quinta-feira, 30 de maio de 2013

A importância da mensagem do perdão de Cristo ao pecador

Logo ao purificar o leproso pelo toque e advertindo que a ninguém falasse sobre o acontecido, Jesus ordena-o, apresentar-se ao sacerdote para cumprimento da lei. O homem agradecido passou a divulgar a sua cura e uma multidão passou a assedia o Mestre, ele afastou-se para o deserto e ali orava. “Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava”. Lucas 5:16
Jesus, o Cristo, o Messias prometido, o Logos que estava com Deus antes da criação do universo, afastava-se para o deserto a orar. Só, com o silêncio do deserto, meditava, revigorava o espírito, falava com o Pai. Maravilhoso exemplo para os dias atuais, quando pela exigência da rotina moderna, não se acha tempo para a meditação ou oração, não se dando conta que esses momentos são necessários para eficácia na solução dos problemas enfrentados no dia a dia.
Jesus retorna a cidade de Cafarnaum. “E, ENTRANDO no barco, passou para o outro lado, e chegou à sua cidade”. Mateus 9:1 “E ALGUNS dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa”. Marcos 2:1 Presume-se que a casa seja a de Pedro.
Encontravam-se, ouvindo os ensinamentos do Mestre, os escribas, os fariseus e uma grande multidão, não permitindo ninguém entrar na casa. “E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar”. Lucas 5:17 “E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra”. Marcos 2:2
 Quatro amigos conduzindo um paralítico procuravam fazê-lo chegar a Jesus, mas não conseguindo, por causa da multidão, fizeram-no chegar por uma fenda no telhado da casa. Vendo Jesus a fé de cada um deles, disse ao paralítico: “Homem, os teus pecados te são perdoados”. Lucas 5:19-20
A grande importância dada por Jesus ao perdão dos pecados, pois para isso ele veio ao mundo, para redimir o pecador dos seus pecados. Essa é a porta de entrada na eternidade o perdão dos pecados. Havendo fé e arrependimento por parte do homem, Cristo o perdoa e faz entrar na eternidade.
Dá-se hoje maior importância à cura corporal, à prosperidade e ao poder de expulsar os demônios em detrimento da mensagem do perdão de Cristo e do arrependimento pelo homem. “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16:26
Os escribas e fariseus se ofenderam, passaram a dizer que Jesus blasfemava. Realmente estavam certos, pois somente Deus poderia perdoar os pecados e o castigo à blasfêmia seria o apedrejamento. “Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?” Vs.21
Jesus sendo o Filho de Deus possuía a essência divina da onisciência, o conhecimento dos pensamentos. Não só confrontou-os, mostrando-lhes sua divindade para perdoar os pecados, como sua autoridade sobre a enfermidade, curando o paralítico. “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu, e disse-lhes: Que arrazoais em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa. E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus. E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios”. Vs.22-26
Os homens estão sob o pecado, não há uma única pessoa que possa dizer não ter pecado. “Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. ROM. 3:22-26
“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”. Rom. 5:12
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. I João 1:8-9
A amizade, a fé, a assistência ao enfermo traz benefícios, para o enfermo e para os amigos. Jesus viu a benevolência daqueles homens. “Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo”. Salmos 5:12




segunda-feira, 27 de maio de 2013

O toque de Jesus que purifica o enfermo de alma

Estando o Mestre em uma daquelas cidades, veio um leproso e rogou-lhe que o curasse. “E aconteceu que, quando estava numa daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto, e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele”.  Lucas 5:1-2 Esse homem não poderia aproximar-se de Jesus por estar com lepra, pôs a lei não permitia, o Mestre também não poderia tocá-lo. Jesus, sabendo que sendo conhecido o milagre, não conseguiria andar com liberdade entre o povo, seria seguido por grande multidão, ordena-o não fazer menção do milagre e apresentar-se ao sacerdote de acordo com a lei. “E ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote, e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho”.  Vs. 3 Mas não fez isso e passou a divulgar a nova ocorrida. “Mas, tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com ele”. Marcos 1:45 O Mestre afastava-se para o deserto para orar. “Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava”. Lucas 5:16
Várias lições podem-se extrair desse acontecimento.
A primeira ver Jesus. “vendo a Jesus”, Ao vê-lo, o pecador sente-se enfermo de alma, necessita curar-se. Há necessidade de vê-lo, para livrar-se do pecado.
A segunda  humilhar-se. “prostrou-se sobre o rosto”. É sentir-se pecador necessitando de perdão, a purificação.
A terceira pedir, rogar a cura, o perdão. “rogou-lhe”.
A quarta sentir-se incapaz e necessitar da graça de Jesus. “se quiseres”.
Ao fazer isso Jesus toca no homem, cura-lhe, purifica-lhe, o faz uma nova pessoa, transformando-o inteiramente. “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. I João 1:7
O novo homem purificado por Jesus passa a divulgar as boas novas. “Começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera”.
Outra lição é Jesus determinando que ele faça  conforme a lei de Moisés.
Interessante notar que o Mestre veio ao mundo cumprir a lei. E nesse ato há o cumprimento da lei, Cristo é o Sacerdote supremo e após ele não há mais a sucessão de outro sacerdote.  “Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus”. Hb. 4:14 Porque a lei ordenava a todo elemento com lepra, apresentar-se ao sacerdote para ele examiná-lo e dar o diagnóstico, não poderia aproximar-se de outras pessoas, somente após o sacerdote confirmar a cura. “Quando um homem tiver na pele da sua carne, inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, na pele de sua carne como praga da lepra, então será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes. E o sacerdote examinará a praga na pele da carne”. Lev. 13:2-3 Se o sacerdote confirmar a lepra, o elemento ficará fora do arraial e sozinho. “Todos os dias em que a praga houver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial”. Vs.46
 Jesus examina o homem, vendo-o enfermo, toca-lhe e cura-o, purificando-o de todo o pecado. Esse ato só pode ser feito, se houver da parte do enfermo, a busca pela cura.

“ORA, a suma do que temos dito é que Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade”. Hb. 8:1-2

terça-feira, 14 de maio de 2013

O cuidado de Jesus com os enfermos e os endemoninhados


Após ter repreendido e expulsado o maligno do homem na sinagoga, saindo em companhia de seus discípulos, foi à casa de Simão Pedro, ali encontraram a sogra de Pedro com febre. Jesus tocou em sua mão e a febre a deixou. “E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com Tiago e João. E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela. Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os”. Marcos 1:29-31 O cuidado do Mestre com os enfermos, uma simples febre o faz caridoso, “tomou-a pela mão, e levantou-a”. O sublime toque de Jesus cura de qualquer doença o homem, no corpo e no espírito.
Interessante notarmos que se faz menção “a sogra de Simão”, isso revela que Pedro possuía  casa e era casado. Paulo faz referência a Pedro que era acompanhado por sua mulher em suas missões evangelísticas. “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” I Cor. 9:5
O por do sol simbolizava o término do sábado, podia-se então carregar os enfermos, levaram-nos ao Mestre, para curá-los. “E, tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados”. Marcos 1:32  Jesus curou a todos  e expulsou os demônios. “E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. Mateus 8:16-17
A atitude do Mestre em curar e expulsar os demônios, estava intimamente ligada a sua missão Messiânica. Sofrer com os que sofrem, trazer refrigério aos cativos e libertar os escravos do maligno. Mostrando sua essência humana, Cristo o “Filho do Homem”, tendo todos os sentimentos dos homens, dor, sofrimento, tristeza, compaixão. Em sua essência divina, “Filho do Deus vivo”, poder em curar, expulsar os demônios, autoridade sobre os espíritos imundos. “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isaías 53:4-5
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rom. 8:36-39

domingo, 12 de maio de 2013

Ao tentar frear o ministério de Cristo, satanás usa a vaidade por um título


O Mestre fez de Cafarnaum o centro de difusão da mensagem do Reino de Deus, Cafarnaum era uma cidade que margeava o mar de Galileia, ficava ao norte do lago. Era de certa importância para os Romanos, mercadejava peixes e os distribuía, possuía um centurião e um cobrador de impostos.  Em Cafarnaum, o Mestre e seus discípulos entraram em uma sinagoga, num sábado, ele, por ser judeu, seguia rigorosamente esse hábito aos sábados, ir a sinagoga ensinar. Era comum, pessoas consideradas dignas, ensinar nas sinagogas. Jesus ensinava as escrituras com autoridade, não como os escribas que citavam outros escritores, apenas repetiam as palavras ditas por outros.  “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava. E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”. Marcos 1:21-22  “E desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade”. Lucas 4:31-32 Não conhecemos muito sobre a infância de Jesus, mas o pouco que dispomos, nos mostra sua busca pelo saber das escrituras e como todo judeu, principalmente unigênito, deveria ser criado pelos pais no conhecimento das leis  e depois, aos doze anos, seria arguido pelos maiorais do judaísmo. Mas seu conhecimento e ensinamentos eram com autoridade, provinha do Pai Celestial.
Inicialmente os seus ensinamentos eram para o povo judeu, mas havia ocasião que ensinava alguns gentios, principalmente mulheres e crianças.
Assim quando foi ungido pelo Espírito Santo ao iniciar o seu ministério, sendo tentado e o inimigo assaz, deixando-o por um tempo, voltaria sempre nos momentos importantes de seu ministério. “E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo”. Lucas 4:13
Na sinagoga ensinando e sendo admirado por todos,  o inimigo se faz presente. “E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz, Dizendo: Ah! que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus”. Lucas 4:33-34 Na primeira tentação, satanás, citava a Bíblia ao dizer “se tu és o Filho de Deus”. Lucas 4:1-13 Agora diz “o Santo de Deus”. Mexe com os brios do Mestre. Na tentação no deserto usou a fome, o poder e a riqueza, nesse momento a vaidade. Diante de todos na sinagoga ele cita “o Santo de Deus”.  Jesus sabendo sua intenção manda-lhe que se cale e deixe o homem usado por ele. “E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal”. Lucas 4:35 Ao citar realmente quem era Jesus poderia atrapalhar seu ministério inicial, isso só mais tarde, com o correr do tempo e o conhecimento de Jesus pelos  homens, faria com que aceitassem  a sua natureza divina, no momento atual era muito prematuro. E satanás sabia disso, sempre que o Mestre expulsava os demônios das pessoas, eles clamavam em alta voz a natureza de Cristo. “E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo”. Lucas 4:41

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O homem ao vir Jesus e conhecê-lo, deixa tudo que lhe prende ao mundo e segue-o


Sendo, Jesus, expulso da Cidade de Nazaré, onde fora criado, vai para Galileia, inicialmente para Caná e depois fixando morada em Cafarnaum, “E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali”. Mateus 4:13 Essa cidade fica as margens ocidentais do Mar da Galileia, em Lucas, ele o chama de lago de Genesaré, possui cerca de 12x20km de extensão, portanto não deixa de ser  um lago. Jesus passa a maior parte de seu ministério nessas terras, eram possessões das tribos de Zebulom e Naftali. Cumpria-se a profecia do Profeta Isaías.  “MAS a terra, que foi angustiada, não será entenebrecida; envileceu nos primeiros tempos, a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, na Galiléia das nações. O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz... Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios. Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas”. Isaias 9:1-2 e 42:6-7 As cidades de Zebulom e Naftali foram angustiadas nas guerras, sofreram bastantes, era um povo pobre.
O Mestre convida os seus primeiros discípulos. “E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; E chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no”.  Mateus 4:18-22 Interessante notarmos que eles já conheciam Jesus, quando João Batista pregava sobre o Messias, eles ouviram a sua mensagem, tanto é que ao dizer ser Jesus o cordeiro de Deus, eles seguiram-no e perguntaram onde ele morava. “E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus. E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima”. João 1:36-39  Quando ensinava às margens do mar da Galileia, ao necessitar falar a multidão que o seguia, ele pediu a Simão emprestado o barco para poder dirigir-se ao povo. Terminando ordenou-lhe que fizesse ao largo para pescar, mas Simão disse-lhe que havia pescado a noite inteira e não conseguira nenhum peixe, mas cumpririam a ordem sob a palavra do Mestre e foi, lançou as redes ao mar, foram tantos os peixes pescados que as redes se rompiam e os barcos estavam a ponto de naufragarem. Espantaram-se de tal forma que pediam ao Mestre para se afastar, pois sentiram-se pecadores diante das maravilhas operadas. “E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-lhes a rede. E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. E vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador”. Lucas 5:3-8
Ao vir as maravilhas do Mestre operando em seu ser, os homens curvam-se ante Jesus, sentem-se pecadores necessitando de seu perdão. Foi assim com o carcereiro do Apóstolo Paulo, quando as grades da prisão se abriram e ele, Paulo, e os que estavam  juntos, não fugiram da prisão, mas ali permaneceram, ante o espanto do carcereiro. “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus. E, levando-os à sua casa, lhes pôs a mesa; e, na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa”. Atos 16:25-34
Um grande milagre opera na vida de todos e ao ouvir o seu chamado, o seguem deixando tudo para traz, trabalho, riquezas, orgulho, pecado, passam a ter uma nova vida e serem pescadores de homens. “Pois que o espanto se apoderara dele, e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca de peixe que haviam feito. E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. E, levando os barcos para terra, deixaram tudo, e o seguiram”. Lucas 5:9-11

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A missão messiânica de Jesus


Era costume aos sábados nas sinagogas, alguém considerado digno, ler as escrituras e comentá-las. As sinagogas foram criadas no exílio babilônico, pois os serviços sacrificial não eram realizados, eram templos para meditação das escrituras e ensinamentos das leis. Jesus ao visitar a sinagoga em Nazaré, sua cidade natal, foi-lhe dado o livro do profeta Isaías  “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do SENHOR. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.”. Lucas 4:16-21
Ao dizer que havia se cumprido a profecia, estava se referindo a sua missão messiânica. Ele era o Messias prometido. As boas novas que ele era portador, eram para os pobres, fora enviado para curar os de coração abatidos, trazer liberdade aos cativos no pecado, restaurar a vista aos cegos, libertar os oprimidos e anunciar a salvação no Senhor. Tudo menos a liberdade política que eles esperavam. Admiravam-se de suas palavras e do testemunho. Até o momento que se aludiu de sua paternidade.  Esperavam algum prodígio, entretanto passaram a rejeitá-lo. Jesus diz-lhes:  “Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”. Vs.24
Mostra-lhes que os gentios, não judeus, são mais receptivos as mensagens de Deus. “Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva. E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o sírio”. Vs.25-27 Esses eram estrangeiros, não judeus, o evangelho do reino de Deus é para todos os homens na face da terra.
Ao expulsarem o Mestre, desejando matá-lo, estavam, simbolicamente, enviando-o aos gentios. O ministério de Jesus foi preferencialmente para os judeus.  “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. João 1:10-13
" Digo, pois, que Jesus Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais; E para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: Portanto eu te louvarei entre os gentios, E cantarei ao teu nome. E outra vez diz: Alegrai-vos, gentios, com o seu povo. E outra vez: Louvai ao Senhor, todos os gentios, E celebrai-o todos os povos. Outra vez diz Isaías: Uma raiz em Jessé haverá, E naquele que se levantar para reger os gentios, Os gentios esperarão". Rom.15:9-12

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O evangelho do reino de Deus


Após permanecer dois dias em Samaria Jesus vai para a Galileia. “Era olhada com desprezo pelos judeus mais puros que habitavam a Judeia, por causa da considerável mistura de raças que nela havia, a Galileia era fiel à religião e às tradições hebraicas. A população, vigorosa e altiva, estava imbuída de intensa esperança messiânica”. (História da Igreja Cristã-W.Walker.pg 36).   “Dois dias depois partiu dali, e foi para a Galileia”. João 4:43  Jesus inicia o seu Ministério na Galileia “pregando o evangelho do reino de Deus. E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Marcos 1:14-15   
 A essência do Novo Testamento é o “evangelho do reino de Deus”, evangelho quer dizer boas novas.  São as boas novas do reino de Deus e Jesus diz que o tempo está cumprido. Ele é o cumprimento dessas boas novas. Foi bem aceito na Galileia, ensinava nas suas sinagogas. “Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado”. Lucas 4:14-15 Interessante notarmos que Jesus em seu Ministério possuía a virtude do Espírito Santo. Esse é o primordial requisito para o ministério, ser cheio do Espírito Santo, pois ele capacita e dá entendimento ao ministro de Deus. Outro requisito a pregação do evangelho do reino de Deus, somente a palavra de Deus é a mensagem requerida, tudo que estiver alheio aos escritos no Velho Testamento e Novo Testamento não deverá estar em nossos púlpitos. “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”. II Tim. 4:2
O Mestre foi a Caná da Galileia, cidade em que transformou a água em vinho. Certo nobre sabendo da presença de Jesus e tendo um filho enfermo em Cafanaum. Foi ao Mestre e rogou-lhe que curasse seu filho que estava à morte. “Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis. Disse-lhe o nobre: Senhor desce antes que meu filho morra. Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu”. João 4:48-50 A fé, algo imprescindível  na realização de Deus em nossa vida, somente ela faz o Senhor prover o necessário dos seus servos. “ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem”. Hb. 11:1 Essa atitude de fé fez o seu filho curar-se. “E descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram, dizendo: O teu filho vive. Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor. E disseram-lhe: Ontem às sete horas a febre o deixou. Entendeu, pois, o pai que era àquela hora a mesma em que Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa”. João 4:51-53
Quando alguém de uma família se converte, todos estão sujeitos, a fazerem o mesmo. “E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Atos 16:30-31
Esse foi o segundo milagre de Jesus. “Jesus fez este segundo milagre, quando ia da Judeia para a Galileia”. João 4:54 Os milagres de Jesus que iremos ver  no decorrer de seu ministério, era em decorrência da fé apresentada pelo necessitado, somente através dela era o milagre realizado.
“Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim. Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto”. Hb. 3:6-8