domingo, 28 de abril de 2013

A adoração a Deus se faz em espírito e crendo em Jesus o homem sente-se impulsionado a fazê-lo conhecido


Continuando, a mulher samaritana pergunta a Jesus qual o lugar certo de adoração, no monte onde os samaritanos adoravam ou em Jerusalém, local onde os judeus adoravam. Jesus lhe responde que nos acontecimentos atuais, seu advento, não seria mais esses locais de adoração e sim do espírito do homem. “Mas a hora vem, e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”. João 4:23-24
A adoração nessa época era formal, não do interior do homem, mas através de ritos, cerimonias e manifestações exteriores. Jesus lhe mostra outra face de adoração, em espírito e sinceridade (verdade). A alma humana é constituída de duas essências a biológica e a espiritual. A biológica é aquela que se refere ao mundo terreno, o ódio, a ira, a tristeza, o amor, a saudade, a alegria, a esperança etc. Enquanto a espiritual é o contato com o ser supremo, Deus. É a claraboia, o teto solar da alma. Essa adoração é a que satisfaz o Senhor.  “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51:17
A mulher não conhecendo quem lhe falava, mesmo já sentindo que ele não era uma pessoa comum, diz-lhe que o Messias, tão esperado, vindo lhe ensinaria todas as coisas. O Messias que eles esperavam, era aquele que vindo os tiraria do julgo romano, um rei guerreiro, a semelhança de Moisés, por isso Jesus e seus discípulos sofreram perseguições e mortes que veremos mais a frente.
Jesus se dá a conhecer. “A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”. João 4:25-26 Jesus o Messias, o Cristo, ele veio para salvar o mundo de seus pecados e não para livrá-los do julgo dos romanos. Ele é o Rei dos reis, Deus dos deuses.
Com a chegada dos discípulos, a mulher vai a cidade contar as novas. “E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?”. Vs. 27-29 Quando o homem toma conhecimento do Mestre, crê nele, sente-se impulsionado a fazê-lo conhecido. Os discípulos oferecem-lhe comida, mas o Mestre vendo a urgência do momento recusa o alimento. “Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis... Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem”. Vs.34-36
Os discípulos são enviados para evangelizar, principalmente aos gentios, pois estava falando em relação aos samaritanos. Com o testemunho da mulher samaritana,  muitos se converteram. “E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo”. Vs. 39-42
“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. I Cor. 1:21-25

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Cristo Jesus a água da vida quem crer nele nunca terá sede


O Mestre ao pedir água à mulher samaritana, ela se surpreende, pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos, muito menos com uma mulher, eram considerados imundos. “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)”. João 4:9 Jesus lhe responde, se ela conhecesse o dom de Deus, lhe pediria a água da vida, a salvação eterna. Mas o coração humano só vê o mundo que lhe rodeia, assim como o fariseu Nicodemos, pensou na vida terrena, porém Cristo falava das coisas espirituais. “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”. Vs. 10-11 e 13-14
A água é o mineral mais importante da vida, sem ela não há vida. Sem a posse de Cristo no coração pelo ato de crer nele não há salvação eterna. “E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Atos 16:31 “Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.  Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”. Ap. 7:17
O Mestre, por ser Deus Homem é onisciente, conhece o coração humano e sabe se ele é sincero, mas sempre o coloca a prova. Assim Jesus diz a mulher para ir buscar o seu marido, ela, porém, diz-lhe que não tem marido, vivia maritalmente. Acreditamos que há nessa passagem uma velada crítica de Jesus a sua forma de viver maritalmente.  “Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade”. João 4:16-18
A mulher começa a ver em Jesus algo mais e seu coração torna-se receptivo a mensagem. Ela vê o Mestre como profeta. “Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta”. Vs.19 E deseja saber em qual local deveria adorar o Senhor, no monte em que os samaritanos adoravam, esse monte, para os estudiosos, é o Monte Gerisim onde foi construído um templo pelos samaritanos, pois lhes era proibido adorar em Jerusalém, ou em Jerusalém. “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”. Vs.20
Jesus mostra a mulher que a adoração sincera não seria mais naqueles locais e diz-lhe que eles, os samaritanos, estavam errados, pois a salvação adviria dos judeus. Porquanto o Messias seria da casa de Davi. “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus”. Vs.21-22
“E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.  E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente... E MOSTROU-ME o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome”. Ap. 21:10-11 e 22:1-4

domingo, 21 de abril de 2013

Todos os homens e as mulheres são iguais para Jesus


 Jesus ao sentir que haveria contendas entre os fariseus, pois eles eram ortodoxos, um tipo de polícia religiosa e cuidavam de não permitir aos judeus, afastarem-se das leis, preferiu ir para Galileia. “E QUANDO o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João (Ainda que Jesus mesmo não batizasse, mas os seus discípulos), Deixou a Judeia  e foi outra vez para a Galileia”. João 4:1-3
No caminho sentiu uma compulsão para seguir por Samaria, não sendo esse o trajeto comum aos judeus. Tendo o Mestre a forma humana, era Deus Homem, sentiu-se cansado, com sede e com fome, sentou-se a beira de um poço, esse era o que Jacó havia feito para José em Sicar, provavelmente na província de Siquém.  Era a hora sexta, para os judeus doze horas, no calendário romano seis horas ou dezoito horas. Aproximou-se uma mulher samaritana, Jesus lhe pede água.  “Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber”. Vs.7  A mulher admirou-se muitíssimo. Primeiro por ser Jesus Rabi, estes não falavam com mulheres e segundo por ser judeu, estes odiavam os samaritanos e não lhes dirigiam a palavra. “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos).” Vs. 9
Aqui encontramos dois grandes ensinamentos. O primeiro: O Filho do Homem. A caraterística humana de Jesus, sentindo os mesmos sintomas que todos os homens sentem, cansaço, sede e fome. Para reconciliar a todos com Deus necessitava sentir o mesmo sofrimento, a tentação, a perseguição e a morte. “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido...Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores”. Isaias 53:3-4 e 12
Segundo: Perante Jesus todos são iguais homens, mulheres, judeus, gentios e pecadores, para ele não havia imundos, nem puros, são criaturas de Deus e ele veio para salvá-los a todos. Quem faz a acepção de pessoas são os homens. Deus já no início ordenava para que não houvesse distinção de pessoas. “Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa”. Dt. 10:17
Observamos que o Mestre quando foi interpelado por Nicodemos, deu-lhe uma resposta direta. Aqui junto a mulher samaritana lhe dirige a palavra quebrando a tradição de afastamento racial, fazendo-a igual, assim despertou-lhe a curiosidade e pode não só traze-lhe uma mensagem de vida, como a fez receptiva a sua mensagem posterior.  Que iremos ver no próximo estudo.  

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um novo homem


Na sequência inicial do ministério de Jesus. Após a transformação da água em vinho, a expulsão dos que comercializavam animais para o sacrifício e os cambistas. O Mestre recebe a visita de um influente fariseu, Nicodemos, durante a noite, provavelmente para não comprometê-lo junto aos judeus. Procurou, usando palavras simpáticas a Jesus, conhecer realmente se o Mestre era o Messias. Jesus conhecendo o coração humano diz-lhe que era necessário nascer de novo. “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. João 3:3  Nicodemos não compreendendo a citação, inquiriu do Mestre, como poderia acontecer o novo nascimento. “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. Vs. 4-6
Nicodemos era um homem sábio, conhecedor profundo das leis mosaicas, doutor das leis e exigente no cumprimento delas pelo povo. Jesus o chama de mestre. “Tu és mestre de Israel”. Vs. 10  Por isso Jesus lhe diz que era necessário nascer de novo. A lei apenas mostrava o pecado e por um ato exterior o pecador oferecia o sacrifício da expiação, não havia uma mudança no interior da pessoa e por si própria não conseguiria realmente mudar sua alma.  Somente crendo em Jesus, porque quem nasce da carne é terreno, mas quem nasce do Espírito e espiritual. Ao dizer a Nicodemos “nascer da água e do Espírito”, estava lhe falando em arrependimento genuíno do pecador, “nascer da água”, porém Nicodemos não sentia-se culpado de nada, era cioso da lei, portanto, para ele, o arrependimento não era necessário. Muitos pensam dessa forma. Será que é dever de todos arrepender-se? Sem dúvida! Por causa do pecado inicial do primeiro homem. “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” I João 1:8-10 Também Davi sentiu a sua impossibilidade de justificar-se diante de Deus e lhe pede para livrá-lo do seu pecado. “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve”. . Salmos 51:5-7 Deus ao apossar-se do pecador, ele nasce pelo Espírito, “nascer do Espírito”. Assim o homem compreende sua situação diante do Pai, passando a viver uma nova vida, pois passou pelo novo nascimento.  
Nicodemos desejando saber se o Mestre era mesmo o Messias, teve diante de si a oportunidade de nascer de novo, não sabemos se aceitou o Salvador. Os homens que se sentem influentes, doutos, não aceitam os ensinos de Deus, quando sentem-se simpáticos a esses ensinamentos, escondem-se para não serem vistos. “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” Mateus 11:25 Jesus continuando disse a Nicodemos. “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”. João 3:17-19
João Batista testifica sobre Jesus mostrando que era o Messias enviado por Deus. “É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos. E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro. Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.  O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. Vs. 32-36

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A missão de Jesus na terra revelar sua divindade, seu poder emanado do Pai, seu sacrifício na cruz, ressurreição e doação do Espírito Santo


A missão de Jesus na terra era revelar o seu caráter divino. O seu poder dado por Deus, o Pai. Fazer a reconciliação do homem com Deus, expiação do pecado, no sacrifício da cruz. Doar o Espírito Santo aos homens, na ressurreição, para ser o advogado junto ao Pai eterno e consolador dos seus servos até a sua vinda aos fins dos tempos.
O caráter divino de Jesus é que ele é o verbo, o logos, a palavra. O verbo é eterno, ele é Deus e estava no princípio com Deus.  “NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. João 1:1 Ao vir ao mundo revelou o Pai, pois estava junto dele. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”. João 1:18 Ele também era a luz dos homens, mas as trevas, o coração dos homens, não a reconheceram. “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. João 1:4-5  Certo sábio disse que as trevas é a inexistência de luz, havendo luz não há trevas. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1:14
O poder de Jesus foi manifestado em vários feitos, milagres e na condição dada aos homens de serem, aos que crerem nele, filhos de Deus. “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. João 1:10-13 O seu primeiro milagre foi a transformação da água em vinho, nos parece que o sinal do bom vinho seja o sangue de Cristo derramado por todos os homens, o primeiro vinho a antiga aliança. “Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele“. João ‘2:11
Jesus reconcilia os homens com Deus através do seu sacrifício na cruz. Ele era o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1:29 Essa reconciliação com o Senhor foi feita pelo amor imenso de Deus aos homens, pois deu seu único filho para morrer pelos pecados deles. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16 Ao expulsar os cambiadores do templo, vendiam bois, ovelhas e pombos, os judeus lhe pediram um sinal que mostrasse a autoridade para fazer aquilo. Jesus lhes diz por metáfora que se derrubassem o templo ele o levantaria em três dias. Fazia uma alusão a sua morte e ressurreição. “Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito”. João 2:18-22
A doação por Jesus do consolador, o Espírito Santo. “Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós” João 14:15-20

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O nascimento do Messias, sua infância, batismo e tentação no deserto


O advento do Messias, já anunciado em todo Velho Testamento, é chegado o grande momento para sua vinda ao mundo. Não foi anunciado por trombetas ou alarido do povo, mas num encontro supremo do Anjo de Deus, Gabriel, e uma piedosa jovem judia, em que Deus escolheu para ser a mãe de seu Filho. “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia  chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres”. Lucas 1:26-28 E Maria após conceber entoou um cântico. “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome. E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem...” Lucas 1:46-50
O Imperador Romano, Cesar Augusto, editou um decreto em que todo o povo daquelas comarcas, sob sua direção, deveria alistar-se, censo, acredita-se  que era para pagar impostos. José, esposo de Maria, juntamente com ela foi a Belém, cidade de Davi, pois eram da família de Davi. “E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galileia  da cidade de Nazaré, à Judeia  à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi). A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida”. Lucas 2:4-5 Por motivo do grande número de pessoas, não havia lugar nas hospedarias, ficaram alojados em uma estrebaria. Cumpriram-se os dias de gravides e Maria teve o seu filho. Nascia ali numa estrebaria o Filho de Deus, o Messias que livraria os homens de seus pecados, levando-os ao Pai. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 8:6
A infância de Jesus foi igual à de todos os meninos de sua idade. “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa”. Lucas 2:40-42 Quando seus pais regressaram, ele não os acompanhou, ficou interrogando e  ouvindo os doutores. Seus pais quando o acharam, disseram-lhe que haviam procurado em toda parte, mas não o encontraram e porque não havia ido com eles. “E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”. Lucas2:49
Notamos que Cristo era o Filho do Homem e o Filho de Deus, possuía duas naturezas a carnal e a divina. A carnal para como homem levar o fardo do pecado, sem pecado, em sacrifício vivo a Deus, a divina para por si mesmo purificar todos os homens de seus pecados. “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”. I Pedro 3:18
João Batista, o último profeta, pregava o arrependimento e batizava todos que a ele vinha. “Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas”. Lucas 3:2-4 Jesus foi batizado, não porque tinha pecado, mas para cumprir os mandamentos. Após o batizo em águas, o Espírito Santo desceu dos céus em forma de uma pomba, a confirmação de Deus ao seu Filho. “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu; E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo”. Lucas 3:21-22
Assim como ao primeiro homem foi por satanás tentado, caindo na armadilha, Jesus também foi, mas o venceu. “E JESUS, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto; E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome”. Lucas 4:1-2  As grandes ciladas do inimigo, na alimentação, na riqueza e no falso poder.
 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” Efésios 6:11-18

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Preparação do mundo por Deus para a vinda do Messias


Na publicação passada falamos de Cristo enigma para uns e verdade para outros, Cristo, o Messias prometido e Filho de Deus. Iremos a partir de agora falarmos do ministério de Cristo. Ministério temporal. A preparação do mundo para sua vinda, nascimento, batizo, tentação, evangelização, traição, prisão, tortura, crucificação, morte, ressuscitação, assunção aos céus. Ministério celestial pentecoste e evangelização de seus discípulos até os dias de hoje.
A preparação do mundo para sua vinda começou no jardim do éden “Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Gen. 3:14-15 Referia-se a Jesus e a satanás. Depois ao cordeiro que resgatou Isaque. “Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho”. Gen.22:7-8 Os sacrifícios da lei era uma visão do sacrifício de Cristo e ele mesmo diz que veio cumprir a lei. “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”. Mateus 5:17-18 Todo o Velho Testamento revela a essência de Cristo e seu cumprimento na Cruz do Calvário. “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel... Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz... Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores”. Isaias 7:14 9:6 53:11-12
No Velho Testamento se faz a promessa do Messias e na história a preparação é logística, Alexandre, o grande, Imperador helênico, com a expansão de seu império levou a língua grega a todos os povos conquistados. Permitiu a difusão do grego entre os povos, obrigando os judeus a traduzir a Bíblia em grego, a septuaginta, facilitando a leitura por todos os homens judeus e gentios. Isso trouxe facilidade para a pregação do Messias. Os helênicos eram sábios, introduziram vários ensinamentos práticos como a ordem e suas leis, mas eram lascivos.
O Império Romano apresentou outra visão, eram escravocratas, todos os povos derrotados por eles eram escravizados. Chegaram épocas que os escravos eram maioria e o povo romano vivia as custa do estado, os ricos tinham tudo, os pobres desejavam os jogos que os escravos participavam em lutas, os gladiadores, as suas vidas estavam em jogo. Os romanos eram cruéis. O povo estava sedento de outra situação de vida e Jesus preencheu essa necessidade.
O mundo estava preparado para a vinda do Mestre. Deus havia aplainado a terra para a vinda do Salvador do mundo. “Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aplainai, aplainai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai a bandeira aos povos. Eis que o SENHOR fez ouvir até às extremidades da terra: Dizei à filha de Sião: Eis que vem a tua salvação; eis que com ele vem o seu galardão, e a sua obra diante dele. E chamar-lhes-ão: Povo santo, remidos do SENHOR; e tu serás chamada: Procurada, a cidade não desamparada”. Isaias 62:10-12
Na próxima publicação iremos falar do nascimento do Mestre até a sua tentação no deserto.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cristo Jesus enigma para uns, verdade para outros


Cristo Jesus para uns é um enigma, para outros uma grande verdade. Quando Jesus desejou saber o que os homens pensavam dele, inquiriu os seus servos a respeito. “Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns João, o Batista; outros Elias; e outros Jeremias, ou um dos profetas”. Mt.16:13-14
E perguntou aos seus discípulos: “-Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Mt.16:15-16 Interessante notarmos que Jesus diz a ele que essa citação não saiu dele mesmo, mas Deus, o pai, o revelou. “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. Mt.16:17
Temos nessa frase a revelação de Jesus.
Ele era o Cristo, Messias, aquele que libertaria os homens de seus pecados, a semelhança de Moisés na libertação do povo da escravidão do Egito. Essa libertação seria realizada através de seu sacrifício na cruz, pelo seu sangue derramado, tipificando o cordeiro no resgate de Isaque e nos sacrifícios Sacerdotal da  lei. “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Is.53:5 Sem derramamento de sangue, não há remissão do pecado.
O Filho do Deus vivo. Como filho era Deus, a segunda pessoa da trindade. Estava com Deus na criação dos céus e da terra. “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”. Gen.1:26 Nesse ato da criação, o mais importante, Deus usa a segunda pessoa do plural “façamos”, isso caracteriza a presença de outras pessoas, Cristo e o Espírito Santo, um mistério que somente nos últimos tempos iremos descobrir em sua inteireza, mas a Bíblia nos mostra a divindade de Jesus como Deus. “NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. João 1:1-4  O verbo, a palavra, o logos  apresentado por João nos dá realmente a essência divina completa do Messias. O Apóstolo Paulo faz referência a divindade de Cristo. “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. Col.1:13-17
Constituindo-se, portanto na pedra angular da Igreja, o Mestre divino. Quando da citação do Apóstolo Pedro sobre a divindade de Cristo, Jesus lhe diz que sobre essas palavras “O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO” sua Igreja seria fundada. “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt.16:18 O Apóstolo Paulo corrobora com as palavras de Jesus a Pedro. “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus”. Col.1:18-20
Na próxima publicação falaremos sobre a escolha de seus discípulos
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