quinta-feira, 8 de maio de 2014

Jesus, Rei eterno – Por que o temor, a angústia, a ansiedade, o medo, a dúvida e o pânico?

Mateus 14: 22-33; Marcos 6: 45-52; João 6: 14-21
A multidão participou do grande milagre realizado por Jesus, a multiplicação dos pães e dos peixinhos, vira nessa ocorrência o Messias prometido, no pensamento deles, aquele que os libertaria do jugo dos Romanos, um rei guerreiro, deseja-lhe fazer rei. O Mestre sentindo o que fariam, ordenou aos seus discípulos embarcarem no barco e seguirem ao destino já planejado, ele afastou-se para um lugar sossegado, para orar e refazer-se em meditação, ali ficou até a quarta vigília da noite, aproximadamente duas e meia a três horas da manhã. Ao vir seus discípulos remando, lutando contra o vento e as ondas, haviam remado vinte e cinco a trinta estádios, equivalente a cinco ou seis quilometro, foi em direção a eles andando sobre as águas, ignorou o vento e as ondas, eles ao vê-lo, ficaram temerosos, Jesus identifica-se “Eu sou” (no gr.”Ego eimi” equivale na LXX Ex. 3: 14  Comentário No rodapé da Bíblia Nova Vida Edição 1980) e Pedro lhe pede para ir ao seu encontro, ele o permiti, mas Pedro ao olhar o vento e o mar, teme, naufragando.

A missão terrena de Jesus foi implantar o Reino de Deus na terra, não um reino temporal, mas espiritual, eterno. Ao desejarem fazer-lhe rei, o afastaria inteiramente de sua missão messiânica e essa é a segunda oportunidade que se lhe apresenta de tira-lo da obra prometida. Quando ao iniciar seu Ministério, após o jejuo de quarenta dias e quarenta noites, satanás o tenta, leva-o ao pináculo do templo, mostra-lhe toda a glória dos reinos e diz-lhe que se o adorasse seria dono de tudo. Lucas 4: 5-7 Naquele momento ele o expulsa de sua presença. Agora Jesus afasta-se e procura a presença de Deus, o Pai. Nisso se vê a natureza humana de Cristo, é tentado por satanás, ele o expulsa, repudiando a tentação, depois de estar com o Pai em jejuo e oração. Agora procura força no Pai para vencê-la. Somente Deus dá força para vencer a tentações e os obstáculos. Após recuperar-se, volta-se e vê seus discípulos em dificuldades no meio do mar, vai ao seu encontro andando sobre as ondas. Nesse episódio vê-se a natureza divina do Mestre, não mais a humana, o seu poder sobre as forças da criação, o vento e o mar. Ao apresentar-se aos seus discípulos ele cita as mesmas palavras de Deus a Moisés, Eu sou “Ego eimi”gr. O grande contraste ocorre no pedido de Pedro para ir ao seu encontro sobre as águas e ele o deixa, mas Pedro ao caminhar, olhou para o vento e a condição do mar, foi a pique. Pedro natureza humana, medo, Jesus natureza divina, poder. Pedro tirou o olhar em Jesus, olhou para as adversidades, fez como o naufrago, ao invés de olhar para a boia de salvação, olha para as ondas perdendo a boia. “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”. Hb. 12: 2  Jesus ao apresentar-se aos seus discípulos deu-lhes o verdadeiro significado de sua natureza, a natureza divina. Ele, Jesus, é Deus. “Eu e o Pai somos um.” João 10: 30 Disse-lhes que sem ele nada poderiam fazer. “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. João 15: 5 E, Pedro sentiu que sem Jesus não poderia vencer, ao tirar o foco em Jesus foi ao fundo, ao clamar por salvação, o Mestre estende a sua mão, o salva e diz-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Mateus 14: 31 Por que o temor, o medo, a angústia, a ansiedade, a dúvida e o pânico?  Se Jesus está ao lado do que crê e acaso vieres a sofrer o mesmo que ocorreu com Pedro, lembre-se de Jesus e ele estenderá sua mão para socorrê-lo. 

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