“Veio para o
que era seu, e os seus não o receberam”. João 1: 11
Mateus 13: 54-58 Marcos 6: 1-6 Lucas 4: 16-30 Em
duas ocasiões Jesus esteve em Nazaré sua cidade natal, foi discriminado, rejeitado
e expulso nas duas vezes. A primeira no início de seu ministério, após ser
tentado por satanás. Nessa ocasião relatou sua condição de representante de
Deus aos homens, ao citar a passagem de Isaías: “O Espírito do Senhor é sobre
mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os
quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista
aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do
SENHOR”. Lucas 4: 18-19 e dizer-lhe: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos
ouvidos”. Lc 4: 21b Não aceitaram, discriminaram-no, fazendo referência a sua
condição de filho de uma família modesta e trabalhar em ofício, considerado por eles
inadequado a um Rabi, quando jovem, antes de seguir o Ministério messiânico,
era carpinteiro, como poderia ter tanta sabedoria e autoridade? Escandalizaram-se
dele, não lhe deram ouvidos, nem houve milagres naquela cidade, endureceram o
coração. O Mestre muito se admirou da incredulidade deles. “E disse: Em verdade
vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”. Lc. 4: 24 Citou a ida do profeta Elias, enviado por
Deus, à viúva de Sarepta, quando não havia nada mais para ela e para seu filho
comer, somente para aquele dia, porquanto havia fome e seca na terra. “Em
verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando
o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve
grande fome; E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a
uma mulher viúva”. Lc 4: 25-26 Pois Deu sabia que o povo israelita rejeitaria o
profeta. Por confiar no Senhor ela foi suprida em todas as suas necessidades
por ele, enquanto houve seca, nada lhe faltou. I Reis 17: 12 Citou, também, Naamã, capitão do exército do
rei da Síria, porém leproso. Este ao saber que o profeta Eliseu o curaria,
procurou-o. Eliseu deu-lhe ordens para banhar-se sete vezes no rio Jordão, ele
ficou indignado pela simplicidade da tarefa. Mas ao ouvir o conselho de seus
servos, foi e banhou-se no rio Jordão, a lepra o deixou. II Reis 5: 11-14 A viúva e Naamã eram gentios, creram em Deus e
ele resolveu suas necessidades. “E
disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”.
Lc. 4: 24
A rejeição a Jesus ocorre até os dias de hoje, pois para
aceitá-lo, o que parece um ato simples, porém é bastante difícil, deve-se ter humildade,
fé, foi o que ocorreu com Naamã, ele indignou-se por ser algo simples o
banhar-se no rio Jordão, esperava algo grandioso ou fazê-lo nos rio de Damasco,
considerava-os melhores que os de Israel, via a tarefa como algo banal e não
condizente com sua posição social, mas teve humildade e banhou-se no rio Jordão,
ficou curado. A viúva de Sarepta teve fé. Para que alguma coisa aconteça na
vida dos homens é preciso fé. Faltou aos homens de Nazaré humildade em
reconhecer Jesus como portador da mensagem de Deus e fé no seu poder de fazer
milagres, fecharam-se na sua altivez, no seu orgulho e rejeitaram Jesus por ter
sido jovem simples, vindo de uma família humilde. “Não é este o carpinteiro,
filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão
aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele”. Mc. 6: 3
Quantos há que rejeitam Jesus por motivo de sua posição
social, de sua cultura, desprezam as mensagens ditas por pessoas humildes, fecham-se
na arrogância, discriminam, não desejam ouvir as palavras do Mestre.
Mas Jesus aceita todos os que creem em seu nome, seja rico,
pobre, todos. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos
quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que
creem no seu nome”. João 1: 11-12
“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no
Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. João 3: 36
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