domingo, 9 de agosto de 2015

O Ministério de Jesus. Uma confissão de fé, Espírito Santo. Um resvalo à tentação, espírito maligno e a cruz, condição para segui-lo

Mateus 16: 20-28: Marcos 8: 30-38; LUCAS 9: 21-27
Jesus, sabendo que o povo não compreenderia a real dimensão de seu ministério, solicitou aos discípulos, não revelassem sua condição de ser o Filho do Deus vivo.   Com a confissão de fé feita pelo apóstolo Pedro, Jesus sentiu que eles estavam prontos para ouvir o relato pelo qual passaria até a morte e ressurreição. Passa a falar-lhes do sacrifício necessário do qual  cumpriria a redenção dos homens, tomar o lugar da humanidade à morte, para dar-lhes a vida eterna. “Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia”. Mt. 16: 21 O homem carnal não compreende essa assertiva, a morte como vida e salvação eterna. Pedro recursa-se a entender a magnitude desse ato de amor a humanidade. “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Rm. 5: 6-8 Procura dissuadi-lo dessa determinação. Quando fez sua declaração de fé, foi movido pelo Espírito Santo, agora,  ao procurar afastá-lo de sua missão redentora, é através do espírito demoníaco. “E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”. Mt. 16: 22-23 Um homem fiel a Deus não está isento da tentação, necessita estar sempre atento para não incorrer no erro. “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo”. I Pd. 5: 8-9 Essa afirmativa foi feita pelo próprio Pedro anos depois.
O Mestre convida todos para segui-lo, porém diz que não será fácil a vida a seguir, é necessário tomar a própria cruz, significando a dureza dessa opção, os obstáculos, os sofrimentos e até a morte, entretanto estarão seguros nele, Cristo, e terão a salvação eterna, mas ao envergonharem-se dele serão esquecidos em seu retorno no fim dos tempos. “E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”. Mc. 8: 34-38

Essa é a certeza de vitória sobre todas as tentações, obstáculos, sofrimentos e a própria morte a convicção de que Cristo, o Senhor, estará sempre ao lado dos que crerem nele. “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir. Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm. 8: 35-39