Continuando, a mulher samaritana pergunta a Jesus qual o lugar
certo de adoração, no monte onde os samaritanos adoravam ou em Jerusalém, local
onde os judeus adoravam. Jesus lhe responde que nos acontecimentos atuais, seu
advento, não seria mais esses locais de adoração e sim do espírito do homem. “Mas
a hora vem, e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em
espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é
Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.
João 4:23-24
A adoração nessa época era formal, não do interior do homem,
mas através de ritos, cerimonias e manifestações exteriores. Jesus lhe mostra
outra face de adoração, em espírito e sinceridade (verdade). A alma humana é
constituída de duas essências a biológica e a espiritual. A biológica é aquela
que se refere ao mundo terreno, o ódio, a ira, a tristeza, o amor, a saudade, a
alegria, a esperança etc. Enquanto a espiritual é o contato com o ser supremo,
Deus. É a claraboia, o teto solar da alma. Essa adoração é a que satisfaz o
Senhor. “Os sacrifícios para Deus são o
espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó
Deus”. Salmos 51:17
A mulher não conhecendo quem lhe falava, mesmo já sentindo
que ele não era uma pessoa comum, diz-lhe que o Messias, tão esperado, vindo
lhe ensinaria todas as coisas. O Messias que eles esperavam, era aquele que
vindo os tiraria do julgo romano, um rei guerreiro, a semelhança de Moisés, por
isso Jesus e seus discípulos sofreram perseguições e mortes que veremos mais a
frente.
Jesus se dá a conhecer. “A mulher disse-lhe: Eu sei que o
Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus
disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo”. João 4:25-26 Jesus o Messias, o
Cristo, ele veio para salvar o mundo de seus pecados e não para livrá-los do
julgo dos romanos. Ele é o Rei dos reis, Deus dos deuses.
Com a chegada dos discípulos, a mulher vai a cidade contar
as novas. “E nisto vieram os seus discípulos, e maravilharam-se de que
estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou:
Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e
disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho
feito. Porventura não é este o Cristo?”. Vs. 27-29 Quando o homem toma
conhecimento do Mestre, crê nele, sente-se impulsionado a fazê-lo conhecido. Os
discípulos oferecem-lhe comida, mas o Mestre vendo a urgência do momento recusa
o alimento. “Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não
conheceis... Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me
enviou, e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que
venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras,
que já estão brancas para a ceifa. E o que ceifa recebe galardão, e ajunta
fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos
se regozijem”. Vs.34-36
Os discípulos são enviados para evangelizar, principalmente aos
gentios, pois estava falando em relação aos samaritanos. Com o testemunho da
mulher samaritana, muitos se converteram.
“E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher,
que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os
samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos
mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo
teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é
verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo”. Vs. 39-42
“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus
pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a
Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.
Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo,
poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do
que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”. I Cor.
1:21-25