sexta-feira, 14 de junho de 2013

A prática do jejum é um culto a Deus

Após Jesus ter sido batizado, foi para o deserto e jejuou, portanto o Mestre jejuava. Isso para cumprir os mandamentos da lei judaica. “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”. Mateus 5:17-18
Mas, Jesus era contrário à forma ritualista, exteriorizada e obrigatória do cumprimento da lei. Não havia um sentimento espiritual, vindo do interior do coração dos homens. O jejum era um deles. Os fariseus, os discípulos de João batista realizavam muitos jejuns, mas sem atentar para o lado espiritual, era mecânico. Quando interpelaram Jesus acerca do jejum, ele respondeu que o momento em que os seus discípulos estavam vivendo era festivo, pois o noivo ainda estava presente e quando fosse tirado, eles jejuariam. “Disseram-lhe, então, eles: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, como também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem? E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão”. Lucas 5:33-35
Jesus faz referência a sua morte, ao dizer que enquanto está presente não há necessidade de jejuo, mas ao ser tirado, irão jejuar. O jejum preconiza o domínio sobre os desejos da carne, deve-se ao fazer, estar em sintonia com Deus, pois dessa forma estará prestando um culto ao Senhor.
O Mestre mostra a todos, através de uma parábola, que as antigas ordenanças não podem ser remendadas com novas ordens, mas o antigo deve continuar como está, porém o novo se faz presente como uma nova ordem. Mostra também a dificuldade de ser aceita a nova ordem, preferindo-os a antiga ordenança.  “E disse-lhes também uma parábola: Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para cosê-la em roupa velha, pois romperá à nova e o remendo não condiz com a velha. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho”. Vs.36-39

Em Cristo há um novo tempo, um reino em que seus servos agem espiritualmente em relação ao seu Deus. Um novo reino, um novo concerto, uma nova forma de viver. “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. II Cor. 5:14-17

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