Mateus 17: 1-12; Marcos 9: 2-13; Lucas 9: 28-36
Jesus, percebendo que seu ministério chegava ao fim, convoca seus discípulos para inteirá-los dos acontecimentos vindouros, seu sacrifício na cruz e a sua ressurreição dos mortos. Com a confissão de fé feita por Pedro, passa a falar-lhes da necessidade de ir à Jerusalém e sofrer nas mãos dos maiorais dos judeus, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia, porém não compreenderam a missão sacrificial de Cristo, para eles, o Messias, seria um guerreiro a semelhança de Moisés e de Davi, os libertaria da escravidão romana, essa não era a missão messiânica de Jesus, pois o seu reino não é terreno, porém espiritual, eterno. Havia necessidade de um impacto com Deus, ter uma visão real de Jesus, da sua natureza divina e seu relacionamento com o Senhor como filho amado.
Seis dias após a confissão de Pedro e sua rejeição a informação de Jesus sobre o seu sacrifício, o Mestre leva consigo Pedro, Tiago e João ao um alto monte para orarem, supõe-se ser o Monte Hermom por estar perto do local onde estavam. Jesus transfigura-se diante deles, seu rosto resplandece como o sol, suas vestes tornam-se brancas como a luz. Os discípulos ficam alarmados com a visão e uma nuvem os cobre, escutam uma voz que dizia: "Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o". Mt. 17: 5
Uma visão que os toca profundamente para compreenderem a real natureza de Cristo, sua missão e um aprofundamento na fé, para estarem apto, em continuarem a propagação do Evangelho do Senhor. No ato da transfiguração Jesus conversava com Moisés e Elias sobre seu sacrifício que se daria em Jerusalém. Lucas 9: 31.
É a visão gloriosa do Deus Filho, do Deus homem. Deus manisfesto na natureza humana, agora na transfiguração o Deus vivo. Essa visão transcende a crença inicial do messias humano, terreno, os leva ver o Mestre como o filho amado do Senhor.
Os judeus ao receberem as tábuas da lei, não estavam ainda prontos para tê-las, Moisés as quebrou, pois viraram as costas para o Senhor, esqueceram de sua libertação da escravidão egípcia e a passagem pelo mar vermelho a pés enxutos. Houve a necessidade de confecção de novas pedras da lei, porém agora autenticadas com o selo de Deus, a glorificação do rosto de Moisés. "E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que o filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória. Como não será de maior glória o ministério do Espírito." 2Cor. 3: 7-8
Assim como aos judeus houve necessidade de autenticar a lei por Deus, mostrando-lhes que ela era uma determinação do Senhor ao povo, Jesus ao transfigurar-se, mostra a todos os homens que ele é Deus, sacrificando-se na cruz no lugar dos homens, derramando seu sangue para livrar a humanidade de seus pecados e vencendo a morte ao ressuscitar no terceiro dia.
Hoje através da Bíblia, a palavra de Deus, o verdadeiro testemunho, a autenticação dos acontecimentos do passado e vindouros, para o crescimento da fé espiritual do servo de Cristo que ao lê-la e crer no Deus Pai, no Deus Filho, no Deus Espírito Santo, crendo que são um único Deus, trino, tenham sua vida, rosto, transformados e iluminados pela glória de Cristo Jesus. "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor". 2Cor. 3: 18
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