domingo, 12 de maio de 2013

Ao tentar frear o ministério de Cristo, satanás usa a vaidade por um título


O Mestre fez de Cafarnaum o centro de difusão da mensagem do Reino de Deus, Cafarnaum era uma cidade que margeava o mar de Galileia, ficava ao norte do lago. Era de certa importância para os Romanos, mercadejava peixes e os distribuía, possuía um centurião e um cobrador de impostos.  Em Cafarnaum, o Mestre e seus discípulos entraram em uma sinagoga, num sábado, ele, por ser judeu, seguia rigorosamente esse hábito aos sábados, ir a sinagoga ensinar. Era comum, pessoas consideradas dignas, ensinar nas sinagogas. Jesus ensinava as escrituras com autoridade, não como os escribas que citavam outros escritores, apenas repetiam as palavras ditas por outros.  “Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava. E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”. Marcos 1:21-22  “E desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava nos sábados. E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade”. Lucas 4:31-32 Não conhecemos muito sobre a infância de Jesus, mas o pouco que dispomos, nos mostra sua busca pelo saber das escrituras e como todo judeu, principalmente unigênito, deveria ser criado pelos pais no conhecimento das leis  e depois, aos doze anos, seria arguido pelos maiorais do judaísmo. Mas seu conhecimento e ensinamentos eram com autoridade, provinha do Pai Celestial.
Inicialmente os seus ensinamentos eram para o povo judeu, mas havia ocasião que ensinava alguns gentios, principalmente mulheres e crianças.
Assim quando foi ungido pelo Espírito Santo ao iniciar o seu ministério, sendo tentado e o inimigo assaz, deixando-o por um tempo, voltaria sempre nos momentos importantes de seu ministério. “E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo”. Lucas 4:13
Na sinagoga ensinando e sendo admirado por todos,  o inimigo se faz presente. “E estava na sinagoga um homem que tinha o espírito de um demônio imundo, e exclamou em alta voz, Dizendo: Ah! que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus”. Lucas 4:33-34 Na primeira tentação, satanás, citava a Bíblia ao dizer “se tu és o Filho de Deus”. Lucas 4:1-13 Agora diz “o Santo de Deus”. Mexe com os brios do Mestre. Na tentação no deserto usou a fome, o poder e a riqueza, nesse momento a vaidade. Diante de todos na sinagoga ele cita “o Santo de Deus”.  Jesus sabendo sua intenção manda-lhe que se cale e deixe o homem usado por ele. “E Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. E o demônio, lançando-o por terra no meio do povo, saiu dele sem lhe fazer mal”. Lucas 4:35 Ao citar realmente quem era Jesus poderia atrapalhar seu ministério inicial, isso só mais tarde, com o correr do tempo e o conhecimento de Jesus pelos  homens, faria com que aceitassem  a sua natureza divina, no momento atual era muito prematuro. E satanás sabia disso, sempre que o Mestre expulsava os demônios das pessoas, eles clamavam em alta voz a natureza de Cristo. “E também de muitos saíam demônios, clamando e dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus. E ele, repreendendo-os, não os deixava falar, pois sabiam que ele era o Cristo”. Lucas 4:41

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