Em cada milagre, em cada pronunciamento, em cada ato feito
por Jesus há uma mensagem para aquela época e para os dias de hoje. Nada foi
realizado sem um propósito real de divulgar o Poder de Jesus, sua missão
messiânica, sua característica divina e humana, seu contato com Deus, o Pai.
Isso fazia com que os fariseus se enfurecessem primeiro por mostrar sua
divindade, o contato com Deus, para os fariseus ele blasfemava e era sujeito à
morte, segundo, para eles, Jesus não cumpria a lei sabática curando,
alimentando-se e esfregando as mãos para soltar os grãos das espigas. “E
ACONTECEU que, no sábado segundo-primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos
iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam”. Lucas 6:1 “E aconteceu também noutro sábado, que entrou
na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita
mirrada. E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para
acharem de que o acusar”. Lucas 6:6-7 O coração dos fariseus não estava no
benefício que Jesus realizava, mas na letra fria da lei que eles interpretavam
de acordo com suas visões. O Mestre diz a eles a verdadeira interpretação da
lei, ela veio para o benefício dos homens e não para o mal, escravizando o povo
ao cumprimento de algo que lhe traria malefícios, sendo que eles não a
cumpriam. “E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é
lícito fazer nos sábados? E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que
fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de
Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam
com ele, os quais não são lícitos comer senão só aos sacerdotes?”. Lucas 6:2-4
Ver também I Samuel 21:1-6 Mostra que
eles, os sacerdotes, alimentavam-se nos sábados. “Ou não tendes lido na lei
que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?”
Mateus 12:5
A lei foi dada por Deus para o ordenamento do povo junto a
um mundo idólatra, pois o povo era escolhido pelo Senhor, para fazê-lo
conhecido entre as Nações de todo o mundo, havia a necessidade de ser um povo
separado, cumpridor de seus deveres, como cidadão de uma Nação Santa. Isso não
o fazia escravo da lei. Se houvesse fome, poderia saciá-la, se estivesse doente,
poderia ser curado e não como pensavam os fariseus. A lei deveria ser vista
como um cumprimento espiritual, um louvor a Deus e não uma forma de
exteriorizar um sentimento que não havia. “Mas, se vós soubésseis o que
significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os
inocentes”. Mateus 12:7
O Mestre apresenta a sua característica divina. “E
disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do
sábado. Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor”. Marcos 2:27-28 Os
fariseus viam o poder de Jesus em curar os enfermos, mas o coração estava
fechado para essa evidência, eles desejavam um homem com poder de livrá-los do
jugo Romano. Jesus não apresentava essa característica de um homem de guerra,
porém de um homem compassivo, amante dos sofredores, procurando fazer uma
relação do homem pecador com Deus, livrando-lhe das garras do pecado e do
sofrimento. “E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal?
salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. E, olhando para eles em redor com
indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a
tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra”.
Marcos 3:4-5
Os fariseus foram procurar os herodianos, um partido político
representante dos romanos e era odiado pelos judeus, foram em busca do inimigo,
para fazer conselho em como matar o Mestre que só fazia o bem. “E, tendo saído
os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver
como o matariam”. Marcos 3:6
Quando não há por parte de quem se opõe argumentos para
contestar o oponente, procuram calá-lo pela violência ou pela morte. Nos dias
de hoje há muitos que fecham o coração para as mensagens do Mestre, mesmo vendo
as maravilhas operantes na vida de muitos, mas se fazem como os fariseus.
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há
ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e
juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. Por
isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela
lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça
de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus
pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há
diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo
justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo
Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para
demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência
de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele
seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Rom. 3:10-12 e 20-26
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