Mateus 14: 22-33; Marcos 6: 45-52; João 6: 14-21
A multidão participou do grande milagre realizado por Jesus,
a multiplicação dos pães e dos peixinhos, vira nessa ocorrência o Messias
prometido, no pensamento deles, aquele que os libertaria do jugo dos Romanos, um
rei guerreiro, deseja-lhe fazer rei. O Mestre sentindo o que fariam, ordenou
aos seus discípulos embarcarem no barco e seguirem ao destino já planejado, ele
afastou-se para um lugar sossegado, para orar e refazer-se em meditação, ali
ficou até a quarta vigília da noite, aproximadamente duas e meia a três horas
da manhã. Ao vir seus discípulos remando, lutando contra o vento e as ondas,
haviam remado vinte e cinco a trinta estádios, equivalente a cinco ou seis
quilometro, foi em direção a eles andando sobre as águas, ignorou o vento e as
ondas, eles ao vê-lo, ficaram temerosos, Jesus identifica-se “Eu sou” (no gr.”Ego
eimi” equivale na LXX Ex. 3: 14 Comentário
No rodapé da Bíblia Nova Vida Edição 1980) e Pedro lhe pede para ir ao seu
encontro, ele o permiti, mas Pedro ao olhar o vento e o mar, teme, naufragando.
A missão terrena de Jesus foi implantar o Reino de Deus na
terra, não um reino temporal, mas espiritual, eterno. Ao desejarem fazer-lhe
rei, o afastaria inteiramente de sua missão messiânica e essa é a segunda
oportunidade que se lhe apresenta de tira-lo da obra prometida. Quando ao
iniciar seu Ministério, após o jejuo de quarenta dias e quarenta noites,
satanás o tenta, leva-o ao pináculo do templo, mostra-lhe toda a glória dos
reinos e diz-lhe que se o adorasse seria dono de tudo. Lucas 4: 5-7 Naquele
momento ele o expulsa de sua presença. Agora Jesus afasta-se e procura a
presença de Deus, o Pai. Nisso se vê a natureza humana de Cristo, é tentado por
satanás, ele o expulsa, repudiando a tentação, depois de estar com o Pai em
jejuo e oração. Agora procura força no Pai para vencê-la. Somente Deus dá força
para vencer a tentações e os obstáculos. Após recuperar-se, volta-se e vê seus
discípulos em dificuldades no meio do mar, vai ao seu encontro andando sobre as
ondas. Nesse episódio vê-se a natureza divina do Mestre, não mais a humana, o
seu poder sobre as forças da criação, o vento e o mar. Ao apresentar-se aos
seus discípulos ele cita as mesmas palavras de Deus a Moisés, Eu sou “Ego
eimi”gr. O grande contraste ocorre no pedido de Pedro para ir ao seu encontro
sobre as águas e ele o deixa, mas Pedro ao caminhar, olhou para o vento e a
condição do mar, foi a pique. Pedro natureza humana, medo, Jesus natureza
divina, poder. Pedro tirou o olhar em Jesus, olhou para as adversidades, fez
como o naufrago, ao invés de olhar para a boia de salvação, olha para as ondas
perdendo a boia. “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo
gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se
à destra do trono de Deus”. Hb. 12: 2
Jesus ao apresentar-se aos seus discípulos deu-lhes o verdadeiro
significado de sua natureza, a natureza divina. Ele, Jesus, é Deus. “Eu e o Pai
somos um.” João 10: 30 Disse-lhes que sem ele nada poderiam fazer. “Eu sou a
videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque
sem mim nada podeis fazer”. João 15: 5 E, Pedro sentiu que sem Jesus não
poderia vencer, ao tirar o foco em Jesus foi ao fundo, ao clamar por salvação,
o Mestre estende a sua mão, o salva e diz-lhe: “Homem de pouca fé, por que
duvidaste?” Mateus 14: 31 Por que o temor, o medo, a angústia, a ansiedade, a
dúvida e o pânico? Se Jesus está ao lado
do que crê e acaso vieres a sofrer o mesmo que ocorreu com Pedro, lembre-se de
Jesus e ele estenderá sua mão para socorrê-lo.
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