sábado, 29 de junho de 2013

Jesus Cristo, o Deus de oração

A Galileia era um local estratégico para o Ministério de Jesus, pois os Galileus eram bastante religiosos e não estavam sob o domínio das autoridades eclesiásticas daquela época, eram receptivos as mensagens de Jesus. Havia muitos enfermos, a medicina era rudimentar e a religião impedia um contato maior com os doentes, eram considerados imundos, mesmo em pequenas ulceras. Eram discriminados pelos habitantes da Judeia, por motivo de haver uma mistura de raças, possuía boas estradas que ligavam várias localidades Egito, a Síria, a Arábia e outras Nações. Estavam sob a escravidão dos romanos, esperavam o Messias, para livrá-los dos sofrimentos e dos romanos. Jesus, aparentemente para eles, era o Messias, ele curava, expulsava os demônios, falava com autoridade. Uma grande multidão o seguia, vindo de vários lugares, em busca de alívio para suas necessidades. E Jesus os curava a todos. O Profeta Isaías predisse esse momento: “Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou. Mateus 4:14-16
Nesses momentos Jesus sentia compaixão pelas multidões, estavam famintas de socorro tanto física, quanto espiritual, precisavam de refrigérios. “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor”. Mateus  9:35-36
O Mestre ao afastar-se para a proximidade do mar da Galileia, por sentir-se ameaçado pelos fariseus, uma grande multidão o acompanhava, pediu aos seus discípulos mais próximos que deixassem sempre um barco pronto para sair, por motivo dos homens na ânsia de ser curados, arrojavam-se sobre ele. “E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galileia e da Judeia, E de Jerusalém, e da Idumeia, e de além do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele. E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse, Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem”. Marcos 3:7-10
 O Mestre nos momentos mais difíceis de seu ministério afastava-se para o deserto a orar. Jesus é Deus, mas é sujeito ao Pai, precisava de sua orientação, conselho e segurança, por isso consultava o Senhor em todos os momentos de seu Ministério. Vendo as multidões desgarradas, sem pastor, alguém que levasse com ele o Ministério do reino de Deus e sentindo a oposição crescente, poderia a qualquer momento ser morto, precisava de discípulos que continuassem o seu Ministério. Antes de escolher aqueles que seriam os ajudadores e continuadores de sua obra, procurou o Pai em oração, passando uma noite inteira em humilde e sincera devoção diante de Deus. “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus”. Lucas 6:12
Jesus não somente orava, mas ensinou os seus discípulos a orarem. “E ACONTECEU que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas em tentação, mas livra-nos do mal”. Lucas 11:1-4

Deu-lhes uma promessa: “E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á”. Vs. 9-10

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Jesus, o Filho do Homem, o Senhor do sábado

Em cada milagre, em cada pronunciamento, em cada ato feito por Jesus há uma mensagem para aquela época e para os dias de hoje. Nada foi realizado sem um propósito real de divulgar o Poder de Jesus, sua missão messiânica, sua característica divina e humana, seu contato com Deus, o Pai. Isso fazia com que os fariseus se enfurecessem primeiro por mostrar sua divindade, o contato com Deus, para os fariseus ele blasfemava e era sujeito à morte, segundo, para eles, Jesus não cumpria a lei sabática curando, alimentando-se e esfregando as mãos para soltar os grãos das espigas. “E ACONTECEU que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam”. Lucas 6:1  “E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar”. Lucas 6:6-7 O coração dos fariseus não estava no benefício que Jesus realizava, mas na letra fria da lei que eles interpretavam de acordo com suas visões. O Mestre diz a eles a verdadeira interpretação da lei, ela veio para o benefício dos homens e não para o mal, escravizando o povo ao cumprimento de algo que lhe traria malefícios, sendo que eles não a cumpriam. “E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados? E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não são lícitos comer senão só aos sacerdotes?”. Lucas 6:2-4 Ver também  I Samuel 21:1-6 Mostra que eles, os sacerdotes, alimentavam-se nos sábados. “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?” Mateus 12:5
A lei foi dada por Deus para o ordenamento do povo junto a um mundo idólatra, pois o povo era escolhido pelo Senhor, para fazê-lo conhecido entre as Nações de todo o mundo, havia a necessidade de ser um povo separado, cumpridor de seus deveres, como cidadão de uma Nação Santa. Isso não o fazia escravo da lei. Se houvesse fome, poderia saciá-la, se estivesse doente, poderia ser curado e não como pensavam os fariseus. A lei deveria ser vista como um cumprimento espiritual, um louvor a Deus e não uma forma de exteriorizar um sentimento que não havia. “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes”. Mateus 12:7
O Mestre apresenta a sua característica divina. “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor”. Marcos 2:27-28 Os fariseus viam o poder de Jesus em curar os enfermos, mas o coração estava fechado para essa evidência, eles desejavam um homem com poder de livrá-los do jugo Romano. Jesus não apresentava essa característica de um homem de guerra, porém de um homem compassivo, amante dos sofredores, procurando fazer uma relação do homem pecador com Deus, livrando-lhe das garras do pecado e do sofrimento. “E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra”. Marcos 3:4-5
Os fariseus foram procurar os herodianos, um partido político representante dos romanos e era odiado pelos judeus, foram em busca do inimigo, para fazer conselho em como matar o Mestre que só fazia o bem. “E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam”. Marcos 3:6
Quando não há por parte de quem se opõe argumentos para contestar o oponente, procuram calá-lo pela violência ou pela morte. Nos dias de hoje há muitos que fecham o coração para as mensagens do Mestre, mesmo vendo as maravilhas operantes na vida de muitos, mas se fazem como os fariseus.
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Rom. 3:10-12 e 20-26


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Jesus Cristo nada impõe, ele oferece a vida eterna a quem desejar

Estamos seguindo, dentro dos Evangelhos sinópticos, uma cronologia do Ministério de Cristo. Jesus sai da Galileia e vai para Jerusalém, ali havia uma festa, presume-se seja a pascoa em 28dc. “DEPOIS disto havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém” João 5:1 Em Jerusalém, próximo à porta das ovelhas, há um tanque chamado Betesda, casa da graça ou casa da misericórdia, esse tanque existe até os dias de hoje. Nesse local aglomeravam-se vários enfermos e deficientes que buscavam a cura para as suas necessidades físicas. “Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água. Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse”. Vs.2-4
Dentre essa multidão havia um homem enfermo, há trinta e oito anos jazia sobre uma cama, não podia movimentar-se, esperava que alguém piedoso o levasse, lançando-o as águas para ser curado, pacientemente esperava. Jesus ao vê-lo, sabendo que ali estava há muito tempo, pergunta-lhe se deseja a cura. O Mestre nada faz para quem não deseja o seu cuidado, ele oferece a cura, a salvação, o seu perdão e quem aceitar, recebe. Nada é imposto, é oferecido. “E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo. E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda”. Vs.5-8
O homem ao aceitar a graça de Deus, lhe é dada de imediato, no momento, não há contemporização. E seu efeito logo se realiza nele. “Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado”. Vs.9
Os judeus reverenciavam o sábado religiosamente e quem o quebrava era penalizado com a morte. Eles passaram a perseguir o Mestre para mata-lo. “E por esta causa os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado”. Vs. 16 Cristo em suas mensagens procurava enfatizar que o sábado era para o homem, para descanso, para um momento com Deus e não uma obrigação ferrenha que não se podia fazer o bem, ou alguma necessidade inadiável, não era escravo do sábado, mas livre. “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. Vs.17-18
Eles não o aceitavam, estavam cegos pelo orgulho, pelos seus conhecimentos. A posição que ostentavam não permitia acreditar nele. “E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer. E a sua palavra não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós. Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; E não quereis vir a mim para terdes vida”. Vs.37-40
O Mestre mostrava que ele e Deus eram a mesma pessoa, mas era muito difícil eles acreditarem em Jesus. Até nos dias de hoje o rejeitam. Porém ele deseja que todos tenham a vida eterna. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. Vs.24 Infelizmente os homens, tanto os do passado, quanto os de hoje, não o aceitam, ele mesmo diz que é mais fácil acreditarem em outra pessoa, um filosofo, por exemplo, do que nele. “Mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis. Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus? Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais. Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” Vs.42-47 Eles não estavam dispostos, a aceitarem a mensagem de vida.
“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” João 1:11-13


sexta-feira, 14 de junho de 2013

A prática do jejum é um culto a Deus

Após Jesus ter sido batizado, foi para o deserto e jejuou, portanto o Mestre jejuava. Isso para cumprir os mandamentos da lei judaica. “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”. Mateus 5:17-18
Mas, Jesus era contrário à forma ritualista, exteriorizada e obrigatória do cumprimento da lei. Não havia um sentimento espiritual, vindo do interior do coração dos homens. O jejum era um deles. Os fariseus, os discípulos de João batista realizavam muitos jejuns, mas sem atentar para o lado espiritual, era mecânico. Quando interpelaram Jesus acerca do jejum, ele respondeu que o momento em que os seus discípulos estavam vivendo era festivo, pois o noivo ainda estava presente e quando fosse tirado, eles jejuariam. “Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem? E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão”. Lucas 5:33-35
Jesus faz referência a sua morte, ao dizer que enquanto está presente não há necessidade de jejuo, mas ao ser tirado, irão jejuar. O jejum preconiza o domínio sobre os desejos da carne, deve-se ao fazer, estar em sintonia com Deus, pois dessa forma estará prestando um culto ao Senhor.
O Mestre mostra a todos, através de uma parábola, que as antigas ordenanças não podem ser remendadas com novas ordens, mas o antigo deve continuar como está, porém o novo se faz presente como uma nova ordem. Mostra também a dificuldade de ser aceita a nova ordem, preferindo-os a antiga ordenança.  “E disse-lhes também uma parábola: Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para cosê-la em roupa velha, pois romperá à nova e o remendo não condiz com a velha. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho”. Vs.36-39

Em Cristo há um novo tempo, um reino em que seus servos agem espiritualmente em relação ao seu Deus. Um novo reino, um novo concerto, uma nova forma de viver. “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. II Cor. 5:14-17

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A missão de Jesus redimir os homens e reconciliá-los com Deus

Jesus veio ao mundo com uma finalidade específica, revelar o reino de Deus aos homens, redimi-los, reconciliando-os com o Senhor. Para revelar o reino, redimir e reconciliar, era necessário apresentar-se aos homens com poder, autoridade e ter sido enviado por Deus para essa missão. Moisés quando enviado por Deus para libertar o povo israelita do julgo egípcio,   fez vários sinais, mostrando que sua missão era ordem do Senhor. Mas os sinais de Moisés, ante Faraó, eram profecia de mortes. Ao tornar as águas do rio Nilo em sangue simbolizava a morte, o que ocorreu, os primogênitos egípcios e o exército e Faraó foram mortos por Deus. O ministério de Moisés, as ordenanças, o culto a Deus, até os dias de Jesus, foi ritualista, sem um sentido mais amplo de relação espiritual. Havia um sentimento de esperança em um Messias que a semelhança de Moisés e Davi, libertaria o povo do julgo Romano. Para isso Deus enviou seu filho como homem, Deus homem, com natureza humana e divina. Ele pregou uma nova dispensação, sem ritualismo, inteiramente espiritual. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. João 4:23 Pregou o novo nascimento. “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus... Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. Vs.3 e 5-6
Os seus milagres, cada um, possuíam um significado, a transformação da água em vinho, mostra uma nova realidade do reino de Deus, antes as águas do rio Nilo eram mortes, agora as águas em vinho são vidas, o suco da videira significa vida. Cristo ao transformar a água em vinho mostra que o reino de Deus é vida. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”. João 10:10
Jesus amou os enfermos, os necessitados, os estrangeiros, principalmente aqueles rejeitados pelos judeus, era superior ao sábado, aceitou como discípulos um cobrador de impostos, deu atenção às crianças e as mulheres, seu ministério foi de um a três anos, mas de tal forma transformador que até hoje os homens creem nele, rejeitam, repudiam e continuam a crucificá-lo.

Ele redimiu os homens e reconcilio-os com Deus através de seu sacrifício na cruz do calvário e ao terceiro dia ressuscitou vencendo a morte, dando a todos a vida eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. João 3:16-18

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os médicos cuidam dos doentes e não dos sãos

Todos ao ouvirem o chamado do Mestre deixavam tudo e o seguiam. Passando Jesus por uma recebedoria de impostos, tipo de secretaria de receita, viu o cobrador de impostos, publicano, Levi, ou Mateus, convidou-o a segui-lo, ele fez de prontidão, deixou tudo e foi com o Mestre. Todos os publicanos eram odiados pelos judeus, desprezados, eram deixados à própria sorte, considerados pecadores, pois ao receberem os impostos ajudavam o Império Romano, alguns fraudavam o valor em proveito próprio. Mateus antes um homem desprezado, agora a convite de Jesus um feliz participante do reino de Deus.  É considerado o autor do Evangelho segundo Mateus. “E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”. Mateus 9:9 “E, passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu”. Marcos 2:14 “E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. Lucas 5:27-28
Mateus, em sua residência, prepara um banquete ao  Mestre junto com seus amigos, Jesus e os seus discípulos participam. Os escribas e os fariseus criticaram aos discípulos de Jesus porque o Mestre estava sentado à mesa com os publicanos e pecadores. “E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa. E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?” Lucas 5:29-30
A critica é uma forma de justificar a si mesmo, considerando-se superior ou isento de culpa, diante de uma pessoa rejeitada pela sociedade como pecadora, eles assim viam os publicanos, não eram dignos de simpatia e o Mestre, como detentor de autoridade divina, não poderia estar sentado no meio deles. “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Mateus 9:12-13 Jesus cita a passagem do Profeta Oseias. “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. Os.6:6 Em Salmos Davi quando pecou e arrependido clamou a Deus. “Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51:16-17
Ao jugarem Jesus, estavam indo contra a lei, pois ela não permiti o julgamento pré-concebido.  Pensavam que agindo dessa forma defendiam a lei, mas não há na lei que desabonasse Jesus. Os publicanos, os que não agiam enganosamente, não eram pecadores por cobrarem os impostos, eram odiados por preconceito em função de estarem ajudando o Império Romano.
“PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo... Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas”. Rom.2:1 e 11

A missão primordial de Jesus era fazer a reconciliação do homem com Deus. Salvar os perdidos dando-lhes a vida eterna. “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas... As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um”. João 10:10-11 e 27-30