Diante do poder e autoridade de Jesus, os fariseus e
escribas mantinham-se incrédulos, tentava-o de todas as formas, para
desacreditá-lo junto ao povo, pediam-lhe um sinal, quantos sinais já tinham
visto! Mas os seus corações estavam fechados. O retorno do cativeiro da
Babilônia endureceu o entendimento deles de tal forma que não aceitavam
evidências Messiânicas de Jesus, recusaram até o grande sinal do Mestre, a
ressurreição. Conhecendo o coração deles, Jesus responde que nenhum sinal lhes
seria dado, somente o de Jonas e o da Rainha de Sabá, pois eram maus e
adúlteros, infiéis.
O de Jonas em que esteve três dias e três noites no ventre
da baleia, monstro marinho, ele, o Mestre, estará três dias e três noite no
ventre da terra. Jonas, a baleia o vomitou para que obedecesse a Deus e
pregasse aos ninivitas, tendo eles se convertidos. E o Filho do Homem ao
terceiro dia ressuscitaria vencendo a morte e dando vida aos homens, porém
eles, os fariseus e escribas, não iriam crer e os ninivitas no fim dos tempos
irão condená-los pela incredulidade deles. “Os ninivitas ressurgirão no juízo
com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de
Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mateus 12: 38-41
O da Rainha de Sabá, no
evangelho de Mateus é citada como rainha do meio dia, no de Lucas rainha
do sul, que veio conhecer Salomão, para saber de sua sabedoria. Acreditou no
que ouviu, saiu de uma cidade longínqua e veio até Israel encher-se de
conhecimento, Sabá estava situado a sudoeste da Arábia. Eles, os fariseus e
escribas, possuíam o privilégio de conhecer Jesus, sua essência divina, seu
poder, sabedoria, autoridade e conhecimento de Deus, não lhe deram ouvidos.
Antes nos seus próprios conceitos, rejeitaram o Mestre condenando-o. A rainha
de Sabá no dia do juízo irá condená-los. “A rainha do meio-dia se levantará no
dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que
Salomão”. Mateus 12: 42
Em seu obscurantismo religioso, os escribas e fariseus, só
aceitavam o que eles interpretavam das escrituras, eram rígidos com o
cerimonialismo da lei, não viam o discernimento espiritual delas. O culto que
praticavam era uma cerimônia vazia, com o tradicionalismo frio, sem vida. Jesus
ao dizer-lhes por metáfora de um homem liberto de um espírito imundo, esse
espírito vaga sem rumo e retornando àquela casa, encontra-a vazia, adornada e
varrida, volta e traz consigo outros sete espíritos piores e o estado daquele
homem torna-se pior que anteriormente, mostra-lhes que uma religião vazia, sem
sentido espiritual e sem a visão contemporânea do cumprimento Messiânico,
assemelha-se a casa vazia tomada pelos sete espíritos imundos. Mateus 12: 43-45
A incredulidade dos homens dos dias atuais é idêntica a dos
escribas e fariseus, não aceitando Jesus. Tem o coração vazio, andam a procura
de algo para enchê-lo, enganam-se a busca de todos os meios possíveis. Os ateus
apegam-se ao deus da ciência, a matéria, negam a existência de Deus. Outros há
que num labirinto de ideias procuram uma forma lógica, provar a existência
etérea de um deus ou vários deuses. Outros em amuletos, cerimonialismo,
sacrifícios e ídolos adoram um deus falso. São corações vazios, precisam
preenchê-los. Jesus estava presente junto deles naquela época, realizava
prodígios a vista de todos, mas não creram. Atualmente o Mestre está presente
através de seu Espírito Santo, realiza prodígios a vista de todos. Deseja
apenas um pequeno gesto do homem para que nele creia e tenha o seu coração
cheio do Espírito de Deus. “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te
dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como
andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias
são maus”. Efésios 5: 14-16
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