João o batista,
encontrava-se preso por ter denunciado Herodes, o Tetrarca, de pecado,
porquanto desposou sua cunhada, esposa de Filipe, seu irmão. “Porque Herodes
tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de
Herodias, mulher de seu irmão Filipe; Porque João lhe dissera: Não te é lícito
possuí-la. E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta“.
Mateus 14:3-5
E João no cativeiro ao saber dos feitos de Jesus, desejou
ouvir mais a respeito do próprio Mestre, se ele realmente era o Messias
prometido. O cárcere, o sofrimento havia-o abatido e por esse motivo, desejava
conhecer, se as suas profecias estavam sendo cumpridas, sabendo-as, iria
revigorar o seu ânimo para enfrentar a morte que adviria brevemente. “E João,
ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos,
A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? E Jesus,
respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os
cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os
mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E
bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim”. Mateus 11:2-6 Jesus
não responde sim ou não, mas insta os discípulos de João a presenciar os seus
feitos, para então levar as novas a quem os enviou. Os milagres evidenciam a
divindade de Jesus e a proclamação do evangelho a missão messiânica. E confortou
o coração de João com a bem-aventurança daqueles que não se escandalizavam dele
e do seu ministério. Uma forma de dizer que a missão do profeta estava
cumprida.
Com o retorno dos discípulos de João, o Mestre dirige-se aos
que o seguia, testemunhando sobre ele. “Que fostes ver no deserto? uma cana
agitada pelo vento?” Mateus. 11:7b Faz
analogia sobre a pessoa de João. O que foram ver? Um homem fraco, vergando-se
ante qualquer doutrina ou aos poderosos?
Não! Eles viram um homem de coragem que não se curvava antes os poderosos
ou a outra doutrina, pois dizia aos fariseus e saduceus. “E, vendo ele muitos
dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de
víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos
de arrependimento”. Mateus 3:7-8 E ao rei
Herodes. “Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la“. Mateus 14:4 João
era homem de coragem, fiel a doutrina do advento do Messias e do Reino de Deus.
O Mestre pergunta-lhes outra vez: “Sim, que fostes ver? um
homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis”.
Mateus 11:8 João era homem simples, trajava-se com pele de camelos e cinto de
couro, alimentava-se de mel silvestre e gafanhotos, não como os maiorais do
povo que se vestiam de ricas vestes e circulavam pelo hall do palácio real. “E
este João tinha as suas vestes de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno
de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre”. Mateus 3:4
João o Batista era homem simples, renunciou sua condição de sacerdote para ser
profeta, condição esta para ele de maior honra. “Existiu, no tempo de Herodes,
rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher
era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel... E aconteceu que, ao oitavo
dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai.
E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João”. Lucas 1:5; 59-60
Na ultima pergunta o Mestre responde afirmativamente. “Mas,
então que fostes ver? um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que
profeta; Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o
meu anjo, Que preparará diante de ti o teu caminho”. Mateus 11:9-10 Sim! Ele era profeta de Deus, obediente às
ordens do Senhor e fez o que lhe era devido. “Voz do que clama no deserto:
Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas”. Isaías 40:3 “E,
NAQUELES dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E
dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Mateus 3:1-2
Ao testemunhar de João Batista, o Mestre faz uma alusão à
natureza humana de João, dizendo que nenhuma criatura nascida de mulher era
maior do que ele. Pode-se inferir dessa afirmação que Jesus enfatiza a
diferença de naturezas. A dele, divina e a de João, humana. E aqueles que
crerem nele na nova dispensação, são maiores de que João. “Em verdade vos digo
que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João
o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele”.
Mateus 11:11
Quando o homem num ato de coragem aceita Cristo no coração,
ele passa a fazer parte do Reino de Deus, sente a responsabilidade de anunciar
as novas do Evangelho, esforça no serviço do reino e em oração humilde
revigora-se na tarefa ante os perigos inerentes da obra. Luta contra a indiferença,
incredulidade e violência, esta contra si próprio, ocorrendo quiçá à morte.
Portanto os requisitos dos servos do Reino dos Céus são: A coragem, o poder, a
humildade, a renúncia e abnegação. “E, desde os dias de João o Batista até
agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”. Mateus 11:12 e “A lei e os profetas duraram
até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força
para entrar nele”. Lucas 16:16
Em João encerra toda a profecia, pois Cristo é o cumprimento
dela. Jesus é o Messias anunciado pelos profetas, os sacrifícios da lei não
existem mais, pois ele é o cordeiro pascal, vindo para expiar os pecados dos
homens, judeus e gentios, toda a humanidade. Os fariseus e saduceus com os seus
privilégios não viram essa magnificência, estavam como os meninos na praça que
não participavam das brincadeiras deles, mas indiferentes não aceitavam o viver
acético de João o Batista, dizendo-lhe “tem demônio” e o mesmo de Jesus em sua
liberalidade, diziam: “que era comilão e beberrão, amigos dos pecadores”. “Mas, a quem assemelharei esta geração? É
semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus
companheiros, E dizem: Tocamos-vos flauta, e não dançastes; cantamos-vos
lamentações, e não chorastes. Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e
dizem: Tem demônio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí
um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria
é justificada por seus filhos”. Mateus 11:16-19 Publicanos eram judeus que
serviam aos romanos como cobradores de impostos e eram odiados por eles. Mas a
sabedoria é justificada pelas suas obras.
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a
angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos
reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais
do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a
morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o
presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra
criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso
Senhor”. Rom. 8: 35-38
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