Mateus 16: 20-28: Marcos 8:
30-38; LUCAS 9: 21-27
Jesus, sabendo que o povo não compreenderia a
real dimensão de seu ministério, solicitou aos discípulos, não revelassem sua
condição de ser o Filho do Deus vivo.
Com a confissão de fé feita pelo apóstolo Pedro, Jesus sentiu que eles
estavam prontos para ouvir o relato pelo qual passaria até a morte e
ressurreição. Passa a falar-lhes do sacrifício necessário do qual cumpriria a redenção dos homens, tomar o lugar
da humanidade à morte, para dar-lhes a vida eterna. “Desde então começou Jesus
a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas
coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser
morto, e ressuscitar ao terceiro dia”. Mt. 16: 21 O homem carnal não compreende
essa assertiva, a morte como vida e salvação eterna. Pedro recursa-se a
entender a magnitude desse ato de amor a humanidade. “Porque Cristo, estando
nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá
por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o
seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda
pecadores”. Rm. 5: 6-8 Procura dissuadi-lo dessa determinação. Quando fez sua
declaração de fé, foi movido pelo Espírito Santo, agora, ao procurar afastá-lo de sua missão redentora,
é através do espírito demoníaco. “E Pedro, tomando-o de parte, começou a
repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te
acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim,
Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são
de Deus, mas só as que são dos homens”. Mt. 16: 22-23 Um homem fiel a Deus não
está isento da tentação, necessita estar sempre atento para não incorrer no
erro. “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em
derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti
firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos
no mundo”. I Pd. 5: 8-9 Essa afirmativa foi feita pelo próprio Pedro anos depois.
O Mestre convida todos para
segui-lo, porém diz que não será fácil a vida a seguir, é necessário tomar a própria
cruz, significando a dureza dessa opção, os obstáculos, os sofrimentos e até a
morte, entretanto estarão seguros nele, Cristo, e terão a salvação eterna, mas
ao envergonharem-se dele serão esquecidos em seu retorno no fim dos tempos. “E
chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser
vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer
que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida
por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem
ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da
sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se
envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se
envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”. Mc.
8: 34-38
Essa é a certeza de vitória sobre
todas as tentações, obstáculos, sofrimentos e a própria morte a convicção de
que Cristo, o Senhor, estará sempre ao lado dos que crerem nele. “Quem nos
separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a
fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti
somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o
matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele
que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos,
nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir. Nem a
altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do
amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm. 8: 35-39