quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Jesus à mulher de Naim: "Não chores!"

Os relatos dos acontecimentos ocorridos na época de Jesus foram feitos de acordo com os  conhecimentos de cada autor, os Evangelhos de Mateus e João descrevem os atos e mensagens do Mestre pelos Apóstolos que presenciaram-nos, os de Marcos e Lucas por citações dos Apóstolos, provavelmente Pedro e Paulo. Há, portanto, algumas diferenças, omissões ou referências de um fato sem constar em outro Evangelho, mas isso não tira a autenticidade dos  escritos. O relato da restauração da vida ao filho da viúva de Naim é um deles, citado apenas por Lucas. No prefácio do Livro de Lucas, ele discorre sobre a sua pesquisa dos acontecimentos. “Havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio”. Lucas 1:3b
Jesus, após ter curado o servo do Centurião em Cafarnaum, seguiu com seus discípulos e uma grande multidão em direção à cidade de Naim. Essa cidade ficava sobre o cume noroeste do Monte Hermom menor, era uma bela cidade, distinguia-se uma linda vista da planície de Esdraelom e a região histórica que a envolve. En-dor ficava ao leste de Suném, localizada agradavelmente entre palmeiras, distava de Naim um quilometro e meio para sudoeste e um dia de viagem de Cafarnaum. A estrada usada pelos peregrinos que seguiam em direção a Jerusalém passava por Naim. Há atualmente no local da antiga aldeia uma grande pedra, pela tradição, Jesus descansou nela “hejeret Yeshua”, pedra de Jesus. ( extraído do Conciso Dicionário Bíblico-editora Imprensa Bíblica Brasileira-Convenção Batista Brasileira-1978)
Ao chegarem à entrada da cidade, depararam com um cortejo fúnebre. Os povos do oriente não permitiam cemitério dentro da cidade. Seguia uma grande multidão e com eles a mãe do rapaz, viúva, provavelmente dependia dele. Jesus tomou-se de íntima compaixão. “E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. Lucas 7:11-13
O sofrimento dos homens não passa despercebido por Jesus, ele sente profundamente no coração a necessidade de cada um e sofre como se fosse consigo mesmo. Essa era a missão do Messias, levar as dores de quem sofre e sofrer com os necessitados. “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados“. Isaías 54:4-5
Interessante notar que Jesus aproximou-se do cortejo fúnebre, não foi a pedido, mas de livre vontade, impulsionado pela misericórdia. Os maiores sofredores daquela época eram mulheres, principalmente viúvas e os órfãos, eram entregues a própria sorte. Os judeus e os gentios não cuidavam de seguir as escrituras. “A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”.  Ex.22:22-24
O Mestre ao dirigir a palavra à mulher, disse-lhe: Não chores. Sublimes palavras! “Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Salmos 35:5
Ao dizer-lhe não chores, estava identificando sua vitória sobre a morte. Então diz ao defunto: levante-se e ele senta-se e começa a falar. Mas antes toca no esquife, algo impensável para um rabi, pois o tornava imundo perante a lei sacerdotal, porém o Mestre quebra o cerimonial que afastava o homem comum dos religiosos da época. Ao ressuscitar o moço, mostra a todos sua autoridade sobre a morte. “E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o a sua mãe”. Lucas 7:14-15
E todos que presenciaram, foram tomados de temor, passando a glorificar o Senhor e a fama de Jesus correu por toda parte. Aqueles que sofrem e são tocados por Jesus, sentem temor, esse temor é um sentimento da necessidade de estar na presença constante do Mestre e fazer-lhe a vontade, glorificando-o. “E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha”. Lucas 7:16-17
 “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o SENHOR o disse”. Isaías 25:8 “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. Ap. 21:4   

   

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

No reino de Deus não há exclusividade de credo

O Mestre entrando em Cafarnaum, após o sermão do monte, encontra os anciãos dos judeus, enviados por um Centurião, pedindo-lhe que curasse o servo do oficial, a quem ele muito gostava. “E, DEPOIS de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de certo centurião, a quem muito estimava, estava doente, e moribundo. E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isto, Porque ama a nossa nação, e ele mesmo nos edificou a sinagoga”. Lucas 7:1-5 Centurião, oficial do exército Romano, comandante de cem homens.
Esse militar Romano demonstra um coração benigno, estimava o seu servo, construiu a sinagoga daquela comarca, foi humilde diante de Jesus, não permitindo ao Mestre entrar em sua residência, pois não considerava-se digno o bastante em tê-lo como hospede. “E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado. E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz”. Lucas 7:6-8
A fé demonstrada pelo Centurião, vindo de um oficial Romano, fez o Mestre maravilhar-se, um estrangeiro que havia passado a sua vida convivendo com o paganismo, a idolatria, mostrou mais digno de afeição pelo Senhor do que os judeus, os filhos da promessa, pois aqueles para quem era o cumprimento das profecias, ele, Jesus, o Messias prometido, fora rejeitado. “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. Mateus 8:10
Jesus mostra que o reino de Deus é para todas as Nações do mundo, não há exclusividade de Nação, credo, mas para quem crê nele. Aqueles que não o aceitarem, não terão participação no reino dos céus. “Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Os judeus achavam-se povo exclusivo de Deus, os gentios, para eles, estavam excluídos do poder do Senhor.
Diante da fé excepcional do romano, Jesus cura o seu servo à distância. Essa é a confiança que todos têm, Cristo ouve as orações em oculto e pela fé demonstrada, ele realiza o milagre, cura, transforma o coração abatido, liberta dos vícios, salva o pecador e dá-lhe a vida eterna. “Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou”. Mateus 8:13
Cisto é o cumprimento da profecia de Deus a Abraão, quando o separou de seu povo, escolhendo-o para através de sua descendência, revela-lo as Nações. “ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Gen.12:1-3
Os judeus, a descendência de Abraão, Isaque e Jacó, foram separados com a finalidade de fazer Deus conhecido as Nações, eles ao correr dos tempos não obedeceram as ordens do Senhor e seguiram os deuses dos outros povos, foram punidos, perderam a beneficência de Deus, tornaram-se escravos de outras Nações e pela misericórdia do Senhor retornaram a terra prometida, mas continuaram rebeldes, foram dominados pelo império Romano. Assim estavam na condição de escravos na época de Jesus, portanto odiavam os Romanos, discriminavam outros povos, principalmente a mistura de raças, Galileia era um exemplo. Tornaram-se fechados as evidências espirituais, esperavam um Messias terreno que os livrassem do jugo romano, rejeitando o Mestre Jesus. “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. João 1:10-13
E todos os homens que aceitarem Jesus, o Cristo, no coração, vindo de toda parte da terra, terão assento no reino de Deus.

  

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O julgamento, os bens preciosos, a confiança, a recíproca, o caminho e os falsos profetas

O julgamento não deve ser uma crítica infundada, ou inconsequente. Ao fazê-lo, será pautado com justiça, pois julgando levianamente serás medido com o mesmo valor no qual julga. “NÃO julgueis, para que não sejais julgados”. Mateus 7:1 “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. João 7:24  “Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Mateus 7:2-5
No livro de Lucas esse ensinamento do Mestre aparece com um significado mais abrangente. “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre”. Lucas 6:36-40
O cuidado ao repartir aquilo que tens de maior valor, o evangelho do Senhor Jesus, com pessoas não desejosas de conviver, ouvir e participar do reino de Deus. Arrogantes, incréus, escarnecedores afastasse deles, não dando-lhes as vossas pérolas, pois não as tem como valorosas. São como os cães e os porcos da parábola do Mestre. “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Mateus 7:6  “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva”. II Pedro 2:17
A confiança e esperança no atendimento de Deus às orações de seus servos. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Mateus 7:7-11
A recíproca no tratamento social. A cordialidade, a gentileza, o sentimento afável que se deseja para si, é necessário que se faça o mesmo a outra pessoa. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”. Mateus 7:12
Sendo participante do reino de Deus há a necessidade de conhecer, quão espinhoso é o caminho a seguir. Discriminações, perseguições, prisões e mortes estarão acompanhando os servos do Mestre em sua peregrinação. A porta é estreita e apertado o caminho que leva a vida eterna. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Mateus 7:13-14
Sempre haverá os falsos profetas, houve nos tempos de Jesus, nos dos Apóstolos, no correr da história do cristianismo e nos dias atuais, mas pelos frutos se conhece quem realmente são os verdadeiros servos de Cristo. “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mateus 7:15-23
Ao encerrar o sermão do monte, o Mestre, exorta-os a seguir os seus ensinamentos e apresenta-lhes uma parábola dos alicerces. “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda”. Mateus 7:24-27

Após o sermão todos ficaram maravilhados com a sabedoria e autoridade nos seus ensinos, diferente dos escribas que repetiam mecanicamente as leis. “E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas”. Mateus 7:28-29

domingo, 4 de agosto de 2013

A hipocrisia, a avareza e a ansiedade

A exortação do Mestre a todos os seus seguidores é, para terem uma vida imaculada, sem defeitos, assim poderão ser servos fieis do reino de Deus. Serão bem-aventurados, sal da terra, luz do mundo, amantes de seus inimigos, sem hipocrisia, sem avareza e sem ansiedade.
A hipocrisia relatada pelo Mestre se traduz, primeiramente, numa ação falsa. Revelando o caráter da pessoa que a realiza. Ao dar esmola, ao orar e jejuar com o desejo de ser visto e glorificado pelos homens, Jesus diz que esses já receberam o galardão e não fazem parte do reino de Deus, são hipócritas. A palavra hipócrita “Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência”. (Wikipédia) Não confundir com Hipócrates que é considerado o pai da medicina.
O Mestre ao citar aqueles que ao darem esmola para serem visto são hipócritas e não devem servir de exemplo. “GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente”. Mateus 6:1-4
A oração deve ser um ato sincero do coração diante de Deus e não uma exibição de falsa comunhão com o Senhor. Jesus cita o fato dos gentios, pagãos, de muito repetir as suas orações para que os seus deuses pudessem ouvi-los. “E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entras no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Mateus 6:5-8
Como se deve orar. “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome”. Deve-se citar para quem estamos orando.  “Pai nosso”, uma ligação íntima com Deus. Louvar o Senhor “santificado seja o teu nome”. “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”. A dependência a Deus e a necessidade da expansão do reino. “O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. A solicitação de auxílio as nossas necessidades. Interessante que ao pedir o perdão dos pecados, dívidas, elas estão entrelaçadas entre o que se deve e o que nos é devido. Mais a frente Jesus conta a parábola de um homem que devia ao rei, foi até o rei e lhe pediu o perdão da dívida, foi-lhe perdoado, mas ao sair encontrou quem lhe devia, não lhe perdoando. O rei soube do que ele fez, chamou-o e puniu-o da mesma forma que ele havia feito. “E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.  Mateus 6:9-18 A tentação está sempre presente na vida, deve-se estar atento e em oração constante para não fraquejar diante do pecado.
Jesus não condena a riqueza, mas a avareza. O desejo de ganhar muito dinheiro, sem ter compaixão dos mais pobres e tê-la como ídolo. Alguns homens ricos doam parte de suas riquezas para programa de ação sociais, são os tops, ou seja, os mais ricos. Há outros que na ânsia de obter maiores ganhos não se detém ante quaisquer obstáculos, mas com arrogância levam de roldão tudo que vier a sua frente. Esquece que riqueza é efêmera, hoje se tem, amanhã não tem mais. Exemplos há vários que possuem muitas riquezas e por um capricho do momento perdem tudo. “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração... Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. Mateus 6:19-21 e 24 (Mamom é uma referência ao dinheiro, deus do dinheiro)
Não andar ansioso por nada, pois o Senhor supre todas as necessidades dos seus servos. Confiar plenamente nele. No correr da explanação da saga dos servos de Cristo Jesus, aparecerão homens que confiaram de tal forma em Deus, não pediam nada a ninguém, somente a Deus e ele os supria nada faltava. “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” Mateus 6:25-34