Os milagres de Jesus revelavam seu caráter e sua essência
divina, semelhante a Moisés, ante o Faraó do Egito, ao mostrar-lhe os sinais e
prodígios de Deus, que exigia a liberdade dos israelitas da escravidão, Jesus
mostra ao povo os sinais e prodígios oriundos de Deus, dando-lhe autoridade e
autenticidade para a sua missão Messiânica. Trouxeram-lhe um endemoninhado
surdo e mudo para ele o curar. O Mestre cura-o, trazendo ao povo admiração,
dizendo ser Jesus o filho de Davi, o Messias esperado. Mateus 12: 22-23
Os fariseus, uma seita criada para interpretar e manter o
cumprimento da lei pelo povo eram
orgulhosos, severos, vaidosos, cruéis e de dura cerviz, com inveja e os olhos
fechados para as evidências divinas do Mestre, acusam-no de expulsar os demônios
pelo príncipe dos demônios, belzebu. A palavra belzebu provavelmente deriva de
“baal-zebube, deus de Ecron” (senhor do
lugar alto), II Reis 1: 2 Os judeus
considerava-o satanás. Mateus 12: 24
O Mestre refuta-os, dizendo-lhes que se ele expulsava os
demônios pelo príncipe deles, o reino dele estava dividido e não subsistiria e
se ele expulsava os demônios por belzebu, quem os discípulos, filhos, deles
expulsavam? Eles, filhos, os julgariam, mas se ele expulsava pelo Espírito de
Deus era chegado o Reino de Deus. O
valente só é derrotado por um mais forte do que ele, Jesus é esse guerreiro, vencedor
e na cruz do calvário o derrotou por completo. Mateus 12: 25-29
Os fariseus seguiam as leis escrupulosamente de acordo com a
interpretação dos escribas, não se misturavam com os gentios e mesmo com alguns
dos judeus que consideravam como pecadores, eram severos no cumprimento das
leis e mantinham o povo escravos a ela. Por crer que a religião e a vida
pública eram uma só, esperavam o Messias como o libertador político. Não
aceitaram Jesus, tudo faziam para o povo descrer nele. Possuíam sua própria
lógica, seguiam-na e obrigava o povo a segui-la. Pelo correr da história
eclesiástica encontram-se muitos fariseus, seguidores de suas próprias razões,
não permitindo ideias, formas ou outras maneiras de evangelizações de acordo
com as escrituras. Muitos cristãos foram mortos por cristãos farisaicos.
Atualmente criticam-se os pentecostais, neopentecostais, os gospels e outros. O
Mestre responde a todos, “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não
ajunta, espalha”. Mateus 12: 30
A incredulidade faz o homem perder a salvação eterna, Jesus
a considera como blasfêmia ao Espírito Santo, para ela não há perdão. Ao citar
o fato de que o Mestre expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios,
incitava o povo à incredulidade, eram pedras de tropeço. A árvore boa dá frutos
bons, a árvore má dá frutos maus. Do coração procede todo mau. Jesus os chama
de raça de víboras. “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo
maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom
tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro
tira coisas más”. Mateus 12: 34-35
Portanto deve-se ter cuidado com o que se diz, pois o que disser,
será cobrado no juízo eterno. Mateus 12: 36-37
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