segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Uma de muitas provas da natureza humana e divina de Jesus Cristo

Na época apostólica iniciou um movimento herético cognominado gnóstico, esse movimento; diferentemente dos agnósticos, aqueles que não creem em nenhuma divindade, ateus;  eles acreditavam que Jesus era somente divino e sua essência era espiritual. Atualmente há grupos que assim pensam.
Nessas passagens, Mt. 8: 23-27; Mc. 4: 35-41 e Lc. 8: 22-25, encontram-se a afirmação que Jesus, após seu trabalho diário, estava estafado, dispensou a multidão que lhe ouvia, indo em seguida para o barco, o qual faria a travessia do mar da Galileia em direção à cidade de Gadara. O Mestre, bastante cansado, adormeceu com a cabeça apoiada a uma almofada. Se a natureza de Jesus fosse apenas divina, não teria ficado cansado, tampouco adormeceria, não só dormiu como o fez profundamente. Vê-se que Jesus possuía a natureza humana. Ele mesmo identificava-se como o Filho do Homem. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1: 14
A travessia do mar da Galileia foi feita acompanhada por outros barcos, os seus tripulantes eram pescadores afeitos aos humores do vento e do mar, já acostumados às tempestades que acometia aquela região. Pela conformação geológica do mar da Galileia, junto às montanhas circunvizinhas, sempre ocorria fortes ventos e violência do mar, porém a tempestade sofrida pelos barcos era de tamanha força que estavam prestes a submergir. O Mestre cansado dormia na popa do barco, os homens atemorizados o acordaram, para ajudá-los, pois estavam a naufragar. “E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos. E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?” Mc. 4: 36-38
Ao acordar “repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou e houve grande bonança”. Mc. 4: 39 Jesus mostra o seu grande poder sobre as forças da natureza. Somente alguém com a essência divina poderia fazê-lo. Cristo, o Deus Homem, tomou a forma da natureza humana, pelo Espírito de Deus, para livrar a todos da tempestade que acomete o coração de cada um pelo pecado e reconciliá-los com o Pai. Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, apenas um Deus, pois Deus é Espírito. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. II Cor. 5: 17-19
Aqueles homens, vendo as forças da natureza obedecer ao mandato de Cristo, ficaram admirados e atemorizados. “E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” Mc. 4: 41 Quando o homem crer em Cristo e o aceita no coração, a tempestade, os obstáculos da vida, os infortúnios desaparecem. Mas necessita ter confiança e fé no livramento do Senhor. ” E disse-lhes (Jesus): Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?” Mc. 4: 40 “Porque foste à fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro”. Isaías 25: 4  




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Jesus por meio de parábolas profetiza o crescimento do Evangelho do Reino de Deus

O início das mensagens de Jesus através de parábolas, no Evangelho de Mateus cap 13, ele as compara ao reino dos céus e elas conduzem os homens a observar o crescimento do Reino de Deus. Primeiramente cita a parábola do semeador.  Jesus é o próprio semeador, suas mensagens, seus milagres, prodígios, a morte e sua ressurreição são as sementes lançadas em diversos solos, solos esses que representam os homens que ouvem suas mensagens, veem seus milagres, prodígios, presenciam sua morte e tomam conhecimentos de sua ressurreição. São solos diversos. O solo a beira do caminho são os incrédulos, os que não desejam conhecer o Mestre, suas mensagens não lhes fazem efeitos. O solo pedregoso são os crentes sem doutrina, vazios, sem oração, sem fé consistente, logo advindo às perseguições, os obstáculos, afastam-se do caminho do Mestre. O solo dos espinhos são os amantes do prazer, da luxuria, cheios de vaidades, inconsistentes, o mundo e sua concupiscência é mais valioso. Mas os de solo profundo são os fiéis, confiam no Senhor e dão frutos, continuam espalhando a semente ao mundo cumprindo a ordenança de Cristo. “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”. Marcos 16: 15-16
A segundo parábola a do joio. Mateus 13: 24-30 O semeador, após seu trabalho estafante, descansa em sono reparador, vem então o inimigo e semeia joio no meio do trigo, o joio é uma planta semelhante ao trigo, quando a erva cresce e frutifica, aparece o joio. Os servos consultaram o semeador para arrancar o joio, ele não permitiu, porquanto ao tentar arrancar o joio, poder-se-ia confundir e tirar o trigo no lugar do joio. Com o crescimento dos servos do Senhor e de sua Igreja inevitavelmente surgiria ou aparecerão homens e mulheres não genuinamente convertidos, mas semelhantes aos fiéis, para fazerem disseção na Igreja. Cristo explicando essa parábola diz: “O que semeia a boa semente, é o Filho do homem; O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno”. Mt. 13: 37-38 Porém somente aos anjos nos fins dos tempos é dado o direito de separar o joio. “O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade”. Mt. 13: 39-41
A terceira parábola o grão de mostarda. Mt. 13: 31-32 Uma pequena semente torna-se enorme árvore, onde os pássaros se aninham em seus ramos. O evangelho do Senhor Jesus, quando pregado por ele, foi uma pequena semente que se espalhou pelo mundo afora, tornando-se uma enorme árvore, a Igreja de Cristo, a palavra descrita como Igreja no grego é “ekklësian” assembleia dos escolhidos, semelhante a do hebraico “qahal”, congregação, não a um templo ou denominação, mas a uma assembleia de pessoas escolhidas, convertidas e lavadas no sangue de Jesus, reunidas em qualquer lugar do mundo, dois ou três reunidos para o louvor e adoração ao Mestre, ele estará no meio deles. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. Mt. 18: 20
A quarta parábola o fermento, Mt. 13: 33  A farinha em contato com o fermento a leveda por inteiro, para alguns estudiosos a farinha sugere a presença da trindade, o fermento a mensagem, assim o Evangelho do Senhor Jesus em contato com o servo fiel, o toma por inteiro, levedando todo o seu ser.
A quinta e a sexta parábola, praticamente iguais, revela o reino dos céus a um bem de grande valor, o tesouro escondido e a grande pérola que ao ser conhecido, tudo se faz para obtê-lo. O reino de Deus o seu valor é imenso, quando alguém toma ciência desse tesouro ou dessa pérola tudo faz para consegui-lo.
Por fim compara o reino dos céus a uma rede lançada ao mar, quando se apanha todos os tipos de peixes bons e ruins, ao que os pescadores os separam, os bons para consumo e os maus são lançados fora. Assim será na consumação dos séculos, quando os anjos de Deus irão separar os bons dos maus. “Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Mateus 13: 49-50