domingo, 3 de novembro de 2013

A família de Jesus

A multidão seguia Jesus por toda parte, chegava de vários lugares para ouvi-lo, ser curada das enfermidades e liberta dos demônios. Trouxe, Portanto, para o Mestre a inveja dos escribas e fariseus, o medo de perderem os privilégios obtidos dos romanos e virem à autoridade religiosa que possuíam ser inferiorizada. O temor de ele ser realmente o Messias esperado e haver uma sedição por parte da multidão, sendo destituídos da posição que ocupavam. A oposição recrudescia e os seus familiares passaram a fazer parte dela. “Porque nem mesmo seus irmãos criam nele”. João 7: 5  Eles não o acompanhavam, não aceitavam o seu Ministério, achavam estar “fora de si”. Marcos 3: 21
Após o entrevero com os escribas e fariseus, Jesus foi procurado por sua mãe e seus irmãos, estava numa casa e eles não podiam chegar ao Mestre por causa da multidão, alguém lhe diz que os seus familiares desejavam falar-lhe. Mateus 12: 47 Há várias versões para essa relação de família, mãe e irmãos, para alguns, Jesus não tinha irmãos, pois acreditam que sua mãe continuou virgem. Porém de acordo com os Evangelhos, Jesus possuía quatro irmãos e duas irmãs, provenientes do casamento de José e Maria, eles eram mais novos que o Mestre. Mas quando o Mestre em sua cidade natal fez esses mesmos prodígios, eles, os escribas e fariseus, o repelirem citando a família de Jesus, para desacreditá-lo junto ao povo. “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. Mateus 13: 55-57  
A resposta de Jesus sobre os seus familiares que o buscavam, não foi desonrosa, mas de profundo significado para a eclesiologia. Mostrando a real essência da relação da sua Igreja para com ele. A Igreja de Cristo, Assembleia de pessoas convertidas a Jesus, são os membros de sua família, mãe, irmão e irmã. Mateus 12: 48-50
O Mestre ao citar, quando foi expulso de sua cidade natal, que “não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa”. Ele frisa a descrença dos conhecidos de infância e dos familiares para com o seu Ministério. Tiago, seu irmão, veio aceitá-lo mais tarde e o Apostolo Paulo cita-o, quando de sua visita a Jerusalém. “Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor”, diferenciando-o de Tiago filho de Zebedeu. Gal. 1: 18-19 No ano 62, ele, nessa época, Bispo de Jerusalém, foi morto por ordem do Sumo Sacerdote e do concílio oficial, o sinédrio. Pedro, seu antecessor, tinha fugido de Jerusalém, mas acabou preso e condenado à morte em Roma. (Uma breve história do cristianismo-Geoffrey Blainey-Editora Fundamento-2012)
Vê-se que a maior oposição advém dos familiares. Quantos ao desejarem aceitar o Mestre no coração, veem surgir de vários familiares à imposição contra esse desejo sincero. Há por parte de alguns, fazerem alusão aos familiares já mortos, criando superstições, dizendo que aparecerão fantasmas para atormentar os ascendentes, avós e pais. Outros apelam para a violência física ou psicológica. Jesus tem ciência disso, pois sofreu antes de todos, por isso possui a autoridade para dizer a todos para segui-lo. “E assim os inimigos do homem serão os seus familiares”. Mateus 10: 36 e continua: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. Mateus 19: 29



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