A multidão seguia Jesus por toda parte, chegava de vários
lugares para ouvi-lo, ser curada das enfermidades e liberta dos demônios. Trouxe,
Portanto, para o Mestre a inveja dos escribas e fariseus, o medo de perderem os
privilégios obtidos dos romanos e virem à autoridade religiosa que possuíam ser
inferiorizada. O temor de ele ser realmente o Messias esperado e haver uma
sedição por parte da multidão, sendo destituídos da posição que ocupavam. A
oposição recrudescia e os seus familiares passaram a fazer parte dela. “Porque
nem mesmo seus irmãos criam nele”. João 7: 5 Eles não o acompanhavam, não aceitavam o seu Ministério,
achavam estar “fora de si”. Marcos 3: 21
Após o entrevero com os escribas e fariseus, Jesus foi
procurado por sua mãe e seus irmãos, estava numa casa e eles não podiam chegar
ao Mestre por causa da multidão, alguém lhe diz que os seus familiares
desejavam falar-lhe. Mateus 12: 47 Há várias versões para essa relação de
família, mãe e irmãos, para alguns, Jesus não tinha irmãos, pois acreditam que
sua mãe continuou virgem. Porém de acordo com os Evangelhos, Jesus possuía
quatro irmãos e duas irmãs, provenientes do casamento de José e Maria, eles
eram mais novos que o Mestre. Mas quando o Mestre em sua cidade natal fez esses
mesmos prodígios, eles, os escribas e fariseus, o repelirem citando a família de
Jesus, para desacreditá-lo junto ao povo. “Não é este o filho do carpinteiro? e
não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E
não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E
escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a
não ser na sua pátria e na sua casa”. Mateus 13: 55-57
A resposta de Jesus sobre os seus familiares que o buscavam,
não foi desonrosa, mas de profundo significado para a eclesiologia. Mostrando a
real essência da relação da sua Igreja para com ele. A Igreja de Cristo,
Assembleia de pessoas convertidas a Jesus, são os membros de sua família, mãe,
irmão e irmã. Mateus 12: 48-50
O Mestre ao citar, quando foi expulso de sua cidade natal,
que “não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. Ele
frisa a descrença dos conhecidos de infância e dos familiares para com o seu
Ministério. Tiago, seu irmão, veio aceitá-lo mais tarde e o Apostolo Paulo cita-o,
quando de sua visita a Jerusalém. “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém
para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos
apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor”, diferenciando-o de Tiago filho de
Zebedeu. Gal. 1: 18-19 No ano 62, ele, nessa época, Bispo de Jerusalém, foi
morto por ordem do Sumo Sacerdote e do concílio oficial, o sinédrio. Pedro, seu
antecessor, tinha fugido de Jerusalém, mas acabou preso e condenado à morte em
Roma. (Uma breve história do cristianismo-Geoffrey Blainey-Editora
Fundamento-2012)
Vê-se que a maior oposição advém dos familiares. Quantos ao
desejarem aceitar o Mestre no coração, veem surgir de vários familiares à
imposição contra esse desejo sincero. Há por parte de alguns, fazerem alusão
aos familiares já mortos, criando superstições, dizendo que aparecerão
fantasmas para atormentar os ascendentes, avós e pais. Outros apelam para a
violência física ou psicológica. Jesus tem ciência disso, pois sofreu antes de
todos, por isso possui a autoridade para dizer a todos para segui-lo. “E assim
os inimigos do homem serão os seus familiares”. Mateus 10: 36 e continua: “E
todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou
mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e
herdará a vida eterna”. Mateus 19: 29
Nenhum comentário:
Postar um comentário