segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A invasão de uma casa vazia e adornada

Diante do poder e autoridade de Jesus, os fariseus e escribas mantinham-se incrédulos, tentava-o de todas as formas, para desacreditá-lo junto ao povo, pediam-lhe um sinal, quantos sinais já tinham visto! Mas os seus corações estavam fechados. O retorno do cativeiro da Babilônia endureceu o entendimento deles de tal forma que não aceitavam evidências Messiânicas de Jesus, recusaram até o grande sinal do Mestre, a ressurreição. Conhecendo o coração deles, Jesus responde que nenhum sinal lhes seria dado, somente o de Jonas e o da Rainha de Sabá, pois eram maus e adúlteros, infiéis.
O de Jonas em que esteve três dias e três noites no ventre da baleia, monstro marinho, ele, o Mestre, estará três dias e três noite no ventre da terra. Jonas, a baleia o vomitou para que obedecesse a Deus e pregasse aos ninivitas, tendo eles se convertidos. E o Filho do Homem ao terceiro dia ressuscitaria vencendo a morte e dando vida aos homens, porém eles, os fariseus e escribas, não iriam crer e os ninivitas no fim dos tempos irão condená-los pela incredulidade deles. “Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mateus 12: 38-41
O da Rainha de Sabá, no  evangelho de Mateus é citada como rainha do meio dia, no de Lucas rainha do sul, que veio conhecer Salomão, para saber de sua sabedoria. Acreditou no que ouviu, saiu de uma cidade longínqua e veio até Israel encher-se de conhecimento, Sabá estava situado a sudoeste da Arábia. Eles, os fariseus e escribas, possuíam o privilégio de conhecer Jesus, sua essência divina, seu poder, sabedoria, autoridade e conhecimento de Deus, não lhe deram ouvidos. Antes nos seus próprios conceitos, rejeitaram o Mestre condenando-o. A rainha de Sabá no dia do juízo irá condená-los. “A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão”. Mateus 12: 42
Em seu obscurantismo religioso, os escribas e fariseus, só aceitavam o que eles interpretavam das escrituras, eram rígidos com o cerimonialismo da lei, não viam o discernimento espiritual delas. O culto que praticavam era uma cerimônia vazia, com o tradicionalismo frio, sem vida. Jesus ao dizer-lhes por metáfora de um homem liberto de um espírito imundo, esse espírito vaga sem rumo e retornando àquela casa, encontra-a vazia, adornada e varrida, volta e traz consigo outros sete espíritos piores e o estado daquele homem torna-se pior que anteriormente, mostra-lhes que uma religião vazia, sem sentido espiritual e sem a visão contemporânea do cumprimento Messiânico, assemelha-se a casa vazia tomada pelos sete espíritos imundos. Mateus 12: 43-45

A incredulidade dos homens dos dias atuais é idêntica a dos escribas e fariseus, não aceitando Jesus. Tem o coração vazio, andam a procura de algo para enchê-lo, enganam-se a busca de todos os meios possíveis. Os ateus apegam-se ao deus da ciência, a matéria, negam a existência de Deus. Outros há que num labirinto de ideias procuram uma forma lógica, provar a existência etérea de um deus ou vários deuses. Outros em amuletos, cerimonialismo, sacrifícios e ídolos adoram um deus falso. São corações vazios, precisam preenchê-los. Jesus estava presente junto deles naquela época, realizava prodígios a vista de todos, mas não creram. Atualmente o Mestre está presente através de seu Espírito Santo, realiza prodígios a vista de todos. Deseja apenas um pequeno gesto do homem para que nele creia e tenha o seu coração cheio do Espírito de Deus. “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. Efésios 5: 14-16    

domingo, 20 de outubro de 2013

A incredulidade, o pecado sem perdão

Os milagres de Jesus revelavam seu caráter e sua essência divina, semelhante a Moisés, ante o Faraó do Egito, ao mostrar-lhe os sinais e prodígios de Deus, que exigia a liberdade dos israelitas da escravidão, Jesus mostra ao povo os sinais e prodígios oriundos de Deus, dando-lhe autoridade e autenticidade para a sua missão Messiânica. Trouxeram-lhe um endemoninhado surdo e mudo para ele o curar. O Mestre cura-o, trazendo ao povo admiração, dizendo ser Jesus o filho de Davi, o Messias esperado.  Mateus 12: 22-23
Os fariseus, uma seita criada para interpretar e manter o cumprimento da lei pelo povo  eram orgulhosos, severos, vaidosos, cruéis e de dura cerviz, com inveja e os olhos fechados para as evidências divinas do Mestre, acusam-no de expulsar os demônios pelo príncipe dos demônios, belzebu. A palavra belzebu provavelmente deriva de “baal-zebube, deus de Ecron”  (senhor do lugar alto), II Reis 1: 2  Os judeus considerava-o satanás. Mateus 12: 24
O Mestre refuta-os, dizendo-lhes que se ele expulsava os demônios pelo príncipe deles, o reino dele estava dividido e não subsistiria e se ele expulsava os demônios por belzebu, quem os discípulos, filhos, deles expulsavam? Eles, filhos, os julgariam, mas se ele expulsava pelo Espírito de Deus era chegado o Reino de Deus.  O valente só é derrotado por um mais forte do que ele, Jesus é esse guerreiro, vencedor e na cruz do calvário o derrotou por completo. Mateus 12: 25-29
Os fariseus seguiam as leis escrupulosamente de acordo com a interpretação dos escribas, não se misturavam com os gentios e mesmo com alguns dos judeus que consideravam como pecadores, eram severos no cumprimento das leis e mantinham o povo escravos a ela. Por crer que a religião e a vida pública eram uma só, esperavam o Messias como o libertador político. Não aceitaram Jesus, tudo faziam para o povo descrer nele. Possuíam sua própria lógica, seguiam-na e obrigava o povo a segui-la. Pelo correr da história eclesiástica encontram-se muitos fariseus, seguidores de suas próprias razões, não permitindo ideias, formas ou outras maneiras de evangelizações de acordo com as escrituras. Muitos cristãos foram mortos por cristãos farisaicos. Atualmente criticam-se os pentecostais, neopentecostais, os gospels e outros. O Mestre responde a todos, “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12: 30
A incredulidade faz o homem perder a salvação eterna, Jesus a considera como blasfêmia ao Espírito Santo, para ela não há perdão. Ao citar o fato de que o Mestre expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios, incitava o povo à incredulidade, eram pedras de tropeço. A árvore boa dá frutos bons, a árvore má dá frutos maus. Do coração procede todo mau. Jesus os chama de raça de víboras. “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”. Mateus 12: 34-35
Portanto deve-se ter cuidado com o que se diz, pois o que disser, será cobrado no juízo eterno. Mateus 12: 36-37



   

sábado, 12 de outubro de 2013

A importância da mulher na logística do Ministério de Jesus

 Em toda esfera humana, quando se tem algo a realizar, seja no trabalho doméstico, no secular ou no eclesiástico, há necessidade de apoio logístico. Jesus convidou doze apóstolos para auxiliá-lo na evangelização do reino de Deus, eram homens da missão de vanguarda.  “E ACONTECEU, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele”. Mateus 8:1
Precisava-se, entretanto,  de pessoas na retaguarda engajadas na obra, mas que houvessem tido uma experiência real com Cristo, para auxiliá-los no suprimento de suas necessidades pessoais.  O Evangelista Lucas apresenta, no início do capítulo oito, mulheres  que tiveram essa experiência com Jesus e agora, a título de gratidão, auxiliam o Mestre e os seus doze apóstolos com seus bens. A evangelização era realizada, sem preocupação com os cuidados materiais. “E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens”. Lucas 8: 2-3
 No decorrer do ministério do Mestre e no da história do cristianismo, encontra-se grande número de mulheres que labutaram e ainda auxiliam na obra do Mestre, na vanguarda ou na retaguarda, elas serão citadas com o avançar do estudo do ministério do reino de Deus, nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos, na história do cristianismo e nos dias atuais.
Inicialmente, Maria de Nazaré, mãe de Jesus, era assim denominada por haver outras Marias, complementava-se o nome com a localidade em que viviam.  Maria foi escolhida por Deus para ser a genitora de seu filho. Entre tantas outras mulheres, o Senhor achou por bem separá-la para esse magnífico sacrifício.  “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres... Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Lucas 1: 28; 30-33
 A mulher samaritana, a primeira missionária, ouviu a mensagem de Cristo, após o impacto da atitude de Jesus, quebrando a tradição discriminatória dos judeus com o povo samaritano e também em relação a ela por ser mulher, foi aos seus conhecidos falar de Jesus e convidá-los para ouvi-lo, vieram, ouviram sua mensagem e aceitaram-no crendo no seu evangelho. “Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)... E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo? Saíram, pois, da cidade, e foram ter com ele... E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito... E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo”. João 4: 7-9; 27-30; 39; 41-42
Maria, chamada Madalena, teve um encontro com Jesus e este a libertou do jugo satânico. Agora, livre das garras do mal, auxilia-o com seus bens. Há uma gama de suspense sobre ela, já foi objeto de novelas, poemas, cânticos e filmes, tudo fruto de imaginação, pois a Bíblia não comenta muita coisa sobre o seu passado, apenas cita que fora liberta de sete demônios, porém a partir desse fato foi presença constante nos momentos importantes da vida de Cristo. Presenciou, junto com a mãe de Jesus e outras mulheres que o assistia, o seu sacrifício na cruz do calvário, o seu sepultamento e a sua ressurreição, quando, após o sábado, dia de descanso, indo no primeiro dia da semana para ungi-lo, encontrou o sepulcro aberto, teve, em primeira mão, a notícia de sua ressurreição, como premio de seu cuidado com o Mestre, viu-o ressurreto.  “E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém... E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham. E, PASSADO o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol... E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando”. Marcos 15: 40-41; 47 16: 1-2; 9-10
O encontro com Jesus transforma o homem, liberta-o da escravidão do pecado e o faz discípulo de seu reino. No Ministério do Reino de Deus há trabalho para todos, na vanguarda como evangelistas, missionários, pregadores da palavra homens ou mulheres, na retaguarda os provedores com seus bens homens ou mulheres.

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos; E pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há. Graças a Deus pelo seu dom inefável!“ II Cor. 9: 6-15