sexta-feira, 28 de março de 2014

JESUS NA CIDADE DE NAZARÉ – DISCRIMINAÇÃO E REJEIÇÃO

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. João 1: 11
Mateus 13: 54-58 Marcos 6: 1-6 Lucas 4: 16-30                                              Em duas ocasiões Jesus esteve em Nazaré sua cidade natal, foi discriminado, rejeitado e expulso nas duas vezes. A primeira no início de seu ministério, após ser tentado por satanás. Nessa ocasião relatou sua condição de representante de Deus aos homens, ao citar a passagem de Isaías: “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR”. Lucas 4: 18-19 e dizer-lhe: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Lc 4: 21b Não aceitaram, discriminaram-no, fazendo referência a sua condição de filho de uma família modesta e  trabalhar em ofício, considerado por eles inadequado a um Rabi, quando jovem, antes de seguir o Ministério messiânico, era carpinteiro, como poderia ter tanta sabedoria e autoridade? Escandalizaram-se dele, não lhe deram ouvidos, nem houve milagres naquela cidade, endureceram o coração. O Mestre muito se admirou da incredulidade deles. “E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”. Lc. 4: 24  Citou a ida do profeta Elias, enviado por Deus, à viúva de Sarepta, quando não havia nada mais para ela e para seu filho comer, somente para aquele dia, porquanto havia fome e seca na terra. “Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva”. Lc 4: 25-26 Pois Deu sabia que o povo israelita rejeitaria o profeta. Por confiar no Senhor ela foi suprida em todas as suas necessidades por ele, enquanto houve seca, nada lhe faltou. I Reis 17: 12  Citou, também, Naamã, capitão do exército do rei da Síria, porém leproso. Este ao saber que o profeta Eliseu o curaria, procurou-o. Eliseu deu-lhe ordens para banhar-se sete vezes no rio Jordão, ele ficou indignado pela simplicidade da tarefa. Mas ao ouvir o conselho de seus servos, foi e banhou-se no rio Jordão, a lepra o deixou. II Reis 5: 11-14  A viúva e Naamã eram gentios, creram em Deus e ele resolveu suas necessidades.  “E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria”. Lc. 4: 24
A rejeição a Jesus ocorre até os dias de hoje, pois para aceitá-lo, o que parece um ato simples, porém é bastante difícil, deve-se ter humildade, fé, foi o que ocorreu com Naamã, ele indignou-se por ser algo simples o banhar-se no rio Jordão, esperava algo grandioso ou fazê-lo nos rio de Damasco, considerava-os melhores que os de Israel, via a tarefa como algo banal e não condizente com sua posição social, mas teve humildade e banhou-se no rio Jordão, ficou curado. A viúva de Sarepta teve fé. Para que alguma coisa aconteça na vida dos homens é preciso fé. Faltou aos homens de Nazaré humildade em reconhecer Jesus como portador da mensagem de Deus e fé no seu poder de fazer milagres, fecharam-se na sua altivez, no seu orgulho e rejeitaram Jesus por ter sido jovem simples, vindo de uma família humilde. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele”. Mc. 6: 3
Quantos há que rejeitam Jesus por motivo de sua posição social, de sua cultura, desprezam as mensagens ditas por pessoas humildes, fecham-se na arrogância, discriminam, não desejam ouvir as palavras do Mestre.
Mas Jesus aceita todos os que creem em seu nome, seja rico, pobre, todos. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. João 1: 11-12  “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. João 3: 36


  

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