quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O presente de Deus à humanidade

Aproxima-se as festas de fim de ano e uma delas, comemora-se o nascimento de Jesus, o Natal, alguns consideram um sacrilégio comemorar essa data, por não haver evidências concretas para esse acontecimento. Porém, seguindo o que ordena o Apóstolo Paulo no capítulo 9 e 10 de I Coríntios, o façamos de bom grado, sem nos corromper com a idolatria. Usemos essa data como oportunidade de falarmos de Cristo.

Jesus, o Cristo, o Messias, foi, desde o início da criação de todas as coisas, prometido aos homens. Ele estava com Deus e ele é Deus. “NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. João : 1: 1-2 A promessa se deu por motivo da desobediência do homem ao Senhor, por isso todos pecaram diante de Deus, havia a necessidade de resgatar o homem, porquanto o pecado lhe dava a morte. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Rm. 3: 23

Deus não poderia vir em forma de Deus, pois ele é Espírito, sem forma aparente. Se acaso viesse como adulto, tiraria do homem o poder do livre arbítrio. Veio como todos os homens, nasceu de uma mulher íntegra. Maria foi escolhida, pela graça do Senhor, para ser o instrumento da vinda do Filho de Deus ao mundo, não que seja a mãe de Deus, esse título lhe foi outorgado pelos homens em 431 da era atual, porém ele é eterno sem princípio ou fim. Mateus 1: 18-25 e  Lucas 1: 27-55

O nascimento de Jesus ocorreu pela providência de Deus, foi assim: "Foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres... Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim". Lc.1:: 26-33

O imperador César Augusto decretou que todos se alistassem. Cada um, portanto, ia a sua própria cidade. Sendo José e Maria descendentes de Davi, deveriam alistar-se em Belém da Judeia, pois residiam em Nazaré, província da Galileia. Foram em direção à Belém, quando se cumpriu os dias da gravidez de Maria.

Não havia lugar nas estalagens, conseguiram uma estrebaria e ali numa manjedoura nasceu o Filho de Deus. Não foi num palácio, tampouco numa mansão ou berço de ouro, porém numa estrebaria e numa manjedoura.

Quão magnificente são as misericórdia de Deus, fez homem para salvar o pecador, sem majestade ou título nobre, mas como um homem comum. E quantos não lhe dão estalagem em seus corações. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. João 1: 11-12

Maria o envolveu em panos e deitou-o na manjedoura. Jesus, o Rei dos reis, o Cristo, o Messias prometido, é nascido. Não foram convidados os maiorais da terra para vê-lo, porém aos pastores foi dado esse privilégio, simples trabalhadores, dizem alguns que esse trabalho era destinado aos menos favorecidos.

"Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". Lc. 2: 8-11

Eles apressadamente foram vê-lo, e nesse mesmo instante apareceu nos céus uma multidão dos exércitos celestiais louvando o Senhor, dizendo: "Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens". Lc. 2: 14

Após os pastores, Jesus recebe a visita de nobres, mas de um país distante, do oriente, os Magos, eram chamados assim por serem estudiosos, acredita-se que por terem seguido a estrela, sejam astrólogos, conheciam também sobre o Messias. "Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo". Lc. 2: 2

Eis a internacionalização das promessas de Deus aos homens, o Messias para todas as nações. Deus ao falar com a Abraão para sair de perto de seus pais e de sua terra, disse: "e em ti serão benditas todas as famílias da terra". Gen. 12: 3b

Herodes, os sacerdotes, os escribas e toda Jerusalém perturbaram-se com o relato dos magos. Herodes desejou saber o local onde nasceria o Messias, disseram-lhe que Belém seria a cidade de seu nascimento. O rei pede aos magos que fossem vê-lo, depois trouxessem o local exato para ir adorá-lo também.  

Os magos partem em direção à Belém, a estrela vista no oriente, guiava-os pelo caminho. Chegando à casa onde Jesus estava, adoraram-no e presentearam com ouro, incenso e mirra.

Ouro, significando sua ascensão ao trono do rei Davi, o Rei dos reis, o Filho do Homem. Incenso, sua missão redentora, o Messias, o Cristo de Deus, o Filho de Deus e mirra, sua natureza curativa,  realização dos milagres, o Médico dos médicos. O ouro, a natureza real: o incenso, a natureza do reinado divino: a mirra, a natureza do sofrimento humano e seu curativo. Hoje as Igrejas usam-no como óleo de unção.

Os magos, por revelação divina, seguem por outro caminho, sem comunicar ao rei Herodes o local onde Jesus estava. Acredita-se que essa visita se deu após a apresentação e circuncisão do menino, de acordo com a lei, era feito após os oito dias de nascido.

A diferença de adoração, os estrangeiros o adoraria em espírito e em verdade. Enquanto os seus, os maiorais eclesiáticos dos Judeus e Herodes, desejavam matá-lo. Hoje ocorre o mesmo, os verdadeiros cristãos o adoram em espírito e verdade, enquanto outros usam essa data para satisfazer a carne, ignoram-no.







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