O Mestre nos ensinos aos discípulos mostra as bem-aventuranças
e as virtudes necessárias aos seus seguidores. Ele é o espelho e eles devem ser
iguais a ele. “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito
será como o seu mestre”. Lucas 6:40
Ser o sal da terra. “Vós sois o sal da terra; e se o sal for
insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora,
e ser pisado pelos homens”. Mt. 5:13 O sal possui várias propriedades
benéficas, tempera os alimentos, dando-lhes agradável sabor. Serve para fazer a
troca de água nas células, conservando-as em vida (osmose). Preserva as
propriedades dos alimentos, não permitindo sua deterioração, esse processo de
salgar os alimentos era feito no Egito
e em outras partes do mundo antes de Cristo. Era usado como termo de contrato
de longa duração no Antigo Testamento. “aliança perpétua de sal perante o
SENHOR”. Nm 18:19 A lei exigia o uso de sal nos sacrifícios. Também como
pagamento, os gregos pagavam a compra de escravos e os romanos, o salário dos
soldados, vem, portanto, a palavra salário do latim “salarium”. O Mestre compara os seus discípulos a algo de
grande valor em seus tempos, o sal. Hoje continua possuindo o mesmo valor. Mas o
sal como mineral perde suas propriedades, se o contaminarem, continua com a
aparência de sal, porém sem sua propriedade de salgar. Os judeus usavam o sal
insípido ao redor do altar, para
pisá-lo. Aqueles que se contaminarem com as coisas do mundo, tornam-se
insípidos, perdem suas propriedades de salgar e de serem exemplos do Mestre.
“Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser
meu discípulo. Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar?
Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos
para ouvir, ouça”. Lucas 14:33-35
Ser a luz do mundo. “Vós sois a luz do mundo; não se pode
esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se
coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas
obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Mateus 5:14-16 A primeira obra da criação de Deus foi a luz.
“E disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Gen. 1:3 O Senhor Deus fez a separação da luz e das
trevas. A luz alumia, dá segurança, prazer e conforto. Ninguém gosta de viver
sem luz. Cristo compara os seus discípulos a luz e como luzentes não podem ser
encobertos. Ele faz uma advertência, mostrando aquilo que cada um fizer mesmo
as ocultas, será revelado. “Mas nada há encoberto que não haja de ser
descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em
trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete,
sobre os telhados será apregoado”. Lucas 12:2-3 O discípulo de Cristo é
responsável pelo seu viver, seja em obras, exemplo e palavras, devem os seus
atos glorificar o Senhor Deus. “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que,
se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus
olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há
são trevas, quão grandes serão tais trevas!” Mateus 6:22-23
Para ser sal da terra e luz do mundo não depende somente do
homem, há a necessidade de crer no Senhor Jesus, confiar inteiramente nele e
humilhar-se a ele, entregando o coração para ele agir no seu interior, assim, orando diariamente sem cessar, ele fará a transformação desse homem, fazendo-o
sal da terra e luz do mundo. Podendo então dizer como o Salmista: “O SENHOR é a minha
luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de
quem me recearei?” Salmos 27:1
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