O julgamento não deve ser uma crítica infundada, ou
inconsequente. Ao fazê-lo, será pautado com justiça, pois julgando levianamente serás medido com o mesmo valor no qual julga. “NÃO julgueis, para que não
sejais julgados”. Mateus 7:1 “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai
segundo a reta justiça”. João 7:24
“Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida
com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no
argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma
trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em
tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Mateus 7:2-5
No livro de Lucas esse
ensinamento do Mestre aparece com um significado mais abrangente. “Sede, pois,
misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não
sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos
deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos
medirão de novo. E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o
cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas
todo o que for perfeito será como o seu mestre”. Lucas 6:36-40
O cuidado ao repartir aquilo que tens de maior valor, o
evangelho do Senhor Jesus, com pessoas não desejosas de conviver, ouvir e
participar do reino de Deus. Arrogantes, incréus, escarnecedores afastasse deles, não dando-lhes as vossas pérolas, pois não as tem como
valorosas. São como os cães e os porcos da parábola do Mestre. “Não deis aos
cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça
que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Mateus 7:6 “Estes são fontes sem água, nuvens levadas
pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se
reserva”. II Pedro 2:17
A confiança e esperança no atendimento de Deus às orações de
seus servos. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e
abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e,
ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão
o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais
vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Mateus 7:7-11
A recíproca no tratamento social. A cordialidade, a
gentileza, o sentimento afável que se deseja para si, é necessário que se faça
o mesmo a outra pessoa. “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos
façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”. Mateus 7:12
Sendo participante do reino de Deus há a necessidade de
conhecer, quão espinhoso é o caminho a seguir. Discriminações, perseguições,
prisões e mortes estarão acompanhando os servos do Mestre em sua peregrinação.
A porta é estreita e apertado o caminho que leva a vida eterna. “Entrai pela
porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à
perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e
apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Mateus
7:13-14
Sempre haverá os falsos profetas, houve nos tempos de Jesus,
nos dos Apóstolos, no correr da história do cristianismo e nos dias atuais, mas
pelos frutos se conhece quem realmente são os verdadeiros servos de Cristo. “Acautelai-vos,
porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente,
são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se
uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz
bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar
maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto
corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem
todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que
faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia:
Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos
demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade”. Mateus 7:15-23
Ao encerrar o sermão do monte, o Mestre, exorta-os a seguir
os seus ensinamentos e apresenta-lhes uma parábola dos alicerces. “Todo aquele,
pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem
prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram
rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava
edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as
cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a
areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram
aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda”. Mateus 7:24-27
Após o sermão todos ficaram maravilhados com a sabedoria e
autoridade nos seus ensinos, diferente dos escribas que repetiam mecanicamente
as leis. “E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se
admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não
como os escribas”. Mateus 7:28-29
Nenhum comentário:
Postar um comentário