A Galileia era um local estratégico para o Ministério de
Jesus, pois os Galileus eram bastante religiosos e não estavam sob o domínio
das autoridades eclesiásticas daquela época, eram receptivos as mensagens de
Jesus. Havia muitos enfermos, a medicina era rudimentar e a religião impedia um
contato maior com os doentes, eram considerados imundos, mesmo em pequenas
ulceras. Eram discriminados pelos habitantes da Judeia, por motivo de haver uma
mistura de raças, possuía boas estradas que ligavam várias localidades Egito, a
Síria, a Arábia e outras Nações. Estavam sob a escravidão dos romanos, esperavam
o Messias, para livrá-los dos sofrimentos e dos romanos. Jesus, aparentemente
para eles, era o Messias, ele curava, expulsava os demônios, falava com
autoridade. Uma grande multidão o seguia, vindo de vários lugares, em busca de
alívio para suas necessidades. E Jesus os curava a todos. O Profeta Isaías
predisse esse momento: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta
Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do
mar, além do Jordão, A Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em
trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da
morte, A luz raiou. Mateus 4:14-16
Nesses momentos Jesus sentia compaixão pelas multidões, estavam
famintas de socorro tanto física, quanto espiritual, precisavam de refrigérios.
“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e
pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias
entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque
andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor”. Mateus 9:35-36
O Mestre ao afastar-se para a proximidade do mar da
Galileia, por sentir-se ameaçado pelos fariseus, uma grande multidão o
acompanhava, pediu aos seus discípulos mais próximos que deixassem sempre um
barco pronto para sair, por motivo dos homens na ânsia de ser curados,
arrojavam-se sobre ele. “E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar,
e seguia-o uma grande multidão da Galileia e da Judeia, E de Jerusalém, e da
Idumeia, e de além do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande
multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele. E ele disse
aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por
causa da multidão, para que o não oprimisse, Porque tinha curado a muitos, de
tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe
tocarem”. Marcos 3:7-10
O Mestre nos momentos
mais difíceis de seu ministério afastava-se para o deserto a orar. Jesus é
Deus, mas é sujeito ao Pai, precisava de sua orientação, conselho e segurança,
por isso consultava o Senhor em todos os momentos de seu Ministério. Vendo as
multidões desgarradas, sem pastor, alguém que levasse com ele o Ministério do
reino de Deus e sentindo a oposição crescente, poderia a qualquer momento ser
morto, precisava de discípulos que continuassem o seu Ministério. Antes de
escolher aqueles que seriam os ajudadores e continuadores de sua obra, procurou
o Pai em oração, passando uma noite inteira em humilde e sincera devoção diante
de Deus. “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite
em oração a Deus”. Lucas 6:12
Jesus não somente orava, mas ensinou os seus discípulos a
orarem. “E ACONTECEU que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou,
lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João
ensinou aos seus discípulos. E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai
nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja
feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão
cotidiano; E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer
que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal”. Lucas
11:1-4
Deu-lhes uma promessa: “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á;
buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e
quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á”. Vs. 9-10