domingo, 25 de maio de 2014

Jesus o pão da vida – A busca pelo bem-estar material, a cura, o livramento dos sofrimentos e a prosperidade

Mateus 14: 34-36; Marcos 6: 52-56; João 6: 22-71
“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida”. João 6: 63
Jesus, após estender a mão e salvar Pedro do afogamento, entra, ele e Pedro no barco, seguem em direção a Genesaré. Ali chegando os moradores do local e circunvizinhos acorrem à busca de cura e livramento de seus sofrimentos. O Mestre dispensa atenção a todos e alguns só ao tocar em suas vestes são curados. Porém outros ali chegam e perguntam-lhe quando havia chegado. “Rabi, quando chegaste aqui?” João 6: 25 Porque viram somente os discípulos entrarem no barco, sem o Mestre e encontram-no nesse local, Jesus conhecendo o coração deles e o intuito da pergunta, responde-lhes: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou”. João 6: 26-27  Há na maioria das pessoas pensar só no bem-estar material, a cura das enfermidades do corpo, o livramento dos sofrimentos da alma, a prosperidade material, um bom emprego, um belo carro, casa própria, esquecem o lado espiritual. Os judeus procuravam o Senhor para que ele os livrasse dos males e dos infortúnios da vida, da fome e esperavam serem libertos do cativeiro romano, possuíam apenas uma visão dos problemas que os cercavam no mundo em que viviam. Jesus desde o início de seu ministério mostra-lhes o significado espiritual do reino de Deus, seus milagres, sinais e prodígios leva-os a crê em Deus espiritual, mas na visão deles, em decorrência da interpretação dos escribas e fariseus da lei mosaica, mostra-lhes o significado do Messias como o restaurador do reino judaico a semelhança do rei Davi, um reino humano, terrestre. A lei sujeitava o homem às obras, por elas eram expiados os seus pecados. Eles perguntam ao Mestre como realizar as obras do agrado de Deus. “Que faremos para executarmos as obras de Deus?” João 6: 28  Jesus responde-lhes que as obras não salvam, mas quem crê no Filho de Deus serão salvos. “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou”. João 6: 29  O Apóstolo Paulo cita em Gálatas a justificação pela fé. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”. Gal. 2: 16  Eles, os judeus, perguntam-lhe qual o sinal a mostrar-lhes o seu poder divino pra que eles pudessem crer nele, se Moisés havia lhes dado o maná dos céus, Jesus retruca dizendo-lhes que o maná não foi Moisés que lhes deu, mas Deus deu a eles para que vivessem durante a peregrinação e esse maná não era eterno, porém ele lhes daria, se cressem, o pão eterno, ele próprio. “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede”. João 6: 35  Afirma a sua divindade e dá a verdadeira significação do seu ministério espiritual, dizendo-lhes ter vindo do Pai. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. João 6: 38  Compara-se ao maná, esse os que o comeram morreram, mas os que se alimentam de sua carne, crer nele no espirito, tem a vida eterna. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra”. João 6: 47-50

O Mestre profere num jogo de palavras como crer e ter fé nele, apropriando-se totalmente dele, uma forma figurativa em comer de sua carne e beber o seu sangue. Alguns creem que ele esteja falando da ceia do Senhor, mas não é esse o sentido de suas palavras, porém de um tomado real da sua vida. Contrastando ao que os rabinos citavam sobre o pão, o torá, lei de Moisés, achavam que dava vida aos seus seguidores. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6: 54  Comer a carne e beber o seu sangue sugere a apropriação total de Jesus pela fé, crer na sua natureza humana e na sua divindade, ele é o Deus Homem, o Deus carne e espírito. Os judeus entendem esse significado, porém não aceitam a divindade de Jesus. Um homem vindo de uma família humilde arvorando-se vindo dos céus. “Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?” João 6: 41-42 E, muitos que o seguiam afastaram-se dele, sentindo frustrados em seus pensamentos diziam:  “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” João 6: 60 Ficaram somente os doze e ele pergunta a eles se desejam afastar-se também dele. “Quereis vós também retirar-vos?  Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.  E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. João 6: 67-69 Eles ficaram ao lado do Mestre, essas palavras não foram ditas apenas em um momento ou por impulso, mas de total realidade de vida, pois mais tarde sofreram por seguir o Mestre e alguns foram mortos. Porém entre eles havia quem o trairia e Jesus o sabia. Os que se chegam a Cristo com devoção, são levados por Deus a ele e recebem o selo do Espírito de Deus, têm a vida eterna e serão ressuscitados no último dia. “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6: 40

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