Na época apostólica iniciou um movimento herético
cognominado gnóstico, esse movimento; diferentemente dos agnósticos, aqueles
que não creem em nenhuma divindade, ateus;
eles acreditavam que Jesus era somente divino e sua essência era
espiritual. Atualmente há grupos que assim pensam.
Nessas passagens, Mt. 8: 23-27; Mc. 4: 35-41 e Lc. 8: 22-25,
encontram-se a afirmação que Jesus, após seu trabalho diário, estava estafado, dispensou
a multidão que lhe ouvia, indo em seguida para o barco, o qual faria a
travessia do mar da Galileia em direção à cidade de Gadara. O Mestre, bastante
cansado, adormeceu com a cabeça apoiada a uma almofada. Se a natureza de Jesus
fosse apenas divina, não teria ficado cansado, tampouco adormeceria, não só
dormiu como o fez profundamente. Vê-se que Jesus possuía a natureza humana. Ele
mesmo identificava-se como o Filho do Homem. “E o Verbo se fez carne, e habitou
entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de
graça e de verdade”. João 1: 14
A travessia do mar da Galileia foi feita acompanhada por
outros barcos, os seus tripulantes eram pescadores afeitos aos humores do vento
e do mar, já acostumados às tempestades que acometia aquela região. Pela
conformação geológica do mar da Galileia, junto às montanhas circunvizinhas,
sempre ocorria fortes ventos e violência do mar, porém a tempestade sofrida
pelos barcos era de tamanha força que estavam prestes a submergir. O Mestre
cansado dormia na popa do barco, os homens atemorizados o acordaram, para
ajudá-los, pois estavam a naufragar. “E eles, deixando a multidão, o levaram
consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos.
E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de
maneira que já se enchia. E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e
despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?” Mc. 4: 36-38
Ao acordar “repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te,
aquieta-te. E o vento se aquietou e houve grande bonança”. Mc. 4: 39 Jesus
mostra o seu grande poder sobre as forças da natureza. Somente alguém com a
essência divina poderia fazê-lo. Cristo, o Deus Homem, tomou a forma da
natureza humana, pelo Espírito de Deus, para livrar a todos da tempestade que
acomete o coração de cada um pelo pecado e reconciliá-los com o Pai. Deus Pai,
Deus Filho, Deus Espírito Santo, apenas um Deus, pois Deus é Espírito. “Assim
que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou
consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto
é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os
seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”. II Cor. 5: 17-19
Aqueles homens, vendo as forças da natureza obedecer ao
mandato de Cristo, ficaram admirados e atemorizados. “E sentiram um grande
temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe
obedecem?” Mc. 4: 41 Quando o homem crer em Cristo e o aceita no coração, a
tempestade, os obstáculos da vida, os infortúnios desaparecem. Mas necessita
ter confiança e fé no livramento do Senhor. ” E disse-lhes (Jesus): Por que
sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?” Mc. 4: 40 “Porque foste à fortaleza do
pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia; refúgio contra a
tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a
tempestade contra o muro”. Isaías 25: 4