domingo, 20 de outubro de 2013

A incredulidade, o pecado sem perdão

Os milagres de Jesus revelavam seu caráter e sua essência divina, semelhante a Moisés, ante o Faraó do Egito, ao mostrar-lhe os sinais e prodígios de Deus, que exigia a liberdade dos israelitas da escravidão, Jesus mostra ao povo os sinais e prodígios oriundos de Deus, dando-lhe autoridade e autenticidade para a sua missão Messiânica. Trouxeram-lhe um endemoninhado surdo e mudo para ele o curar. O Mestre cura-o, trazendo ao povo admiração, dizendo ser Jesus o filho de Davi, o Messias esperado.  Mateus 12: 22-23
Os fariseus, uma seita criada para interpretar e manter o cumprimento da lei pelo povo  eram orgulhosos, severos, vaidosos, cruéis e de dura cerviz, com inveja e os olhos fechados para as evidências divinas do Mestre, acusam-no de expulsar os demônios pelo príncipe dos demônios, belzebu. A palavra belzebu provavelmente deriva de “baal-zebube, deus de Ecron”  (senhor do lugar alto), II Reis 1: 2  Os judeus considerava-o satanás. Mateus 12: 24
O Mestre refuta-os, dizendo-lhes que se ele expulsava os demônios pelo príncipe deles, o reino dele estava dividido e não subsistiria e se ele expulsava os demônios por belzebu, quem os discípulos, filhos, deles expulsavam? Eles, filhos, os julgariam, mas se ele expulsava pelo Espírito de Deus era chegado o Reino de Deus.  O valente só é derrotado por um mais forte do que ele, Jesus é esse guerreiro, vencedor e na cruz do calvário o derrotou por completo. Mateus 12: 25-29
Os fariseus seguiam as leis escrupulosamente de acordo com a interpretação dos escribas, não se misturavam com os gentios e mesmo com alguns dos judeus que consideravam como pecadores, eram severos no cumprimento das leis e mantinham o povo escravos a ela. Por crer que a religião e a vida pública eram uma só, esperavam o Messias como o libertador político. Não aceitaram Jesus, tudo faziam para o povo descrer nele. Possuíam sua própria lógica, seguiam-na e obrigava o povo a segui-la. Pelo correr da história eclesiástica encontram-se muitos fariseus, seguidores de suas próprias razões, não permitindo ideias, formas ou outras maneiras de evangelizações de acordo com as escrituras. Muitos cristãos foram mortos por cristãos farisaicos. Atualmente criticam-se os pentecostais, neopentecostais, os gospels e outros. O Mestre responde a todos, “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”. Mateus 12: 30
A incredulidade faz o homem perder a salvação eterna, Jesus a considera como blasfêmia ao Espírito Santo, para ela não há perdão. Ao citar o fato de que o Mestre expulsava os demônios pelo príncipe dos demônios, incitava o povo à incredulidade, eram pedras de tropeço. A árvore boa dá frutos bons, a árvore má dá frutos maus. Do coração procede todo mau. Jesus os chama de raça de víboras. “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”. Mateus 12: 34-35
Portanto deve-se ter cuidado com o que se diz, pois o que disser, será cobrado no juízo eterno. Mateus 12: 36-37



   

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