, o reino dele estava dividido e não subsistiria e se ele expulsava os demônios por belzebu, quem os discípulos, filhos, deles expulsavam? Eles, filhos, os julgariam, mas se ele expulsava pelo Espírito de Deus era chegado o Reino de Deus.  O valente só é derrotado por um mais forte do que ele, Jesus é esse guerreiro, vencedor e na cruz do calvário o derrotou por completo. Mateus 12: 25-29
Os fariseus seguiam as leis escrupulosamente de acordo com a interpretação dos escribas, não se misturavam com os gentios e mesmo com alguns dos judeus que consideravam como pecadores, eram severos no cumprimento das leis e mantinham o povo escravos a ela. Por crer que a religião e a vida pública eram uma só, esperavam o Messias como o libertador político. Não aceitaram Jesus, tudo faziam para o povo descrer nele. Possuíam sua própria lógica, seguiam-na e obrigava o povo a segui-la. Pelo correr da história eclesiástica encontram-se muitos fariseus, seguidores de suas próprias razões, não permitindo ideias, formas ou outras maneiras de evangelizações de acordo com as escrituras. Muitos cristãos foram mortos por cristãos farisaicos. Atualmente criticam-se os pentecostais, neopentecostais, os gospels e outros. O Mestre responde a todos, “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12: 30
A incredulidade faz o homem perder a salvação eterna, Jesus a considera como blasfêmia ao Espírito Santo, para ela não há perdão. Ao citar o fato de que o Mestre expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios, incitava o povo à incredulidade, eram pedras de tropeço. A árvore boa dá frutos bons, a árvore má dá frutos maus. Do coração procede todo mau. Jesus os chama de raça de víboras. “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”. Mateus 12: 34-35
Portanto deve-se ter cuidado com o que se diz, pois o que disser, será cobrado no juízo eterno. Mateus 12: 36-37



   

sábado, 12 de outubro de 2013

A importância da mulher na logística do Ministério de Jesus

 Em toda esfera humana, quando se tem algo a realizar, seja no trabalho doméstico, no secular ou no eclesiástico, há necessidade de apoio logístico. Jesus convidou doze apóstolos para auxiliá-lo na evangelização do reino de Deus, eram homens da missão de vanguarda.  “E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele”. Mateus 8:1
Precisava-se, entretanto,  de pessoas na retaguarda engajadas na obra, mas que houvessem tido uma experiência real com Cristo, para auxiliá-los no suprimento de suas necessidades pessoais.  O Evangelista Lucas apresenta, no início do capítulo oito, mulheres  que tiveram essa experiência com Jesus e agora, a título de gratidão, auxiliam o Mestre e os seus doze apóstolos com seus bens. A evangelização era realizada, sem preocupação com os cuidados materiais. “E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens”. Lucas 8: 2-3
 No decorrer do ministério do Mestre e no da história do cristianismo, encontra-se grande número de mulheres que labutaram e ainda auxiliam na obra do Mestre, na vanguarda ou na retaguarda, elas serão citadas com o avançar do estudo do ministério do reino de Deus, nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos, na história do cristianismo e nos dias atuais.
Inicialmente, Maria de Nazaré, mãe de Jesus, era assim denominada por haver outras Marias, complementava-se o nome com a localidade em que viviam.  Maria foi escolhida por Deus para ser a genitora de seu filho. Entre tantas outras mulheres, o Senhor achou por bem separá-la para esse magnífico sacrifício.  “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres... Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Lucas 1: 28; 30-33
 A mulher samaritana, a primeira missionária, ouviu a mensagem de Cristo, após o impacto da atitude de Jesus, quebrando a tradição discriminatória dos judeus com o povo samaritano e também em relação a ela por ser mulher, foi aos seus conhecidos falar de Jesus e convidá-los para ouvi-lo, vieram, ouviram sua mensagem e aceitaram-no crendo no seu evangelho. “Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)... E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele... E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito... E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo”. João 4: 7-9; 27-30; 39; 41-42
Maria, chamada Madalena, teve um encontro com Jesus e este a libertou do jugo satânico. Agora, livre das garras do mal, auxilia-o com seus bens. Há uma gama de suspense sobre ela, já foi objeto de novelas, poemas, cânticos e filmes, tudo fruto de imaginação, pois a Bíblia não comenta muita coisa sobre o seu passado, apenas cita que fora liberta de sete demônios, porém a partir desse fato foi presença constante nos momentos importantes da vida de Cristo. Presenciou, junto com a mãe de Jesus e outras mulheres que o assistia, o seu sacrifício na cruz do calvário, o seu sepultamento e a sua ressurreição, quando, após o sábado, dia de descanso, indo no primeiro dia da semana para ungi-lo, encontrou o sepulcro aberto, teve, em primeira mão, a notícia de sua ressurreição, como premio de seu cuidado com o Mestre, viu-o ressurreto.  “E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém... E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham. E, PASSADO o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol... E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando”. Marcos 15: 40-41; 47 16: 1-2; 9-10
O encontro com Jesus transforma o homem, liberta-o da escravidão do pecado e o faz discípulo de seu reino. No Ministério do Reino de Deus há trabalho para todos, na vanguarda como evangelistas, missionários, pregadores da palavra homens ou mulheres, na retaguarda os provedores com seus bens homens ou mulheres.

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos; E pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há. Graças a Deus pelo seu dom inefável!“ II Cor. 9: 6-15

sábado, 28 de setembro de 2013

Conhecendo Jesus tem-se fé, perdão, amor, alegria, paz e esperança

Simão, um fariseu, convidou Jesus para alimentar-se em sua casa. O Mestre aceitou o convite e estando sentado à mesa, foi surpreendido por uma mulher que chorava, molhando seus pés com as lágrimas, enxugava-os com os cabelos, beijava-os e ungia-os com unguento de um alabastro, essa mulher era considerada pecadora. Ela, sabendo da presença de Jesus na casa do fariseu, foi munida de um perfume valioso ter com ele. Quando o homem ou mulher olha para dentro de si e vê a situação em que se encontra, sem um caminho a seguir, só, sem um braço amigo para apoiar-se, tendo conhecimento das misericórdias do Mestre, impulsionado pela fé, vai à busca do conforto para sua alma, mesmo somente para tocá-lo. E ela deveria ter bastante motivo para isso. “E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento; E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento”. Lucas 7: 36-38
O fariseu, em seu pensamento, disse para si próprio, se Jesus fosse profeta, pois era corrente para o povo que o Mestre seria um profeta, saberia a reputação daquela mulher e a proibiria de tocar-lhe. “Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora”. Lucas 7: 39 Têm-se, portanto, duas situações distintas, de um lado o fariseu, homem fiel às leis, tendo uma posição de relevo na sociedade, severo no cumprimento dos estatutos pelo povo, arrogante, vaidoso, levava os judeus a punir quem desviasse dos mandamentos, por vezes com a morte. Do outro lado uma mulher, ser, este, discriminado por eles por ser mulher e considerada pecadora.
Sendo Jesus a segunda pessoa da Trindade, tendo onisciência de todas as coisas, conhecendo o pensamento do fariseu, conta-lhe uma parábola: “E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?” Lucas 7: 40-42
Responde: O de maior dívida. Jesus faz uma comparação entre ele, o fariseu, e a mulher que  na sua humildade foi mais condescendente do que ele. Demonstrando a sua verdadeira fé e amor para com Jesus. “E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento”. Lucas 7: 43-46
Conhecendo o seu coração em pecado e sabendo que o amor imensurável do Mestre poderá lhe perdoar, o homem reveste-se da fé, corre a busca de Jesus, arroja-se a seus pés e Cristo o perdoa. Este novo homem passa amá-lo. “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.) Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá.)... O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará”. Salmos 32: 3-5; 10 A mulher teve fé, humildade em dar-lhe o mais precioso que possuía o unguento, mas para o Mestre o presente mais valioso é o seu coração. Jesus a perdoou. “Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados”. Lucas 7: 47-48
O Mestre reforça o seu perdão ante a incredulidade dos que estavam à mesa, dizendo-lhe que estava salva por sua fé. Deu-lhe também a paz. “E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?  E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz”. Lucas 7: 49-50
Ao conhecer Jesus tem-se fé, pela fé vem o perdão, o perdão transforma em amor, com o amor vem à alegria, da alegria a paz, com a paz a esperança.  “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”. I Cor. 13: 13
“Vinde então, e argui-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”. Isaias 1: 18



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Convite de Jesus aos cansados e oprimidos


O Mestre diante da incredulidade, da indiferença dos moradores das cidades em que realizou a maioria de seus prodígios, passa a repreendê-los. Mostra-lhes que se nas cidades mais perversas dos gentios houvesse os mesmos prodígios realizados por ele, elas o aceitariam, arrepender-se-iam dos seus pecados e usariam o saco e cinzas para simbolizar o seu verdadeiro arrependimento, seriam elas salvas da ira divina. “Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti”. Mateus 11: 20-24 As predições de Jesus se cumpriram, as cidades Corazim e Cafarnaum são, hoje, um monte de ruinas, Betsaida não existe mais, é apenas uma praia abandonado onde as redes dos pescadores se estendem, testemunham ao mundo que ao rejeitarem o Mestre, ficaram a própria sorte sem a proteção divina, são presas fáceis para o inimigo. Tiro, Sidom, Sodoma e Gomorra não que elas fossem menos pecadoras do que as outras, mas não tiveram a mesma oportunidade de conhecer Jesus. Enquanto que alguns dos moradores de Tiro e Sidom acompanharam o Mestre e o Apóstolo Paulo encontrou em Tiro discípulos de Cristo. “E, indo já à vista de Chipre, deixando-a a esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; porque o navio havia de ser descarregado ali. E, achando discípulos, ficamos ali sete dias”. Atos 21:3-4a                                                                                                                                      Os sábios e entendidos não aceitam os ensinos do Mestre, são arrogantes, orgulhosos, acham-se superiores, não conseguem penetrar nos mistérios de Cristo, isso está reservado aos mais simples, isentos de vaidades, podendo contemplar a magnificência do Mestre e testemunhar dele, sem sofrer o confronto cultural. O homem fechando o coração para o Mestre, permiti que ele não o revele ao Pai, fica, portanto réu do juízo eterno, pois Deus deu a Jesus autoridade na terra sobre todas as coisas. “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Mateus 11: 25-27 O homem conhecendo os desígnios de Deus, tendo visto os milagres, os prodígios e os sinais da divindade de Cristo, assim mesmo, mantendo-se incrédulo diante deles, não dando a devida honra ao Senhor, são inescusáveis perante ele. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. Rom. 1: 20-21
O Mestre conhecendo as condições de vida daqueles homens, sendo impiedosamente afligidos pelos maiorais dos judeus, fazendo-os cumprir o cerimonialismo da lei, tornando-os escravos dela, não permitindo desvios, punindo-os, mesmo com a morte. O povo estava cansado e oprimido. E, em sua infinita misericórdia convida a todos os que sofrem seja os publicanos que eram odiados pelos judeus, os enfermos considerados párias da sociedade, as crianças rejeitadas, as mulheres sem direitos, os carentes, os pecadores, os órfãos e as viúvas, todos aqueles sem distinção de raça, credo, posição social, judeus, gentios, o mundo todo, nele terão descanso, liberdade, o seu jugo é suave e o fardo é leve. Quantos estão cansados das injustiças, do desprezo, da falta de afeto, discriminados, acham-se, às vezes, confinados em si mesmos, sentido culpados de alguma coisa, com medo do imponderável (aquilo que é improvável de acontecer, porém pode ocorrer), enfim todos os cansados e oprimidos. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mateus 11: 28-30 Um convite bastante simples a todos para entregar o coração ao Mestre, colocando aos seus pés o cansaço e a opressão, tomando o seu jugo que é suave e leve, passando a fazer parte do Reino dos Céus.
“E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável àquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o SENHOR de todos); Esta palavra, vós bem sabeis, veio por toda a Judéia, começando pela Galileia, depois do batismo que João pregou; Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judéia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro. A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse, não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara; a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos. E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos. A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome”. Atos 10: 34-43

 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A posse do Reino de Deus é feita pela coragem, poder, humildade, renúcia e abnegação


 João o batista, encontrava-se preso por ter denunciado Herodes, o Tetrarca, de pecado, porquanto desposou sua cunhada, esposa de Filipe, seu irmão. “Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la. E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta“. Mateus 14:3-5

E João no cativeiro ao saber dos feitos de Jesus, desejou ouvir mais a respeito do próprio Mestre, se ele realmente era o Messias prometido. O cárcere, o sofrimento havia-o abatido e por esse motivo, desejava conhecer, se as suas profecias estavam sendo cumpridas, sabendo-as, iria revigorar o seu ânimo para enfrentar a morte que adviria brevemente. “E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim”. Mateus 11:2-6 Jesus não responde sim ou não, mas insta os discípulos de João a presenciar os seus feitos, para então levar as novas a quem os enviou. Os milagres evidenciam a divindade de Jesus e a proclamação do evangelho a missão messiânica. E confortou o coração de João com a bem-aventurança daqueles que não se escandalizavam dele e do seu ministério. Uma forma de dizer que a missão do profeta estava cumprida.

Com o retorno dos discípulos de João, o Mestre dirige-se aos que o seguia, testemunhando sobre ele. “Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento?” Mateus. 11:7b  Faz analogia sobre a pessoa de João. O que foram ver? Um homem fraco, vergando-se ante qualquer doutrina ou aos poderosos?  Não! Eles viram um homem de coragem que não se curvava antes os poderosos ou a outra doutrina, pois dizia aos fariseus e saduceus. “E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”. Mateus 3:7-8  E ao rei Herodes. “Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la“. Mateus 14:4 João era homem de coragem, fiel a doutrina do advento do Messias e do Reino de Deus.

O Mestre pergunta-lhes outra vez: “Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis”. Mateus 11:8 João era homem simples, trajava-se com pele de camelos e cinto de couro, alimentava-se de mel silvestre e gafanhotos, não como os maiorais do povo que se vestiam de ricas vestes e circulavam pelo hall do palácio real. “E este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre”. Mateus 3:4 João o Batista era homem simples, renunciou sua condição de sacerdote para ser profeta, condição esta para ele de maior honra. “Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel... E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai. E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João”. Lucas 1:5; 59-60

Na ultima pergunta o Mestre responde afirmativamente. “Mas, então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, Que preparará diante de ti o teu caminho”. Mateus 11:9-10  Sim! Ele era profeta de Deus, obediente às ordens do Senhor e fez o que lhe era devido. “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas”. Isaías 40:3 “E, NAQUELES dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Mateus 3:1-2

Ao testemunhar de João Batista, o Mestre faz uma alusão à natureza humana de João, dizendo que nenhuma criatura nascida de mulher era maior do que ele. Pode-se inferir dessa afirmação que Jesus enfatiza a diferença de naturezas. A dele, divina e a de João, humana. E aqueles que crerem nele na nova dispensação, são maiores de que João. “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele”. Mateus 11:11

Quando o homem num ato de coragem aceita Cristo no coração, ele passa a fazer parte do Reino de Deus, sente a responsabilidade de anunciar as novas do Evangelho, esforça no serviço do reino e em oração humilde revigora-se na tarefa ante os perigos inerentes da obra. Luta contra a indiferença, incredulidade e violência, esta contra si próprio, ocorrendo quiçá à morte. Portanto os requisitos dos servos do Reino dos Céus são: A coragem, o poder, a humildade, a renúncia e abnegação. “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”.  Mateus 11:12 e “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele”. Lucas 16:16

Em João encerra toda a profecia, pois Cristo é o cumprimento dela. Jesus é o Messias anunciado pelos profetas, os sacrifícios da lei não existem mais, pois ele é o cordeiro pascal, vindo para expiar os pecados dos homens, judeus e gentios, toda a humanidade. Os fariseus e saduceus com os seus privilégios não viram essa magnificência, estavam como os meninos na praça que não participavam das brincadeiras deles, mas indiferentes não aceitavam o viver acético de João o Batista, dizendo-lhe “tem demônio” e o mesmo de Jesus em sua liberalidade, diziam: “que era comilão e beberrão, amigos dos pecadores”.  “Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, E dizem: Tocamos-vos flauta, e não dançastes; cantamos-vos lamentações, e não chorastes. Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos”. Mateus 11:16-19 Publicanos eram judeus que serviam aos romanos como cobradores de impostos e eram odiados por eles. Mas a sabedoria é justificada pelas suas obras.

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rom. 8: 35-38

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Jesus à mulher de Naim: "Não chores!"

Os relatos dos acontecimentos ocorridos na época de Jesus foram feitos de acordo com os  conhecimentos de cada autor, os Evangelhos de Mateus e João descrevem os atos e mensagens do Mestre pelos Apóstolos que presenciaram-nos, os de Marcos e Lucas por citações dos Apóstolos, provavelmente Pedro e Paulo. Há, portanto, algumas diferenças, omissões ou referências de um fato sem constar em outro Evangelho, mas isso não tira a autenticidade dos  escritos. O relato da restauração da vida ao filho da viúva de Naim é um deles, citado apenas por Lucas. No prefácio do Livro de Lucas, ele discorre sobre a sua pesquisa dos acontecimentos. “Havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio”. Lucas 1:3b
Jesus, após ter curado o servo do Centurião em Cafarnaum, seguiu com seus discípulos e uma grande multidão em direção à cidade de Naim. Essa cidade ficava sobre o cume noroeste do Monte Hermom menor, era uma bela cidade, distinguia-se uma linda vista da planície de Esdraelom e a região histórica que a envolve. En-dor ficava ao leste de Suném, localizada agradavelmente entre palmeiras, distava de Naim um quilometro e meio para sudoeste e um dia de viagem de Cafarnaum. A estrada usada pelos peregrinos que seguiam em direção a Jerusalém passava por Naim. Há atualmente no local da antiga aldeia uma grande pedra, pela tradição, Jesus descansou nela “hejeret Yeshua”, pedra de Jesus. ( extraído do Conciso Dicionário Bíblico-editora Imprensa Bíblica Brasileira-Convenção Batista Brasileira-1978)
Ao chegarem à entrada da cidade, depararam com um cortejo fúnebre. Os povos do oriente não permitiam cemitério dentro da cidade. Seguia uma grande multidão e com eles a mãe do rapaz, viúva, provavelmente dependia dele. Jesus tomou-se de íntima compaixão. “E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. Lucas 7:11-13
O sofrimento dos homens não passa despercebido por Jesus, ele sente profundamente no coração a necessidade de cada um e sofre como se fosse consigo mesmo. Essa era a missão do Messias, levar as dores de quem sofre e sofrer com os necessitados. “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados“. Isaías 54:4-5
Interessante notar que Jesus aproximou-se do cortejo fúnebre, não foi a pedido, mas de livre vontade, impulsionado pela misericórdia. Os maiores sofredores daquela época eram mulheres, principalmente viúvas e os órfãos, eram entregues a própria sorte. Os judeus e os gentios não cuidavam de seguir as escrituras. “A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”.  Ex.22:22-24
O Mestre ao dirigir a palavra à mulher, disse-lhe: Não chores. Sublimes palavras! “Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Salmos 35:5
Ao dizer-lhe não chores, estava identificando sua vitória sobre a morte. Então diz ao defunto: levante-se e ele senta-se e começa a falar. Mas antes toca no esquife, algo impensável para um rabi, pois o tornava imundo perante a lei sacerdotal, porém o Mestre quebra o cerimonial que afastava o homem comum dos religiosos da época. Ao ressuscitar o moço, mostra a todos sua autoridade sobre a morte. “E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o a sua mãe”. Lucas 7:14-15
E todos que presenciaram, foram tomados de temor, passando a glorificar o Senhor e a fama de Jesus correu por toda parte. Aqueles que sofrem e são tocados por Jesus, sentem temor, esse temor é um sentimento da necessidade de estar na presença constante do Mestre e fazer-lhe a vontade, glorificando-o. “E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha”. Lucas 7:16-17
 “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse”. Isaías 25:8 “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. Ap. 21:4   

   

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

No reino de Deus não há exclusividade de credo

O Mestre entrando em Cafarnaum, após o sermão do monte, encontra os anciãos dos judeus, enviados por um Centurião, pedindo-lhe que curasse o servo do oficial, a quem ele muito gostava. “E, DEPOIS de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo. E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto, Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga”. Lucas 7:1-5 Centurião, oficial do exército Romano, comandante de cem homens.
Esse militar Romano demonstra um coração benigno, estimava o seu servo, construiu a sinagoga daquela comarca, foi humilde diante de Jesus, não permitindo ao Mestre entrar em sua residência, pois não considerava-se digno o bastante em tê-lo como hospede. “E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado. E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz”. Lucas 7:6-8
A fé demonstrada pelo Centurião, vindo de um oficial Romano, fez o Mestre maravilhar-se, um estrangeiro que havia passado a sua vida convivendo com o paganismo, a idolatria, mostrou mais digno de afeição pelo Senhor do que os judeus, os filhos da promessa, pois aqueles para quem era o cumprimento das profecias, ele, Jesus, o Messias prometido, fora rejeitado. “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. Mateus 8:10
Jesus mostra que o reino de Deus é para todas as Nações do mundo, não há exclusividade de Nação, credo, mas para quem crê nele. Aqueles que não o aceitarem, não terão participação no reino dos céus. “Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Os judeus achavam-se povo exclusivo de Deus, os gentios, para eles, estavam excluídos do poder do Senhor.
Diante da fé excepcional do romano, Jesus cura o seu servo à distância. Essa é a confiança que todos têm, Cristo ouve as orações em oculto e pela fé demonstrada, ele realiza o milagre, cura, transforma o coração abatido, liberta dos vícios, salva o pecador e dá-lhe a vida eterna. “Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou”. Mateus 8:13
Cisto é o cumprimento da profecia de Deus a Abraão, quando o separou de seu povo, escolhendo-o para através de sua descendência, revela-lo as Nações. “ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Gen.12:1-3
Os judeus, a descendência de Abraão, Isaque e Jacó, foram separados com a finalidade de fazer Deus conhecido as Nações, eles ao correr dos tempos não obedeceram as ordens do Senhor e seguiram os deuses dos outros povos, foram punidos, perderam a beneficência de Deus, tornaram-se escravos de outras Nações e pela misericórdia do Senhor retornaram a terra prometida, mas continuaram rebeldes, foram dominados pelo império Romano. Assim estavam na condição de escravos na época de Jesus, portanto odiavam os Romanos, discriminavam outros povos, principalmente a mistura de raças, Galileia era um exemplo. Tornaram-se fechados as evidências espirituais, esperavam um Messias terreno que os livrassem do jugo romano, rejeitando o Mestre Jesus. “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. João 1:10-13
E todos os homens que aceitarem Jesus, o Cristo, no coração, vindo de toda parte da terra, terão assento no reino de Deus.

  

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O julgamento, os bens preciosos, a confiança, a recíproca, o caminho e os falsos profetas

O julgamento não deve ser uma crítica infundada, ou inconsequente. Ao fazê-lo, será pautado com justiça, pois julgando levianamente serás medido com o mesmo valor no qual julga. “NÃO julgueis, para que não sejais julgados”. Mateus 7:1 “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. João 7:24  “Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Mateus 7:2-5
No livro de Lucas esse ensinamento do Mestre aparece com um significado mais abrangente. “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre”. Lucas 6:36-40
O cuidado ao repartir aquilo que tens de maior valor, o evangelho do Senhor Jesus, com pessoas não desejosas de conviver, ouvir e participar do reino de Deus. Arrogantes, incréus, escarnecedores afastasse deles, não dando-lhes as vossas pérolas, pois não as tem como valorosas. São como os cães e os porcos da parábola do Mestre. “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Mateus 7:6  “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva”. II Pedro 2:17
A confiança e esperança no atendimento de Deus às orações de seus servos. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Mateus 7:7-11
A recíproca no tratamento social. A cordialidade, a gentileza, o sentimento afável que se deseja para si, é necessário que se faça o mesmo a outra pessoa. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”. Mateus 7:12
Sendo participante do reino de Deus há a necessidade de conhecer, quão espinhoso é o caminho a seguir. Discriminações, perseguições, prisões e mortes estarão acompanhando os servos do Mestre em sua peregrinação. A porta é estreita e apertado o caminho que leva a vida eterna. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Mateus 7:13-14
Sempre haverá os falsos profetas, houve nos tempos de Jesus, nos dos Apóstolos, no correr da história do cristianismo e nos dias atuais, mas pelos frutos se conhece quem realmente são os verdadeiros servos de Cristo. “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mateus 7:15-23
Ao encerrar o sermão do monte, o Mestre, exorta-os a seguir os seus ensinamentos e apresenta-lhes uma parábola dos alicerces. “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda”. Mateus 7:24-27

Após o sermão todos ficaram maravilhados com a sabedoria e autoridade nos seus ensinos, diferente dos escribas que repetiam mecanicamente as leis. “E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas”. Mateus 7:28-29

domingo, 4 de agosto de 2013

A hipocrisia, a avareza e a ansiedade

A exortação do Mestre a todos os seus seguidores é, para terem uma vida imaculada, sem defeitos, assim poderão ser servos fieis do reino de Deus. Serão bem-aventurados, sal da terra, luz do mundo, amantes de seus inimigos, sem hipocrisia, sem avareza e sem ansiedade.
A hipocrisia relatada pelo Mestre se traduz, primeiramente, numa ação falsa. Revelando o caráter da pessoa que a realiza. Ao dar esmola, ao orar e jejuar com o desejo de ser visto e glorificado pelos homens, Jesus diz que esses já receberam o galardão e não fazem parte do reino de Deus, são hipócritas. A palavra hipócrita “Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência”. (Wikipédia) Não confundir com Hipócrates que é considerado o pai da medicina.
O Mestre ao citar aqueles que ao darem esmola para serem visto são hipócritas e não devem servir de exemplo. “GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente”. Mateus 6:1-4
A oração deve ser um ato sincero do coração diante de Deus e não uma exibição de falsa comunhão com o Senhor. Jesus cita o fato dos gentios, pagãos, de muito repetir as suas orações para que os seus deuses pudessem ouvi-los. “E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entras no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Mateus 6:5-8
Como se deve orar. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”. Deve-se citar para quem estamos orando.  “Pai nosso”, uma ligação íntima com Deus. Louvar o Senhor “santificado seja o teu nome”. “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”. A dependência a Deus e a necessidade da expansão do reino. “O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. A solicitação de auxílio as nossas necessidades. Interessante que ao pedir o perdão dos pecados, dívidas, elas estão entrelaçadas entre o que se deve e o que nos é devido. Mais a frente Jesus conta a parábola de um homem que devia ao rei, foi até o rei e lhe pediu o perdão da dívida, foi-lhe perdoado, mas ao sair encontrou quem lhe devia, não lhe perdoando. O rei soube do que ele fez, chamou-o e puniu-o da mesma forma que ele havia feito. “E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.  Mateus 6:9-18 A tentação está sempre presente na vida, deve-se estar atento e em oração constante para não fraquejar diante do pecado.
Jesus não condena a riqueza, mas a avareza. O desejo de ganhar muito dinheiro, sem ter compaixão dos mais pobres e tê-la como ídolo. Alguns homens ricos doam parte de suas riquezas para programa de ação sociais, são os tops, ou seja, os mais ricos. Há outros que na ânsia de obter maiores ganhos não se detém ante quaisquer obstáculos, mas com arrogância levam de roldão tudo que vier a sua frente. Esquece que riqueza é efêmera, hoje se tem, amanhã não tem mais. Exemplos há vários que possuem muitas riquezas e por um capricho do momento perdem tudo. “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração... Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. Mateus 6:19-21 e 24 (Mamom é uma referência ao dinheiro, deus do dinheiro)
Não andar ansioso por nada, pois o Senhor supre todas as necessidades dos seus servos. Confiar plenamente nele. No correr da explanação da saga dos servos de Cristo Jesus, aparecerão homens que confiaram de tal forma em Deus, não pediam nada a ninguém, somente a Deus e ele os supria nada faltava. “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” Mateus 6:25-34


segunda-feira, 29 de julho de 2013

A essência da lei de Cristo é o amor

Ao criar os céus e a terra, Deus fez o homem a sua imagem e semelhança, foi o coroamento da criação, essa imagem e semelhança não está na forma física, mas no espírito. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou... E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Gen.1:27 e 2:7 Mas ao coloca-los na terra deu-lhes uma ordem, não poderiam desobedecê-lo, desobedeceram, pecaram e esse pecado passou a todos os homens. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Rom. 5:12
No correr da história os homens seguiram por caminhos maus e desagradaram a Deus. “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Gen. 6:5 Porém a misericórdia do Senhor é infinita, sempre coloca um salvamento, para aqueles que desejarem, foi assim na arca de Noé. “Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR”. Gen.6:8  Escolheu Abraão e sua descendência para serem embaixadores da sua graça. Foi o seu protetor, deu-lhes uma lei e mandamentos para nortearem o seu viver diante dele. Mas no decorrer da existência, vivendo numa terra de excelência, ensoberbeceram e esqueceram-se das promessas de Deus. O Senhor se afastou deles e ficaram a própria sorte, foram escravos, espalhados por todas as terras. Assim mesmo o Senhor sempre os chamou para voltar e serem novamente servos dele. Colocou profetas para exortarem aos homens à obediência aos seus estatutos. Esses arautos de Deus profetizaram a salvação para todo o mundo, judeus e gentios, por meio do Messias e ele ali estava cumprindo a lei e a profecia. Os escribas e fariseus procuravam de todos os meios desacreditar o Mestre, diziam que não cumpria as escrituras. Jesus diz a eles. “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. Mateus 5:17-20
O Mestre reforça o sentido da lei, mostra aquilo que o coração do homem produz, constitui o ato criminoso. “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno... Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”. Mateus 5:21-22 e 27-28
Jesus valorizou a mulher, naquela época as mulheres não tinham valor algum, ao homem tudo era permitido, a mulher nada era permitido. O homem podia deixar a esposa por qualquer motivo e juntar-se a uma concubina. O Mestre condena esse ato.  “Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério”. Mateus 5:31-32
O juramento informa que a pessoa não está sendo sincera em sua afirmação, quando ao falar    deve haver fidelidade ao dito, sem o juramento. “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”. Mateus 5:37
A vingança não deve ter guarida no coração do homem. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes”.  Mateus 5:38-42

O exemplo de amor de Cristo que deu sua vida para os seus inimigos. “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”. Rom. 5:10 Ele exorta a todos para amarem seus inimigos. “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. Mateus 5:43-48 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ser o exemplo de Cristo, sal da terra e luz do mundo

O Mestre nos ensinos aos discípulos mostra as bem-aventuranças e as virtudes necessárias aos seus seguidores. Ele é o espelho e eles devem ser iguais a ele. “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre”. Lucas 6:40
Ser o sal da terra. “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens”. Mt. 5:13 O sal possui várias propriedades benéficas, tempera os alimentos, dando-lhes agradável sabor. Serve para fazer a troca de água nas células, conservando-as em vida (osmose). Preserva as propriedades dos alimentos, não permitindo sua deterioração, esse processo de salgar os alimentos era feito no Egito e em outras partes do mundo antes de Cristo. Era usado como termo de contrato de longa duração no Antigo Testamento. “aliança perpétua de sal perante o SENHOR”. Nm 18:19 A lei exigia o uso de sal nos sacrifícios. Também como pagamento, os gregos pagavam a compra de escravos e os romanos, o salário dos soldados, vem, portanto, a palavra salário do latim “salarium”.  O Mestre compara os seus discípulos a algo de grande valor em seus tempos, o sal. Hoje continua possuindo o mesmo valor. Mas o sal como mineral perde suas propriedades, se o contaminarem, continua com a aparência de sal, porém sem sua propriedade de salgar. Os judeus usavam o sal insípido ao redor do altar, para  pisá-lo. Aqueles que se contaminarem com as coisas do mundo, tornam-se insípidos, perdem suas propriedades de salgar e de serem exemplos do Mestre. “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo. Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Lucas 14:33-35
Ser a luz do mundo. “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”.  Mateus 5:14-16  A primeira obra da criação de Deus foi a luz. “E disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Gen. 1:3  O Senhor Deus fez a separação da luz e das trevas. A luz alumia, dá segurança, prazer e conforto. Ninguém gosta de viver sem luz. Cristo compara os seus discípulos a luz e como luzentes não podem ser encobertos. Ele faz uma advertência, mostrando aquilo que cada um fizer mesmo as ocultas, será revelado. “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado”. Lucas 12:2-3 O discípulo de Cristo é responsável pelo seu viver, seja em obras, exemplo e palavras, devem os seus atos glorificar o Senhor Deus. “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” Mateus 6:22-23

Para ser sal da terra e luz do mundo não depende somente do homem, há a necessidade de crer no Senhor Jesus, confiar inteiramente nele e humilhar-se a ele, entregando o coração para ele agir no seu interior, assim, orando diariamente sem cessar, ele fará a transformação desse homem, fazendo-o sal da terra e luz do mundo. Podendo então dizer como o Salmista: “O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?” Salmos 27:1  

quarta-feira, 17 de julho de 2013

As bem-aventuranças. A felicidade suprema

Uma característica peculiar de Jesus era a compaixão pelos homens em toda sorte de sofrimento. Ao percorrer toda Galileia, ele ensinava e curava a todos de suas moléstias. Mostrava o seu poder divino e sua preocupação em fazê-los entender o reino de Deus. Ele não apenas curava para mostrar o seu poder, mas pela necessidade daquele povo. Não havia medicina, “era uma época de dificuldades inimaginável”. (Uma breve história do cristianismo-Geoffrei Blainey-Editora Fundamento. Pg.63).  Somente o sacerdote poderia examinar e dar o diagnóstico sobre o mal do doente, não curava, deixava em quarentena, se houvesse a cura, era introduzido ao seio da sociedade, não havendo, era excluído. As seitas pagãs raramente ofereciam ajuda aos doentes. Jesus curou e delegou poderes aos seus discípulos, para curarem ao impor as mãos e ungir com azeite, cada doente. “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”. Mt. 10:7-8  “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor”. Tiago 5:14
O Ministério de Jesus foi essencialmente na Galileia, local, esse, menosprezado pelos judeus do sul, por haver na Galileia uma grande mistura de raças, também em decorrência do cisma ocorrido após o reinado de Salomão. Na época do Mestre, o povo estava sujeito ao Império Romano, era escravo, sofria toda sorte de injustiça. Possuía uma esperança no Messias, acreditava que ele veria para salvá-lo da escravidão romana. Jesus, em parte, para o povo, preenchia esse requisito, curava, ensinava com autoridade, por isso o seguia e ouvia suas mensagens e ele pregava o reino de Deus.
O Mestre passou a ensiná-los sobre as bem-aventuranças. “Bem aventurados os pobres de espíritos, porque deles é o reino dos céus.” Mt 5:3 Faz uma referência aos humildes de coração, aqueles que realmente desejam aceitar os ensinamentos do Mestre. Serão bem-aventurados, muito felizes. Através da humildade se chega ao reino dos céus.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”. Mt.5:4 São os de tristeza de alma, carentes de afeto, incompreendidos, isolados. Em Cristo serão consolados. Essa é a  certeza daqueles que sofrem, ao aceitarem o Mestre, suas lágrimas serão enxutas, consolados. “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”. Ap.21:4
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. Mt.5:5 A mansidão é uma virtude a ser seguida. “Deixa a ira, e abandona o furor, não te indignes de forma alguma para fazer o mal... Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão da abundância de paz”. Salmos 37:8e11 “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar a ira, porque está escrito; Minha é a vingança, eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a tua cabeça”. Rom.12:19-20
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. Mt.5:6  Naquele tempo e hoje, muitos sofrem injustiças, seja no lar, na sociedade, na vida em geral, a injustiça se faz presente. Mas no Senhor serão fartos, “porque o amor de Cristo nos constrange... Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. II Cor, 5:14 e 17
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Mt. 5:7 Misericordioso, de acordo com o dicionário, é clemente, indulgente. Misericórdia, aquele que sofre pela miséria de outrem, dó, compaixão. Jesus foi misericordioso para com os homens, ao tomar o lugar de todos na cruz do calvário, salvando-os da perdição eterna. “Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.” Hb.2:17-18
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”. Mt.5:8 Limpos de coração são os que, lavaram seu coração no sangue de Cristo Jesus, porque todos os homens pecaram e estão afastado de Deus, mas Cristo em sua expiação no calvário, limpou todos que o aceitarem, com seu sangue derramado na cruz. A única forma de ver o Pai. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Rom. 3:23-24 “e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. I João 1:7-9
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Mt5:9 O Senhor Deus é o pacificador supremo, ele nos dá a paz. Se houver no coração do homem paz, ele transmitirá aos outros a paz. Será pacificador. Só Jesus nos dá a paz. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. João 14:27
“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”. Mt. 5:10-11 Existe dois reinos, o reino dos céus e o reino das trevas. As trevas procuram tragar os que buscam o reino de Deus e assim usam de todos os meios para afastar os servos de Cristo do caminho que leva aos céus, mas o nosso Deus guerreia por nós. “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?... Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rom. 8:31-32 e 35-39


domingo, 7 de julho de 2013

Deus escolhe, a pedido de Jesus, os obreiros para seu Reino

Em momentos importantes e críticos na vida de Jesus, ele afastava-se para orar ao Pai. Quando houve a necessidade de escolher seus discípulos, aqueles que iriam ajudá-lo em seu Ministério, continuariam, após a sua morte, a divulgar o reino de Deus por toda a parte até a consumação dos séculos, ele orou, passou a noite inteira em comunhão com Deus e pela manhã chamou todos os seus discípulos, escolheu doze deles. “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos”. Lucas 6:12-13
Os doze discípulos foram escolhidos por Deus a pedido do Mestre. Enquanto Jesus vivia, possuíam o poder que emanava do Mestre, após sua morte e ressurreição o poder, a coragem e a sabedoria foram outorgados pelo Espírito Santo.
O título “apóstolo” foi dado por Jesus aos seus discípulos. Ele usou a palavra em aramaico “Shallah, alguém que recebeu a comissão e autoridade explícita daquele que o enviou, mas sem capacidade de transferir seus atributos para outro.” (rodapé da Bíblia Vida Nova, Edições S. R. Vida Nova) Hoje alguns se autoproclamam apóstolos. Na Igreja primitiva era designado somente para aqueles que estiveram pessoalmente com Jesus e receberam dele os ensinamentos. “Portanto, é necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado dentre nós às alturas. É preciso que um deles seja conosco testemunha de sua ressurreição. Então indicaram dois nomes: José, chamado Barsabás, também conhecido como Justo, e Matias. Depois oraram: Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido para assumir este ministério apostólico que Judas abandonou, indo para o lugar que lhe era devido. Então tiraram sortes, e a sorte caiu sobre Matias; assim, ele foi acrescentado aos onze apóstolos”. Atos 1:21-26  Observamos que a escolha de Matias como apóstolo, foi feita após a oração do Apóstolo Pedro. Deus o escolheu! Doze apóstolos referentes às doses tribos de Israel. Havia necessidade do apóstolo dos gentios e Jesus escolheu Paulo como apóstolo dos gentios. “E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre”  Atos 13:2-4 “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho; Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”. II Tim.1:9-11
A escolha de Deus, através de Jesus, recaiu sobre homens rudes, iletrados, odiados pelos judeus, mas nas mãos do Mestre esse diamante bruto foi burilado até tornar-se uma joia rara. Porquanto com todos os defeitos inerentes a eles testemunharam do Reino de Deus com coragem e abnegação, sendo alguns levados à morte e o Evangelho do Senhor Jesus chegou até os nossos dias, salvando milhões de vidas da perdição eterna.
Esses doze foram: “Simão, ao qual também chamou Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu;  Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor”. Lucas 6:14-16
Havia um custo em seguir e ser enviado por Jesus, esse custo, inicialmente, deixar tudo para segui-lo. “E, CONVOCANDO os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos. E disse-lhes: Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. E em qualquer casa em que entrardes, ficai ali, e de lá saireis. E se em qualquer cidade vos não receberem, saindo vós dali, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles... E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: SENHOR, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus”. Lucas  9:1-5 e 57-62 “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16:33

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sábado, 29 de junho de 2013

Jesus Cristo, o Deus de oração

A Galileia era um local estratégico para o Ministério de Jesus, pois os Galileus eram bastante religiosos e não estavam sob o domínio das autoridades eclesiásticas daquela época, eram receptivos as mensagens de Jesus. Havia muitos enfermos, a medicina era rudimentar e a religião impedia um contato maior com os doentes, eram considerados imundos, mesmo em pequenas ulceras. Eram discriminados pelos habitantes da Judeia, por motivo de haver uma mistura de raças, possuía boas estradas que ligavam várias localidades Egito, a Síria, a Arábia e outras Nações. Estavam sob a escravidão dos romanos, esperavam o Messias, para livrá-los dos sofrimentos e dos romanos. Jesus, aparentemente para eles, era o Messias, ele curava, expulsava os demônios, falava com autoridade. Uma grande multidão o seguia, vindo de vários lugares, em busca de alívio para suas necessidades. E Jesus os curava a todos. O Profeta Isaías predisse esse momento: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou. Mateus 4:14-16
Nesses momentos Jesus sentia compaixão pelas multidões, estavam famintas de socorro tanto física, quanto espiritual, precisavam de refrigérios. “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor”. Mateus  9:35-36
O Mestre ao afastar-se para a proximidade do mar da Galileia, por sentir-se ameaçado pelos fariseus, uma grande multidão o acompanhava, pediu aos seus discípulos mais próximos que deixassem sempre um barco pronto para sair, por motivo dos homens na ânsia de ser curados, arrojavam-se sobre ele. “E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galileia e da Judeia, E de Jerusalém, e da Idumeia, e de além do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele. E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse, Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem”. Marcos 3:7-10
 O Mestre nos momentos mais difíceis de seu ministério afastava-se para o deserto a orar. Jesus é Deus, mas é sujeito ao Pai, precisava de sua orientação, conselho e segurança, por isso consultava o Senhor em todos os momentos de seu Ministério. Vendo as multidões desgarradas, sem pastor, alguém que levasse com ele o Ministério do reino de Deus e sentindo a oposição crescente, poderia a qualquer momento ser morto, precisava de discípulos que continuassem o seu Ministério. Antes de escolher aqueles que seriam os ajudadores e continuadores de sua obra, procurou o Pai em oração, passando uma noite inteira em humilde e sincera devoção diante de Deus. “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus”. Lucas 6:12
Jesus não somente orava, mas ensinou os seus discípulos a orarem. “E ACONTECEU que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal”. Lucas 11:1-4

Deu-lhes uma promessa: “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á”. Vs. 9-10

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Jesus, o Filho do Homem, o Senhor do sábado

Em cada milagre, em cada pronunciamento, em cada ato feito por Jesus há uma mensagem para aquela época e para os dias de hoje. Nada foi realizado sem um propósito real de divulgar o Poder de Jesus, sua missão messiânica, sua característica divina e humana, seu contato com Deus, o Pai. Isso fazia com que os fariseus se enfurecessem primeiro por mostrar sua divindade, o contato com Deus, para os fariseus ele blasfemava e era sujeito à morte, segundo, para eles, Jesus não cumpria a lei sabática curando, alimentando-se e esfregando as mãos para soltar os grãos das espigas. “E ACONTECEU que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam”. Lucas 6:1  “E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar”. Lucas 6:6-7 O coração dos fariseus não estava no benefício que Jesus realizava, mas na letra fria da lei que eles interpretavam de acordo com suas visões. O Mestre diz a eles a verdadeira interpretação da lei, ela veio para o benefício dos homens e não para o mal, escravizando o povo ao cumprimento de algo que lhe traria malefícios, sendo que eles não a cumpriam. “E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados? E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não são lícitos comer senão só aos sacerdotes?”. Lucas 6:2-4 Ver também  I Samuel 21:1-6 Mostra que eles, os sacerdotes, alimentavam-se nos sábados. “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?” Mateus 12:5
A lei foi dada por Deus para o ordenamento do povo junto a um mundo idólatra, pois o povo era escolhido pelo Senhor, para fazê-lo conhecido entre as Nações de todo o mundo, havia a necessidade de ser um povo separado, cumpridor de seus deveres, como cidadão de uma Nação Santa. Isso não o fazia escravo da lei. Se houvesse fome, poderia saciá-la, se estivesse doente, poderia ser curado e não como pensavam os fariseus. A lei deveria ser vista como um cumprimento espiritual, um louvor a Deus e não uma forma de exteriorizar um sentimento que não havia. “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes”. Mateus 12:7
O Mestre apresenta a sua característica divina. “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor”. Marcos 2:27-28 Os fariseus viam o poder de Jesus em curar os enfermos, mas o coração estava fechado para essa evidência, eles desejavam um homem com poder de livrá-los do jugo Romano. Jesus não apresentava essa característica de um homem de guerra, porém de um homem compassivo, amante dos sofredores, procurando fazer uma relação do homem pecador com Deus, livrando-lhe das garras do pecado e do sofrimento. “E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra”. Marcos 3:4-5
Os fariseus foram procurar os herodianos, um partido político representante dos romanos e era odiado pelos judeus, foram em busca do inimigo, para fazer conselho em como matar o Mestre que só fazia o bem. “E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam”. Marcos 3:6
Quando não há por parte de quem se opõe argumentos para contestar o oponente, procuram calá-lo pela violência ou pela morte. Nos dias de hoje há muitos que fecham o coração para as mensagens do Mestre, mesmo vendo as maravilhas operantes na vida de muitos, mas se fazem como os fariseus.
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Rom. 3:10-12 e 20-26