sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ministério de Jesus na Galileia - A cura do surdo e mudo

Marcos 7: 31-37
Deus deu ao homem o espírito da vida, deu-lhe visão para ver suas maravilhas, deu-lhe audição para ouvir os sons de sua criação. Deu-lhe o poder da fala para louvar e comunicar as obras de suas mãos. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo”. Salmos 19:1-4
Jesus retira-se das cidades de Tiro e Sidom passando por Decápolis, chegando a imediações da Galileia trouxeram-lhe um surdo e mudo (em algumas traduções o homem era gago), não se sabe ao certo se era gentio ou judeu, não vem ao caso, porém na época de Jesus, tanto os judeus, quanto os gentios, não aceitavam os deficientes, eram tidos como imundos e a deficiência um castigo de Deus. Aquele homem não possuía o poder de ouvir, nem expressar seus sentimentos por palavras, algumas pessoas conhecendo o sofrimento dele, o levaram a Jesus para que o curasse. Há um simbolismo significativo nesse episódio, o Mestre tira-o de entre a multidão, dando-lhe importância pessoal, identificando-se com o seu problema toca-lhe os ouvidos e com sua saliva a língua, um toque precioso que cura, salva e dá vida aos desvalidos. Após o toque o Mestre olha para os céus, suspira; a busca do Pai e mostra toda sua compaixão pelos que sofrem ao suspirar; e na língua aramaica “Efatá” ordena que sua audição e o direito ao falar sejam restaurados. Sublime ato de amor, compaixão e misericórdia para com os homens.
O Profeta Isaias predisse esse momento com o advento do Messias. “Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará. Então, os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então, os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo. E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam chacais haverá erva com canas e juncos”. Isaias 35: 4-7
Ouvir, ver e falar são privilégio dados aos homens por Deus, aqueles, por ventura, não possuírem essas condições, Deus deu a eles caminhos para suprirem essas necessidades, aos surdos e mudos a linguagem gestual e labial, aos cegos o tato e a percepção espacial.
O gesto de Jesus ao curar aquele surdo e mudo vai além de um milagre, há uma mensagem implícita nesse ato para todos os homens. Ele dá ao homem uma identidade, tira-o da multidão, dá-lhe uma importância pessoal, toca-lhe com as mãos os ouvidos e com a saliva a língua, gesto de amor e misericórdia.
Há muitos homens que ouvem, veem e falam, tem o coração endurecido para as verdades do Mestre, não escutam, não veem e não falam, estão perdidos no próprio entendimento, portanto não salvos pelo Senhor e não desfrutam do seu amor, de sua misericórdia, nem de sua graça. “Dizendo O Apóstolo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, Dizendo: Vai a este povo, e dize: De ouvido ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; E, vendo vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Porquanto o coração deste povo está endurecido, E com os ouvidos ouviram pesadamente, E fecharam os olhos, Para que nunca com os olhos vejam, Nem com os ouvidos ouçam, Nem do coração entendam, E se convertam, E eu os cure”. At. 28: 26-27

É dada aos homens, por Deus, a oportunidade de serem curados espiritualmente os que crerem em Jesus. Quem crer será salvo, terá a vida eterna, quem não crer permanece nas trevas.  “E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo”. João 12: 44-47

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